Não deu

Movimentos sociais que estão em Brasília para protestar contra o projeto da transposição do rio São Francisco sairam sem o que queriam do encontro que realizaram nesta quarta-feira com a ministra de Meio Ambiente, Marina Silva. Eles foram pedir que o Ibama não liberasse a licença de instalação do projeto, que na prática dará a largada às obras pelo Batalhão de Engenharia do Exército. Marina defendeu a posição do governo e afirmou que a licença da transposição está sendo analisada com critérios puramente técnicos.

Por Redação ((o))eco
14 de março de 2007

Madeira da boa

O governo do Acre e a prefeitura de Rio Branco deram sinais de adesão ao Programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace. Para fazer parte, é preciso se comprometer a impedir o uso de madeira ilegal em obras públicas. Nos próximos três dias, técnicos em manejo florestal e diversas ONGs vão se reunir com autoridade acreanas para elaborar um plano de suprimento de madeira certificada aos órgãos públicos. Já aderiram à iniciativa 36 municípios brasileiros localizados nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo, incluindo seis capitais.

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14 de março de 2007

Interminável discussão

E começou nesta quarta-feira mais uma rodada da Câmara Técnica de Gestão Resíduos do Conselho Nacional do Meio Ambiente, em que será discutida uma nova resolução para a disposição de pilhas e baterias. O debate, que já dura um ano e meio, emperrou numa disputa entre o setor privado e o Ibama. O órgão federal alega que a resolução anterior (257/99) era mais restritiva ao proibir completamente a comercialização de pilhas que tinham níveis de mercúrio, zinco e cádmio acima do permitido. Já a Confederação Nacional da Indústria quer impedir que o texto da resolução obrigue empresas e comerciantes a recolherem as pilhas velhas. Eles falam apenas em incentivar a coleta.

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14 de março de 2007

Carta

Dezesseis professores da USP enviaram nesta quarta-feira uma carta aberta à comunidade científica e à CTNBio em que criticam a falta de transparência da comissão na liberação do uso de vegetais transgênicos. Para os professores, até agora o CTNBio vinha se debruçando sobre a liberação das sementes para estudo científico. No caso da liberação para uso comercial, alertam, o cenário é diferente - ela pode ter conseqüências irreversíveis se feita sem os devidos cuidados. Eles reclamam da falta de clareza dos critérios usados pela comissão até agora.

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14 de março de 2007

Fora de controle

Sementes de arroz transgênico têm criado confusão nos Estados Unidos. Diversos gens – inclusive alguns não liberados para o uso no cereal – se espalharam por plantações que não deveriam ser modificadas. Os produtores, agora, na época do plantio, encontram dificuldades para achar sementes puras no mercado – têm medo de que o produto transgênico sofra boicote, principalmente de outros países, mais preocupados com a questão. Os fazendeiros estão divididos em sua fúria: alguns culpam as empresas de biotecnologia, que sempre juraram de pés juntos que as plantações transgênicas não contaminariam as convencionais. Outros culpam o departamento de agricultura do país por não impor as medidas de segurança necessárias. A notícia foi publicada no último domingo no jornal Washington Post, mas a dica veio do blog Ciência em Dia, do jornalista Marcelo Leite.

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14 de março de 2007

Carbon free

A coluna do jornalista Gilberto Dimenstein na Folha de São Paulo desta quarta-feira conta a história de João Batista Santos, motorista de táxi – ou melhor, de ecotáxi. Santos informa ao passageiro, ao final da viagem, a quantidade de gases do efeito estufa que foram liberados na atmosfera durante a corrida. Pela internet, descobriu que os cálculos não são difíceis. O taxista, que circula em São Paulo, dá o número e depois estimula a compensação pelo dano ambiental: mostra uma lista de Ongs que aceitam doações para reflorestamento. E ele mesmo se dispõe a receber mudas para plantar árvores e depois enviar a foto para o doador. “Sou o primeiro táxi carbon free do mundo”, se orgulha.

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14 de março de 2007

Adiantado

O Ibama ainda não deu a licença ambiental para a transposição do Rio São Francisco, mas o governo já move seus pauzinhos na organização da obra. Publicou no diário oficial desta terça-feira um aviso em que restringe o investimento a empreiteiras nacionais, que têm até 9 de maio para apresentar suas propostas. A obra está estimada em 3,3 bilhões de reais e tem sido alvo freqüente de protestos de ambientalistas. A notícia é da Folha de São Paulo.

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14 de março de 2007

Céu azul

A capa do jornal britânico The Independent saiu nesta quarta-feira com a foto de um céu ensolarado acompanhada da manchete: “Aquecimento global: o clima mudou”. Essa empolgação toda é para comemorar o pacote anunciado na terça-feira pelo governo do país, que prevê mecanismos legais para diminuição das emissões carbônicas. O governo quer cortá-las em 60% até 2050. Mas segundo a reportagem, há quem brigará no parlamento – onde a proposta será discutida agora – por reduções de 80%. A ver.

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14 de março de 2007

Mal de Edison

Fabricantes de lâmpadas estão pressionando os governos por medidas que visem substituir as lâmpadas incandescentes usadas hoje por formas de iluminação mais eficientes – como as lâmpadas fluorescentes. Depois da Austrália ter anunciado que vai se livrar das primeiras até 2010, empresários perceberam que a troca poderia ser boa não só para o aquecimento global como também para seus próprios cofres. Se aliaram a ambientalistas e especialistas em energia para demandar do governo medidas que levem à extinção do invento de Thomas Edison. A General Eletric, no entanto, cujas origens estão ligadas ao cientista, é contra. A notícia está no The New York Times.

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14 de março de 2007

Onda verde

Segundo outra notícia, do site Planet Ark, não é só o mercado de lâmpadas que vê oportunidades de ganhar dinheiro com lances verdes: na Europa, empresas automobilísticas, geradores de energia, lojas e construtores, entre outros, também estão entrando nessa onda. O ex-economista chefe do Banco Mundial, Nicolas Stern, autor do relatório que mostra perdas econômicas com o aquecimento global, mostra otimismo e diz que em todos os lugares vê os empresários tomando a dianteira para tornar o mundo mais verde. Já o ministro de Meio Ambiente britânico, David Miliband, alertou: “Companhias não serão lucrativas sem credibilidade na questão ambiental”.

Por Redação ((o))eco
14 de março de 2007

Má notícia

Um estudo ainda incompleto produzido na Unicamp mostra que haverá diminuição significativa da Mata Atlântica com o aquecimento global. Ela pode perder até 60% da área com o aumento de 4ºC estimado no pior cenário do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). O número, por si só, é alarmante, mas as previsões não param por aí. “O palmito, por exemplo, tende a desaparecer por completo”, disse o botânico Carlos Alfredo Joly, que comanda a pesquisa, ao jornal Folha de São Paulo. No melhor cenário, em que o aumento fica entre 1,5ºC e 2ºC, a diminuição ficará em 28%. Até agora, as preocupações nesse sentido estavam voltadas para a Amazônia, que deve ter áreas transformadas em Cerrado devido às mudanças no clima.

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2007

Breve nos cinemas

Filmes com temática ambiental parecem ser a nova tendência em Hollywood. Reportagem do The New York Times mostra que está para sair do forno uma série de blockbusters em que a humanidade faz o papel de vilã e o planeta é a vítima. As semelhanças, entretanto, ficam por aí: tem de tudo entre as estréias prometidas. Desde o primeiro longa metragem de Os Simpsons até os novos filmes dos diretores M. Night Shyamalan (do suspense “O sexto sentido”) e James Cameron (do choroso “Titanic”).

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2007