Um físico pouco tradicional

De Hamilton PereiraDeputado Estadual de São PauloPrezado Senhor Marcos Sá Corrêa,Tenho a honra de cumprimentá-lo e, na oportunidade, reportando-me à entrevista realizada com o Professor José Goldemberg, digníssimo Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, e publicada nesse site no dia 28.01.2006, sob o tema “Um físico pouco tradicional”, tecer algumas considerações no tocante a questões suscitadas acerca do “lado social do ambientalismo” paulista; “Parque Estadual do Jacupiranga” e “Estação Ecológica da Juréia-Itatins”, e as respostas fornecidas pelo ilustre entrevistado.Antes de mais nada, gostaria de esclarecer que tenho direto interesse nessas questões, tendo em conta que sou um dos Deputados a quem se referiu o Secretário Goldemberg e autor do Projeto de Lei 984, de 2003, que “altera os limites do Parque Estadual de Jacupiranga, criado pelo Decreto-Lei nº 145, de 8 de agosto de 1969, exclui áreas ocupadas pelas populações que especifica, incorpora área e dá outras providências” e co-autor, juntamente com o Deputado José Zico Prado, do Projeto de Lei nº 613, de 2004, com objetivos similares ao do Parque Jacupiranga, que “altera aos limites da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, criada pela Lei nº 5.649, de 28 de abril de 1987, exclui áreas ocupadas pelas populações que especifica, e dá outras providências”.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
16 de fevereiro de 2006

Vitimando as reservas particulares II

De Rubens N. Andrade Li a coluna da brilhante amiga Maria Tereza Jorge Pádua (não é brilhante porque é amiga, mas amiga porque é brilhante) destacando a burrocracia que atrapalha a criação das RPPNs e não pude deixar de ficar indignado. É incompreensível como um bando de incompetentes, provavelmente tentando justificar a posse de diplomas de curso superior, exigidos em quase todos os concursos públicos, legislam sobre o que não entendem. Gente sem a mínima preocupação com a preservação do planeta que, infelizmente, será nocauteado, é só uma questão de tempo, não tem a mínima preocupação com a realidade. Lembra muito aquela piada que roda na internet, onde um cidadão parou sua cherokee ao lado de um rebanho de ovelhas e propôs ao proprietário que as pastoreava: "se acertar o número de animais você me dá um?". O cidadão concordou. Ele pegou o Lap-top, ligou-o ao celular, acionou o google earth plus, conectou-o ao GPS, fez algumas planilhas, e mandou: 378! O pastor, surpreso, disse: é, está certo, pode pegar seu animal. Ele escolheu um, colocou no porta-malas do carro e quando ia sair o pastor propôs: se eu acertar sua profissão você devolve o animal? "Sim", concordou o cidadão. Ele disse "consultor"! O rapaz ficou também surpreso e disse: Como você descobriu? Porque você veio sem eu chamar, me prestou um serviço que eu não precisava, liberou uma informação que eu já sabia, cobrou um preço que você impôs e mostrou que não entende nada do que se propôs. Agora, por favor, devolva meu cachorro!

Por felipe Felipe Lobo
15 de fevereiro de 2006

Vitimando as reservas particulares

De Lúcia Japp RPPN Morro dos Zimbros (SC) Achei muito oportunas e interessantes as opiniões da Maria Tereza Jorge Pádua, da Funatura e Boticário, e concordo plenamente com ela nas críticas que faz à parafernália exigida para a criação de uma RPPN.Tenho somente duas ressalvas a fazer. A primeira: por duas vezes ela acusou o governo de "esquerdista" ao analisar a complexa burocracia que acompanha a instalação da RPPN. O atual governo nada tem de esquerdista. Sua política financeira é o sonho dos banqueiros capitalistas, que seguem lucrando absurdos, às custas de nossa população cada vez mais explorada e passiva. Simples declarações afirmativas, sem um suporte teórico, só levam a opiniões esquematizadas e pré-concebidas, primeiro passo para a intolerância, seja ela de que nível for: ideológico, religioso, etc.Não tenho nada contra um indivíduo de esquerda ou de direita. Isso não o faz automaticamente um cafajeste ou um santo. Conheço pessoas maravilhosas, da direita ferrenha, assim como da esquerda xiita. E grandes bandidos, de direita e de esquerda. Nenhuma ideologia é vacina automática contra a desonestidade e a prepotência. Mas da discussão e do embate de idéias conflitantes é que a sociedade cresce. Não de "xingamentos" (no contexto do artigo, a palavra "esquerdista" foi claramente usada neste sentido). Porque um "esquerdista" é "ridículo"? Por acaso foi ridículo o Betinho, esquerdista assumido? Desculpem o desabafo, mas acho que a tolerância para com idéias diferentes é sinal de maturidade e evita comportamentos que irão inevitavelmente desaguar numa outra inquisição. A segunda ressalva, esta mais grave: a acusação de que o governo esquerdista prevê consulta pública prévia sobre a criação de uma reserva privada, como são as RPPNs, na verdade não foi criada pelo atual governo, mas baseia-se no art.22, §2° e 3°, da Lei n. 9.985, de 18/07/2000, e pelo art. 5º, § 1°, do Decreto nº 4.340, de 22/08/2002, ambos do governo anterior. E releiam, por favor, o item "Mais burocracia" do artigo citado. Perceberam uma coisa? A lei que cria a exigência do Plano de Manejo, é de 2002, portanto, criada no governo FHC. Convém analisar o artigo com a devida isenção, não em seu conteúdo, mas na sua forma.Resposta da autora: Prezada leitora, Agradeço a constatação de um erro cometido. Realmente a exigência de consulta pública para RPPNs emana da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9985 de 2000). Quanto à referência a este ditame legal de 2000, sei quem lutou muito por ele, até sua aprovação final, e são os mesmos técnicos do PT que hoje estão responsáveis pela área ou no MMA ou no CONAMA. Mas Lei é Lei e todos temos o dever de obedecê-la. Além disso o georreferenciamento também previsto na Lei é exigência de outro órgão do Governo, o INCRA, para propriedades com mais de mil hectares. Maria Tereza Jorge Pádua

Por Redação ((o))eco
14 de fevereiro de 2006

Chove chuva

De Haroldo RegoCongratulo pela matéria "Chove chuva" do dia 04/02/2006, no site "O Eco", contudo, quem se importa com chuvas ou não no Acre? Meu caro, prioridade de brasileiros é samba, futebol e cachaça. Dane-se se o país esta indo para o ESGOTO, portanto, relaxe e visite a Amazônia antes que acabe. Saudações.

Por Redação ((o))eco
10 de fevereiro de 2006

Dez minutos de TV

De Bruno do Nacimento Marc Dourojeanni fez um belo relato sobre a programação da TV brasileira e como os seus assuntos são tratados no pano de fundo. Mas o termino da matéria também é relevante, as emissoras de TV querem entreter e às vezes acabam informando. Ocorre que nem sempre a tal da informação tem um compromisso com o conhecimento real, tanto por parte de quem é entrevistado, ou por parte de quem entrevista e menos ainda de quem vê ou recebe essa informação. Talvez o grande erro sobre a mídia nacional é o fato de dizermos que ela integra o país e passa uma noção de Nação. Na realidade a mídia nacional traz fragmentos de determinados acontecimentos e situações em determinadas localidades que nem sempre está associada àquela realidade. Basta dizer que o principal jornal televisivo tem correspondentes em Nova Iorque, Londres, Berlim, Tel Aviv, Roma e poucas são as vezes que transmite de João Pessoa, Rio Branco, Boa Vista ou Macapá. Acredito que para a grande maioria da população brasileira que vive na cidade seja difícil imaginar o que é a fronteira da Amazônia com a Colômbia em termos reais. E a TV não tem o tempo necessário para dar essa informação com o conhecimento de causa necessário. Os programas específicos passam nas outras emissoras ou em horários e um formato que não agrada a maioria da população, até porque na maioria das vezes a antena não ajuda e tem um outro programa mais interessante em outra emissora de TV. Em síntese, a TV não é nem um meio ou sequer um instrumento de educação e quando arroga para si esse desejo perde popularidade. Pode até ser que algumas vezes que determinadas pessoas por terem uma vida dedicada a uma causa acabam tocante uma fração da audiência. Para mim a TV é apenas uma grande vitrine. Quanto às favelas brasileiras, será que o Brasil já fez um real diagnóstico da sua conjuntura? Será que existe uma classe no Brasil antenada com a implementação das soluções para esse tipo de problema? Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
7 de fevereiro de 2006

Febeapá florestal II

De Prof. Dr. Luís Fábio SilveiraDepartamento de Zoologia, Universidade de São PauloPrezado Sr. LorenzoParabéns pela matéria Febeapá Florestal. Na mão desta elite despreparada (será? não seria mal-intencionada?) e patética vemos os nossos recursos naturais caminhando tristemente para o fim. Sua viva descrição do que foi a sessão do Congresso representa bem a situação atual.Parabéns e vamos trabalhar por dias melhores.

Por Lorenzo Aldé
6 de fevereiro de 2006

Febeapá florestal

De Heitor Augusto O seu texto sobre o pandemônio na votação do projeto sobre a Amazônia - que eu descobri pela indicação do Tuffani numa lista de e-mails - é um dos melhores que já li. Sinceramente. Na construção dele vou me mirar para escrever minhas próximas coisinhas. Abraço, PS: Indiquei até para meu professor que costuma me falar muito do Stanislaw.

Por Redação ((o))eco
3 de fevereiro de 2006

O invasor e seus comparsas

De Marcello CorralPrezada Carolina,Vi sua matéria no Eco, achei bastante contundente, mas existem outro pontos que são muito mais graves e importantíssimos serem mencionados. Esta plantação de pinus, eucalipto e acácias são nocivas aos mananciais das regiões citadas. Estas espéciais retiram do solo um número de cinco até sete vezes mais de água do que as espéciais nativas. Na bacia do Sinos essas consequencias já são notadas.Ajude-nos a lutar contra este crime. Descobrimos que as importadoras de madeiras, são na sua maioria européias, estamos querendo instituir um selo ecológico de maneira que possamos criar instrumentos para diminuir este crescimento, principalmente no RS.Agradeço sua atenção.

Por Redação ((o))eco
1 de fevereiro de 2006

Dramalhão no frio II

De Paula Olá Silvia, tudo bem?Quando o mundo inteiro está envolvido com o filme a Marcha dos Pinguins, vem vc e fala exatamente o que a maioria das pessoas tem vontade de falar e guarda para si, com medo de tomar um murro da sociedade!Eu até estava pensando em aderir a massa e ir assistir este filme, mas no fundo, não sei pq, achava que eu simplesmente odiaria do começo ao fim...Enfim, vc me deu coragem de falar para as pessoas que eu não tô nem um pouco a fim de assistir a este dramalhão mexicano a baixas temperaturas!!!Um abraço.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2006

Dramalhão no frio

De Fábio Santos Olá Silvia,Se o documentário foi sucesso de público nos EUA, já deve haver algo estranho com ele. Adorei sua crítica, o filme não é honesto, se propõe a ser um documentário, científico, quando na verdade é o dramalhão que você citou, francamente, os pingüins do desenho Madagascar são muito mais verdadeiros na sua proposta.Abraços,

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2006

Velejar é outra coisa

De Paula Dias Silvia, fazia tempo que eu não lia sua coluna no O Eco e confesso que já estava sentindo falta dos seus comentários sobre vários assuntos...Eu amei a sua sinceridade no texto sobre velejar... e confesso que gostei mais quando você citou sua própria experiência no barco em troca de um filé!!! Isso foi bárbaro...Este seu texto teve um ar especial, sabia? Sempre que vcs, colunistas, relatam suas próprias experiências, dão muito mais vida ao texto e com certeza dão mais prazer para o leitor.Um abraço.

Por Redação ((o))eco
31 de janeiro de 2006

Diários de motocicleta

De Sérgio GalliPaulo Bessa,Gostei muito de sua crônica "Diários de motocicleta". Finalmente alguém clama contra a tirania não só da motocicleta, mas principalmente do automóvel. Não sei dirigir, assim, todo santo dia tenho de encarar uma caminha cheia de riscos. Furar farol vermelho é praxe, mais do que isso, para que é uma vitória para os motoristas. Já que você fala em idade média, quem sabe se a volta do empalamento resolveria. Vamos acabar com o automóvel antes que ele acabe conosco, pois as cidades estão reféns do automóvel e as pessoas, escravas.Tomo a liberdade de mandar em anexo uma crônica minha sobre o assunto publicada no sítio www.anjosdeprata.com.br.Cordialmente,Clique aqui para ler esta carta na íntegra.Resposta do autor:Prezado Sérgio, Grato pela leitura do artigo. Temos que dar aos veículos motorizados o valor que eles têm. Isto é, meios de transporte. Não podemos deixar que eles ditem as regras de nosso modo de vida. Na cidade do Rio de Janeiro cometeu-se o equívoco de acabar com os bondes e, hoje, não temos transportes de massa e os carros não conseguem circular em função dos engarrafamentos. Tivéssemos mantido os bondes (como nas cidades européias) adaptando-os às novas realidades, como são os TRAMS, Strassebahns e outros, melhorado o infame serviço de trens suburbanos e talvez vivêssemos um pouquinho melhor. Mas o que dizer de uma cidade que determinou o fechamento de obras para a construção de novas estações do metrô? O que dizer de uma cidade cujo metrô não passa na rodoviária, no aeroporto, no terminal de barcas? Só mesmo chorando lágrimas de esguicho.Paulo.

Por Redação ((o))eco
30 de janeiro de 2006