Anuário busca fotos de aves raras

E a BirdLife está convidando fotógrafos do mundo inteiro para enviar suas imagens para o concurso de aves raras. As fotos selecionadas farão parte do primeiro anuário de aves raras ("Rare Birds Yearbook"), com data de publicação prevista para outubro de 2007. O concurso aceita inscrições até o fim de julho. A lista das 189 espécies ameaçadas está aqui. Muitas delas são aves brasileiras, como o Pica-pau-do-parnaíba, o tiê-coroa ou a ararinha azul.

Por Redação ((o))eco
15 de maio de 2007

Raridade

Foi incomum a primeira audiência pública para discussão do Distrito Florestal de Carajás, em Marabá, leste do Pará. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Governo do Pará, que comandaram os trabalhos, explicaram o teor do projeto, tiraram dúvidas e ouviram sugestões e críticas por cinco horas e meia. Alguns presentes reclamaram de uma certa rapidez no processo de criação do distrito e uma entidade local que reúne movimentos sociais enviou uma carta dizendo que não participaria das discussões, por ter faltado tempo para digerir a novidade. Mas, na audiência em si, ninguém foi contra o projeto.

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15 de maio de 2007

Cobiça

Pelo contrário, foram muitos os pedidos para que o distrito abarcasse municípios que atualmente não estão na lista dos contemplados. Só o governo do estado pediu ao SFB a inclusão de mais de 20 municípios paraenses. A idéia do projeto é implantar na área – que tem cerca de 25 milhões de hectares nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão – programas que estimulem o reflorestamento, com uso econômico de recursos florestais.

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15 de maio de 2007

Mágoa

Durante a audiência, o presidente da associação local de produtores de ferro gusa, Afonso Albuquerque Oliveira, disse, na cara e na coragem, que as siderúrgicas do Pólo de Carajás não desmatam. Botou a culpa nos carvoeiros. Passou o resto do evento sendo chamado à atenção pela mesa de que esse pensamento – do tipo “não-é-problema-meu” – não leva a lugar nenhum. Saiu chateado da consulta.

Por Redação ((o))eco
15 de maio de 2007

Números

O Pólo Carajás é maior produtor mundial de minério de ferro. Atualmente, são 14 indústrias num raio de 150 quilômetros. Pelo menos 60% do carvão queimado por elas tem origem ilegal.

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15 de maio de 2007

Idéia de jerico

Al Gore, o Banco Itaú e o secretário de turismo do Rio, Rubem Medina, deveriam repensar a proposta de realizar um mega show em Copacabana em julho para combater o aquecimento global. Colocar um milhão de pessoas nas areias da praia vai certamente provocar um impacto ambiental de fazer inveja aos maiores emissores de carbono na atmosfera. Pode ajudar a salvar o planeta, mas vai devastar uma das praias mais bonitas do mundo.

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14 de maio de 2007

Turismo gelado

Um encontro internacional realizado em Nova Déli, na Índia, reuniu quase 300 delegados e cientistas de 37 países e organizações para discutir o Tratado da Antártica, assinado em 1959. Um dos pontos mais debatidos foi o acréscimo no número de turistas que estiveram no continente gelado na última temporada, entre novembro e março: mais de 37 mil visitas, a maioria delas feita de barco, o que causa maior impacto ambiental. Os participantes do evento asseguraram que o número de curiosos deve ser regulamentado com urgência. A notícia está no Planet Ark, da Reuters.

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14 de maio de 2007

Peso do desmatamento

Reportagem de hoje do The Independent começa com uma afirmação e tanto: nas próximas 24 horas, o desmatamento ao redor do planeta vai emitir tanto gás carbono para a atmosfera quanto as viagens de avião realizadas por oito milhões de pessoas entre Londres e Nova Iorque. De acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira, a queima de florestas só perde para o setor energético entre os maiores causadores do acúmulo de gases estufa no ar. O documento apresenta dados reunidos a partir dos últimos relatórios divulgados pelas Nações Unidas e por Nicholas Stern. Enquanto o desmatamento é responsável por 25% das emissões globais, transportes e indústrias acumulam 14% cada da fatia.

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14 de maio de 2007

Migração incomum

Outro documento, este escrito pela Ajuda Cristã, avalia que cerca de 1 bilhão de pessoas, ou 1/7 da atual população mundial, podem ser obrigados a deixar suas casas nos próximos cinqüenta anos. O motivo não é novo: mudanças climáticas. Notícia do jornal The Guardian diz que os conflitos, o projeto de desenvolvimento mundial e a deterioração do meio ambiente podem tornar a vida de milhões de pessoas insuportável no cinturão do Saara, Sul da Ásia e Oriente Médio. O líder do estudo, John Davison, concorda que não há certeza sobre a projeção devido à falta de informações concretas sobre a migração que será causada pelo aquecimento global. Mas, segundo ele, esta lacuna não é desculpa para que não se descubra desde já o que pode ser feito pela população afetada.

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14 de maio de 2007

Informática e meio ambiente

Uma série de reportagens sobre os danos causados pelos aparelhos tecnológicos ao meio ambiente foi publicada nesta segunda-feira no caderno Link, do jornal Estado de S. Paulo. Algumas delas com explicações interessantes. De acordo com dados da organização Resolvendo o Problema do Lixo Tóxico (StEP, em inglês), um computador com monitor de tubo de 17 polegadas, por exemplo, necessita de 240 quilos de combustíveis fósseis, 22 quilos de substâncias químicas e 1500 litros de água para sua produção. Além de todo este gasto anterior, o aparelho consome energia durante o uso e ainda é exposto em lixões comuns, contaminando solos e lençóis freáticos. Mas há uma solução. Em entrevista no mesmo caderno, Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma, afirma que o lixo tóxico pode ser bem manejado. Basta reciclar e transformá-lo em recurso natural.

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14 de maio de 2007

Carona

O Diário de Cuiabá repicou no último domingo uma reportagem publicada aqui em O Eco no dia 10 de maio sobre a suspeita de uso de desfolhante numa área de floresta no noroeste de Mato Grosso. Seu repórter ouviu as mesmas fontes e não deu crédito do furo à Andreia Fanzeres, nossa correspondente na capital mato-grossense e autora da notícia original.

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14 de maio de 2007

Em nome do progresso

Um projeto de lei do deputado Ivair Nogueira (PMDB-MG) propõe a redução de 6,5% na área do Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), a diminuição do parque atende à consolidação de um loteamento clandestino conhecido como Solar do Barreiro, localizado em uma das cabeceiras do ribeirão Arrudas, e vai facilitar a fragmentação de áreas de florestas. Há quem se interesse por investir em mineação dentro da área que é hoje protegida.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2007