Novo aliado

Rupert Murdoch, dono de um dos maiores impérios de mídia do mundo, a News Corp. (que inclui a Fox News, a 20th Century Fox, o MySpace.com e dúzias de jornais de língua inglesa), esverdeou. Divulgou na última quinta-feira, em palestra a todos os seus empregados, um plano ambicioso para combater o aquecimento global. O melhor de tudo: seu foco não vai ser só sua própria empresa, mas seus consumidores. São milhões e milhões de espectadores e leitores atingidos diariamente pelos veículos de Murdoch, com emissões certamente milhares de vezes maiores do que da companhia. “Imagine se nós conseguirmos inspirar nossa audiência a reduzir sues próprios impactos sobre as mudanças climáticas em apenas 1%. Seria como desligar o estado da Califórnia por quase dois meses”, disse o magnata. A notícia é da revista virtual Grist.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007

Magoei

As recentes declarações de Dilma Rousseff de que as energias alternativas não serão suficientes para suprir a demanda brasileira não agradaram em nada os empresários do setor de energia solar e eólica. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEE) soltou uma nota dizendo que a fala da ministra da Casa Civil é "considerada uma ameaça aos planos de investimento do setor". ABEE informa ainda que China e a Índia prevêem 48 mil MW e 42 mil MW de potência eólica a ser instalada, respectivamente, enquanto o Brasil terá apenas 4,7 mil MW instalados até 2030.

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10 de maio de 2007

Hidrelétrica alternativa

Pelo jeito energia alternativa no Brasil virou sinônimo de pequenas centrais hidrelétricas. Na quarta-feira, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao governo, divulgou a lista dos 70 empreendimentos habilitados a participarem do leilão de energia alternativa, no próximo dia 26. Cerca de 70%, ou 49 deles, serão PCHs que vão gerar 750 MW. As energias eólicas e biomassa dividem o resto do bolo, cada uma gerando pouco mais de 600 MW.

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10 de maio de 2007

Meias respostas

Nesta semana o Ibama distribuiu aos seus funcionários uma cartilha assinada pelo Ministério do Meio Ambiente com as principais perguntas dos servidores e as respostas oficiais sobre a criação do Instituto Chico Mendes e o futuro do Ibama. O documento tem oito páginas e tenta responder perguntas como: por que não houve debate e quem foi consultado para a criação do novo instituto. A resposta, por sinal, foi: “Nos últimos anos, houve enorme acúmulo de informação por parte do Ibama, por meio de diversas consultorias e trabalhos internos, que pensaram sua reestruturação. (...) Todas essas propostas foram incorporadas, internalizadas e transformadas em um projeto integrado de gestão ambiental para o sistema federal.”

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10 de maio de 2007

Integração x sobreposição

O Ministério garantiu que o trabalho entre Ibama e Instituto Chico Mendes deverá ser integrado, sem sobreposição de atribuições. Mas na prática, há sinais de que não será tão simples assim. Os planos de manejo, por exemplo, serão de responsabilidade do Instituto Chico Mendes. Mas se houver exploração de recursos florestais (como no caso das florestas nacionais), as autorizações serão dadas pelo Ibama de maneira articulada.

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10 de maio de 2007

No limbo

Quem mexe com educação ambiental no Ibama está até hoje sem saber o que vai acontecer com essa área, que não foi descrita como atribuição de nenhum dos institutos. O Ministério respondeu que os dois órgãos trabalharão com educação ambiental em vários níveis, mas caberá à diretoria de unidades de conservação de uso sustentável e populações tradicionais cuidar disso.

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10 de maio de 2007

Aos pés do Cristo

Em operação batizada de Iscariotes, Ibama e Polícia Federal desbarataram uma quadrilha que desviava dinheiro arrecadado no pedágio do Cristo Redentor, localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca. Cada visitante pagava cinco reais, além de mais cinco reais por veículo. Acabaram atrás das grades funcionários da empresa Trade – licitada pelo Ibama para cobrança de ingressos no local - e vigilantes terceirizados, além de policiais militares do Batalhão de Turismo e funcionários da empresa de turismo Jeep Tour. A polícia calcula que eles desviavam pelo menos 300 mil reais por mês, cerca de 90% do valor total arrecadado mensalmente no pedágio. Vale lembrar que o orçamento anual do Parque da Tijuca não passa da casa dos 800 mil reais, segundo seu próprio chefe, Ricardo Calmon.

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10 de maio de 2007

E agora?

A operação levou a interdição do acesso de carros ao Cristo Redentor. Quem quiser visitar a atração nas próximas semanas terá que pegar o bondinho(opção mais charmosa) ou ir a pé por uma estrada bonita, mas perigosa. O Ibama estuda licitar uma empresa de vans para levar os turistas até o local.

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10 de maio de 2007

Arredores

A proibição do acesso de carros ao Cristo é uma boa notícia para os bichos da Floresta da Tijuca e os cariocas que gostam de passear nas Paineiras – estrada no meio da mata que é fechada nos fins de semana para atividades de recreação. Às vezes, a quantidade de carros a caminho do Cristo engarrafava o acesso à estrada e buzinas soavam por horas, sem cerimônia. O estacionamento das Paineiras continuará a funcionar normalmente. Como também o acesso de carro à portaria do Parque Nacional da Tijuca, no Alto da Boa Vista – um passeio gratuito.

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10 de maio de 2007

Unidos pelo garfo

Cerca de 200 chefes de cozinha de 33 estados norte-americanos vão liderar uma campanha de proteção ao salmão. A idéia é pressionar o Congresso pela derrubada de represas hidroelétricas que estão dizimando espécies do peixe na costa Oeste americana, ao impedir que migrem rio acima. O salmão também é ameaçado por minas de ouro e bronze no Alasca. Os chefes protegem a natureza, mas a batalha é, em grande parte, em causa própria: eles dizem que o salmão pescado é melhor para a saúde e para a cozinha do que o criado em cativeiro. “Ele representa talvez a última grande refeição selvagem do país”, disseram em uma carta aos parlamentares. Algum cozinheiro de bagre a postos? A notícia é do Los Angeles Times.

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10 de maio de 2007

Projetos em série

A China é líder disparado em projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – que funcionam a partir da venda de créditos de carbono para países desenvolvidos. Concentra simplesmente 61% dos recursos. Reportagem do The New York Times mostra que o fato é símbolo das desigualdades no programa. Enquanto os chineses (seguidos pela Índia, Brasil e Argentina) têm um esquema que facilita cada vez mais a emissão de novos projetos ambientalmente corretos (com a capacitação de pessoas para desenvolverem os projetos nos moldes necessários), os países africanos só ficaram com 150 milhões de dólares do total de 4,8 bilhões movimentados em 2006. Banqueiros, ambientalistas e representantes da Onu (que opera o mecanismo) dizem que o MDL tem tido sucesso em seu objetivo principal, de diminuir, onde quer que seja, as emissões de gases do efeito estufa. Mas há quem tenha se manifestado contra distorções tão berrantes. Principalmente, uma vez que a China não é mais tão pobre quanto era até poucos anos.

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10 de maio de 2007

Cegueira voluntária

Coluna da jornalista Miriam Leitão desta quinta-feira no jornal O Globo mostra o quão empobrecido é o discurso do governo quanto às soluções para suprir as necessidades energéticas do país. A ministra Dilma Roussef afirmou esta semana que se as licenças das hidrelétricas do Madeira não saírem o governo apelará para usinas térmicas a combustíveis fósseis. Mas um estudo da WWF, lembra Miriam, indica outras possíveis alternativas, com números impressionantes. Segundo o documento, é possível diminuir a demanda esperada de energia elétrica no Brasil em até 40%. Isso investindo em pequenas centrais elétricas, fontes alternativas de geração de energia e em políticas de indução à eficiência energética. Com as medidas sugeridas, seria possível “evitar o uso” de uma energia equivalente a 60 usinas nucleares de Angra 3 ou seis Itaipus. A economia seria de até 33 bilhões de reais até 2020.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007