Adaptação

Pesquisadores da Fiocruz descobriram um parasita considerado até então extinto, que pode ajudar em estudos sobre mudanças climáticas. Análises nos parques da Serra da Capivara e na Serra das Confusões, ambas no Piauí, registraram o parasita Trichuris nas fezes de um tipo de roedor. A suspeita é de que uma alteração climática na região há 10 mil anos tenha causado a extinção do Trichuris no primeiro parque. Devido à umidade local, conseguiu sobreviver no segundo. A pesquisa é um dos destaques da exposição Paleopatologia: O estudo da doença no passado. Mais informações em: www.museudavida.fiocruz.br.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2007

Prova do crime

Um avião pulverizador de agrotóxicos foi encontrado no noroeste de Mato Grosso, na beira da estrada que liga Aripuanã à Juína, onde recentemente foram constatados cinco mil hectares de florestas secas, com fortes indicativos de que ela tenha sido morta por aplicação de agrotóxicos. No final do mês de abril, uma equipe do Ibama multou a empresa aérea em um milhão de reais e outros cinco proprietários rurais que utilizavam seus serviços de pulverização em 20 mil reais, cada um. Segundo o técnico ambiental de Aripuanã, Celso Sanches, ninguém apresentou estudos que atestassem viabilidade ambiental da aplicação dos venenos na região.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2007

Economia verde

A companhia Dow Chemical anunciou que por causa do corte de 32% na emissão de gases de efeito estufa, conseguiu uma economia energética de quatro bilhões de dólares entre 1994 e 2005. Entre 1990 e 2005, sua indústria química DuPont economizou três bilhões de dólares com o corte em 60% das emissões. O procedimento foi voluntário.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2007

Façam-me o favor

No último sábado, antes de mostrar sua apresentação – essencialmente aquela que se vê no filme “Uma Verdade Inconveniente” – Al Gore, diante do auditório do Parque Ibirapuera lotado, mandou um recado à classe dirigente brasileira: o mundo todo está prestando atenção no programa brasileiro de álcool combustível. Por favor, disse ele, não dêem argumentos para os oponentes dos combustíveis alternativos. Conduzam o programa de maneira ambientalmente responsável.

Por Redação ((o))eco
14 de maio de 2007

Cautela diplomática

Na sessão de perguntas depois da apresentação, o foco foi a Amazônia. Gore disse a Virgílio Viana, secretário de desenvolvimento sustentável do estado do Amazonas, que o pagamento de royalties pela indústria farmacêutica pode ser um importante incentivo para que os moradores da região mantenham a floresta em pé. A atriz Christiane Torloni aproveitou para pedir a assinatura de Gore para o manifesto do movimento Amazônia Para Sempre. Ele quis uma cópia do documento para ler antes de assinar.

Por Carolina Elia
14 de maio de 2007

Dúvida

Agora que ficou super rico com a venda do seu banco, o Pactual, para o suíço UBS, o banqueiro André Esteves decidiu se dedicar a causas ambientais aderindo à The Nature Conservancy (TNC), ong respeitadíssima internacionalmente e tão rica quanto ele. Só falta decidir uma questão de geografia. Esteves ainda não sabe se entra para o braço brasileiro da TNC ou se dá um salto mais alto e vira membro da nave-mãe da ong, sediada nos Estados Unidos.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007

Minério com mato

No dia 18 de maio, técnicos do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) estarão em Itaituba, no Pará, para discutir com garimpeiros a possibilidade de implementar a exploração florestal de baixo impacto em áreas de mineração. É a primeira tentativa no Brasil de se conciliar garimpo com manejo florestal.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007

Rede

Falando em SFB, o órgão pôs na internet o seu Portal de Gestão Florestal. Nele, será possível a qualquer cidadão saber quais são e a quantas andam os planos de manejo em Florestas Públicas aprovados. O portal, por enquanto, está funcionando em caráter experimental. Completo mesmo o portal só deverá estar daqui há alguns meses, quando os estados finalmente estarão despejando nele informações e dados sobre a gestão de suas florestas.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007

Revolução

A direção do SFB também deu partida num projeto para tentar corrigir 400 anos de negligência do Estado com o patrimônio público. Iniciou o cadastramento de todas as florestas públicas do país. É coisa para levar no mínimo uma década. O levantamento está mapeando na escala 1/ 100 mil as matas que estão em Unidades de Conservação, Terras Indígenas e glebas dos estados e da União.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007

Pedreira

Nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas, o trabalho de cadastramento conseguirá correr relativamente rápido. O diabo está nas glebas onde sobraram florestas. Uma vez mapeadas, cada uma exigirá uma ida a cartório para um diagnóstico e eventual regularização de sua situação legal. Só então poderão ser averbadas. Mas isso não significa o fim do trabalho. Depois de tudo isso concluído, os técnicos do SFB terão que visitar cada uma individualmente para fazer sua demarcação.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007

Prazo

Oficialmente, o SFB diz que o decreto de criação do Distrito Florestal de Carajás, onde o governo federal pretende fomentar atividades ligadas ao reflorestamento, só será assinado no segundo semestre. Mas a direção do órgão tem fé que o presidente Lula assine o decreto na primeira semana de junho. A partir de segunda-feira, uma caravana de funcionários do SFB passa a semana na região realizando audiências públicas para debater a proposta federal. A primeira será em Marabá, no Leste do Pará.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007

Grana

Quem for à audiência de Marabá ouvirá a informação de que o BNDES constituiu uma linha de crédito especial para financiar operações de reflorestamento na região. A linha pode chegar a um bilhão de reais. O governo federal tem um carinho especial em relação a propostas de recuperação de mata envolvendo espécies nativas como o Tachi, a Fava bolota e o Paricá. A Embrapa faz pesquisas com essas árvores há quase três décadas em Bel Terra, no Pará, e seus técnicos estão convencidos que pelo menos na Amazônia, elas podem muito bem ser uma opção ao eucalipto para projetos de reflorestamento.

Por Redação ((o))eco
11 de maio de 2007