Vista

Numa manhã de fevereiro deste ano, Manoel Francisco Brito subia pela estrada Rio-Teresópolis encantado com a visão panorâmica da Serra dos Órgãos,... →

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2007

Lado

A governadora paraense, Ana Julia Carepa, finalmente meteu o dedo na disputa jurídica em torno do porto da Cargill em Santarém. Fez isso tão discretamente que quase ninguém viu. No dia 10 de abril, a Procuradoria Geral do Estado do Pará ajuizou pedido no Supremo Tribunal Federal (STJ), em Brasília, pedindo a reabertura das instalações da empresa às margens do rio Tapajós. O gesto não teve nenhum impacto na decisão tomada quatro dias depois pelo desembargador Carlos Fernando Mathias, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, liberando a operação do porto. Mas é muito importante. Mostra que Ana Julia escolheu com quem ela ficará abraçada na briga. →

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Novela

A ida do governo paraense ao STJ abriu um terceiro front legal sobre o futuro do porto da Cargill em Brasília. A empresa tinha sido condenada a fechá-lo pela Justiça Federal em Santarém e recorreu ao TRF. O julgamento dessa apelação está marcado para a próxima segunda, dia 23. Nesse meio tempo, a Cargill entrou com um mandado de segurança também no TRF. Foi nesse processo que a empresa conseguiu uma decisão favorável do desembargador Mathias na semana passada. O pedido da Procuradoria Geral paraense no STJ é o mais recente capítulo dessa novela jurídica. Todos contam a mesma história. →

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Autor

Só mesmo o Judiciário brasileiro para aceitar ouvir a mesma coisa três vezes. →

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Saúde pública I

O governo do Pará alegou no seu pedido que o fechamento do porto traria prejuízos econômicos, inclusive à outras regiões da Amazônia, e que ele representa grave ameaça à saúde pública de Santarém. Diz que se a Cargill continuar fechada, ela terá que jogar 48 mil toneladas de soja fora no aterro sanitário municipal. É um excesso de carga que impedirá que ele continue a funcionar, paralisando a coleta do lixo na cidade. →

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

Saúde pública II

O boom da soja em Santarém começou no finzinho da década de 90, com a chegada de agricultores sulistas vindos do Mato Grosso. Mas decolou mesmo depois que a Cargill abriu seu terminal no município e começou a financiar os produtores locais. Entre 1999 e 2004, segundo um estudo feito por Daniel Cohenca, funcionário do Ibama, o plantio de grãos foi diretamente responsável pela derrubada de 80 mil 893 hectares de florestas primárias e secundárias, em ótimo estado de regenração, no município. →

Por Carolina Elia
19 de abril de 2007

O fiel escudeiro

Nesta quinta-feira o Diário Oficial da União trouxe a exoneração do procurador-geral do Ibama, Sebastião Azevedo. Ele faz parte da equipe do presidente demissionário do órgão, Marcos Barros. Azevedo foi o homem que comandou diversos processos administrativos na primeira gestão de Marina Silva, quando 113 funcionários do Ibama foram presos por corrupção. →

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007

Novidade

Além da parceria com agricultores para monitorar as plantações de soja e cana no Mato Grosso, o encontro entre ONGs e o governador Blairo Maggi nesta quarta rendeu mais uma surpresa. O Secretário de Meio Ambiente Luis Henrique Daldegan lançou o Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental - SiMLam. O mecanismo possibilita acompanhar pela internet processos de licenciamento e obter a localização georreferenciada dos empreendimentos industriais e rurais. →

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007

Chegou para ficar

Um estudo do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e da Eletrobrás comemora a mudança no consumo brasileiro de lâmpadas residenciais. As fluorescentes (que consomem menos energia) substituíram – parece que definitivamente – as incandescentes. Em 1998, a taxa era de uma fluorescente para cada sete incandescentes. Em 2005, a relação se igualou. Legado da economia de energia provocada pelo maldito apagão de 2001. Enquanto isso, o lobo mau energético dos lares brasileiros continua sendo o ineficiente chuveiro elétrico. A notícia é da Folha de São Paulo. →

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007

Drible

Saiu na Nature: pesquisadores ingleses desenvolvem método para diminuir os efeitos dos pesticidas nas colheitas transgênicas. A idéia é simples: ao deixar de pulverizar 2% da plantação, agricultores permitiriam que ervas daninhas produzam sementes, o que preservaria a diversidade vegetal e serviria como fonte de alimento a pássaros e insetos. Claro, os fazendeiros teriam que concordar em perder parte da produção. Mas seria uma maneira de retirar uma das objeções mais freqüentes contra as sementes transgênicas. →

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007

Publicidade

Depois de ver uma pesquisa em que consumidores norte-americanos tiraram nota zero no assunto “energia solar”, a Sharp – um dos principais fabricantes de painéis domésticos para geração de eletricidade a partir da luz do Sol – resolveu emplacar uma campanha publicitária de esclarecimento do povaréu. Quer contornar alguns conceitos que cismam em aparecer no papo dos americanos: que a energia solar só funciona em dias quentes e sem nuvens; que o equipamento para captação dos raios é grande e enfeia os telhados; e que não dá para vender para a rede elétrica a energia sobressalente. Na Califórnia, é tudo mentira. A Sharp diz que o cidadão pode até anular a conta de luz, compensando o que usa do sistema nos momentos em que sua casa produz mais eletricidade do que necessita. A tática de conscientização, que ficará restrita ao público californiano – onde o governo dá pesados incentivos para o uso da energia –, será intensa: a empresa atuará até em escolas. A idéia é que as crianças façam a cabeça dos pais. A reportagem é do jornal The New York Times. →

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007

É pouco

Ainda não foi desta vez que as obras para a transposição do Rio São Francisco tiveram início. Apesar de constar entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Ibama já ter liberado o início da ação há quase um mês, o ministro de Integração Nacional, Geddel Viera Lima, adiou as obras para o segundo semestre. Ele explica que existe a preocupação com possíveis recursos judiciais contra o resultado da licitação, que deve sair em agosto, e alega falta de verba para começar os trabalhos. O curioso é que, segundo pesquisa do sistema de acompanhamento de gastos da União, há 15 milhões de reais disponíveis. A nota é da Folha de São Paulo. →

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2007