Mulheres…

Pesquisadoras enfrentam adversidades que muitos homens não aguentariam para proteger a natureza. As imagens dessas mulheres em campo refletem o bem que elas fazem à conservação.

Por Adriano Gambarini
16 de março de 2007

Sargaço

O Ministério Público Federal de Sergipe entrou com uma ação civil pública contra a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). É que as praias do estado estão tomadas por sargaço – um tipo de alga – em decomposição, que apareceu depois de um aumento de vazão do reservatório da usina Xingó. O MPF acusa a

Por Redação ((o))eco
16 de março de 2007

Infeliz constatação

Os botos continuam sendo abatidos na Amazônia para servirem de isca para um peixe que se alimenta de animais mortos, como foi denunciado em janeiro por O Eco. Semana passada foram encontradas as carcaças de treze animais na região do Purus, no Amazonas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e pesquisadores do projeto Boto, o problema já chegou à Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, reduto do animal.

Por Redação ((o))eco
16 de março de 2007

Salvação da pátria

Cientistas da Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, declararam ter descoberto uma forma nova de produzir biocombustível a partir de resíduos vegetais. A técnica, descrita em estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, envolve a adição de hidrogênio ao composto, usando uma fonte de energia livre de carbono, como a solar ou nuclear. Com isso, é possível produzir três vezes mais combustível com a mesma quantidade de matéria-prima. Os cientistas acreditam poder suprir toda a energia necessária aos meios transportes dos Estados Unidos com a tecnologia, mas muito estudo ainda é necessário. A notícia é do site GreenBiz.

Por Redação ((o))eco
16 de março de 2007

No palco

Astros do rock são seres preocupados com o meio ambiente – ou, ao menos, gostam de cultivar essa imagem. É cada vez maior o número de bandas que, em suas turnês, tomam medidas de compensação ao meio ambiente pelo estrago que causam. Há quem envie até as cordas de guitarra usadas para reciclagem. Empresas têm surgido para prestar consultoria específica aos roqueiros que querem se tornar verdes. Mas será que essas pequenas ações são realmente importantes para a natureza, ou estão mais para o lado do puro marketing? É o que tenta responder a reportagem do The New York Times.

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16 de março de 2007

Injustiça

Um estudo publicado nesta quarta-feira pela organização Friends of the Earth mostra vantagens na agricultura orgânica em relação à transgênica. Segundo o relatório, as fazendas “com preocupações ambientais” criam mais empregos, usam menos recursos e são mais lucrativas que as modificadas geneticamente. Tudo de bom. Entretanto, reclamam os ambientalistas, os governos gastam altas somas no desenvolvimento de sementes transgênicas, enquanto os tipos considerados “mais verdes” de colheita se desenvolvem de maneira “marginal”. A notícia é da revista The Ecologist.

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16 de março de 2007

Mágoa

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC) está preocupada com o aquecimento global. Ao menos é o que diz o presidente do grupo, o ministro de energia dos Emirados Árabes, Mohamed Bin Dhaen Al Hamli. A aposta dos países está na captura do carbono resultante da queima dos combustíveis fósseis. Faz sentido. A aparente boa vontade, no entanto, não convence ambientalistas. “Nós só vamos acreditar quando eles fizerem alguma coisa”, disse à reportagem do Planet Ark a diretora de políticas climáticas do Greenpeace em Bruxelas, Mahi Sideridou. Segundo ela, a OPEC se esforçou por 15 anos para barrar as discussões internacionais sobre o aquecimento.

Por Redação ((o))eco
16 de março de 2007

Primaveeeera

Um estudo encomendado pelo governo italiano diz que a primavera tem chegado mais cedo do que o normal no país nos últimos anos, possivelmente devido ao aquecimento global. Os biólogos estudaram nove espécies vegetais para verificar quando elas floresceriam. Descobriram que isso tem acontecido de 10 a 20 dias antes da hora. Mais flores, mais beleza, passarinhos cantando... melhor, certo? Depende. A pesquisa deixa de sobreaviso os agricultores do país. Eles temem que a germinação ou frutificação precoce de suas plantações as deixem mais vulneráveis a geadas e secas. A notícia também está no site Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
16 de março de 2007

Caindo na real

Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Hans Von Storch, um dos maiores climatologistas do país, diz que é preciso acabar com o medo que a população tem do aquecimento global. Num clima de “por favor, mantenham a calma”, o cientista diz que não há motivo para histeria. Nem para os arroubos alemãs de heroísmo, com as pessoas reclamando da falta de carros mais “ecológicos” no mercado e planejando férias de verão nas redondezas, para evitar as poluentes viagens de avião. Para ele, são todos atos simbólicos, que não vão adiantar nada enquanto EUA, China e Índia continuarem poluindo o que poluem. Ele também acha que as discussões para diminuição das emissões de CO2 deveriam estar em segundo plano – o importante, agora, é se adaptar para enfrentar as mudanças já em curso. Sem pânico.

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16 de março de 2007

Mercado

O tempo da soja e do milho como commodities puramente agrícolas passou. Com a febre do etanol no EUA, o preço do milho disparou. Em 2001, só 8% da produção estadunidense iam para o etanol. No ano passado já foram 20%. Este ano deve ser mais. O preço do milho, só em fevereiro, já subiu 7%. A soja acompanhou: + 6%. Como o milho que vai para etanol sai da produção de ração, entra a soja no seu lugar. A demanda que cresce mais é de milho para combustível, logo o preço é dado pela demanda energético-ambiental. A soja acompanha e o céu é o limite. A Amazônia que se cuide.

Por Redação ((o))eco
15 de março de 2007

Novidade

Cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, descobriram um catalisador que pode ajudar a transformar gás carbônico em combustível. Os pesquisadores tentam imitar a fotossíntese, o mecanismo usado pelas plantas para gerar a energia que necessitam. O problema é que a molécula de CO2 é muito estável, o que faz com que seja difícil quebrá-la, como fazem os vegetais. Os cientistas desenvolveram então um material que reage com o gás carbônico para formar uma nova substância – que, por sua vez, pode ser usada para gerar energia. Eles acham que esse pode ser o primeiro passo para o uso químico do carbono solto na atmosfera.

Por Redação ((o))eco
15 de março de 2007

Interessante?

A Europa continental vai virar um grande deserto com o aquecimento global, e sua população migrará em massa para a Grã-Bretanha. É o que diz ao jornal The Guardian o renomado cientista britânico James Lovelock. Ele acredita que o aumento de temperatura proveniente das mudanças climáticas será compensado no país pelo fim da Corrente do Golfo, que atualmente ameniza o frio por lá. O octogenário Lovelock dá como certo o derretimento do Ártico no meio deste século, que causaria o fim da corrente, além de transformar boa parte da Europa – e do mundo – em terras inabitáveis. Mas o cientista não se diz pessimista em relação ao futuro. “Eu estive aqui durante a guerra e ela não foi tão ruim quanto esperávamos. Algumas pessoas até gostaram. Pode acontecer a mesma coisa nas próximas décadas. A vida se tornará um pouco mais interessante do que era antes”, afirma.

Por Redação ((o))eco
15 de março de 2007