Compensando Barra Grande

A Justiça de Santa Catarina determinou que dentro de 10 dias a Baesa -- companhia que, ao construir a hidrelétrica de Barra Grande no rio Pelotas alagou quase seis mil hectares de um dos últimos remanescentes de floresta nativa com araucárias – deposite em juízo a quantia de 21 milhões de reais. O dinheiro vai servir para a compra de uma área de 5.740 hectares com características ambientais semelhantes, conforme estabelece o Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre a empresa e o Ibama em 2005. Só não se sabe onde a Baesa vai arrumar outra floresta de araucária para proteger e compensar o estrago.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Procura-se floresta com araucária

Segundo a empresa, o Ibama havia orientado a compra de uma área com floresta de araucária na região da Serra do Chapecó, próxima aos municípios catarinenses de Abelardo Luz, Passos Maia e Entrerios. Mas a Baesa enfrentou resistência por parte das prefeituras, que não querem que suas terras se transformem em unidades de conservação e avisaram que não vão colocar as áreas à venda. A empresa diz que vai esperar uma resposta do Ibama sobre a definição de um novo lugar.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Jeitinho

A Baesa informou que, diante da dificuldade de escolher uma área com floresta de araucária para proteger, cogitou fragmentar os quase seis mil hectares. Mas frisou que isso ainda não foi acertado.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Conservação dos feios

Proteger pandas é fácil. Todo mundo se comove com aqueles rostos peludos e tristonhos, implorando para serem salvos. Mas como se faz para proteger um bicho feio, tão feio, que os homens da vizinhança acreditam que ele é uma assombração maligna e fazem questão de exterminar cada exemplar que encontram pela frente? Esse é o caso do aye aye, da ilha de Madagascar, na África. O mamífero é uma espécie rara, que passou por um processo evolutivo singular - e está ameaçada. Vale a pena conferir a foto e o vídeo do bicho no slide show da revista Slate – só tire as crianças da sala.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Acima de tudo, o din din

Duas das maiores companhias petrolíferas do mundo, a Shell e a BP, estão investindo pesado em energias alternativas. Principalmente em usinas eólicas. A Shell já é uma das cinco maiores geradoras de energia de ventos dos Estados Unidos e a BP planeja investimentos que podem resultar na produção do equivalente a um sexto de toda a energia do tipo feita hoje no país. Os executivos das duas dizem que a iniciativa pode render uma melhoria na sua imagem, mas esse não é o objetivo principal. Eles querem mesmo é ganhar dinheiro e diminuir a quantidade de carbono produzida pelas companhias, mesmo que seja só um pouquinho. A reportagem é do jornal The Boston Globe.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Paz na selva

Quarenta anos depois da guerra do Vietnã, a trilha Ho Chi Minh, um conjunto de estradas que cruzavam florestas do Camboja, voltou a ser um refúgio da vida selvagem. A região, por onde passavam suprimentos usados pelo país comunista, foi fortemente bombardeada pelos Estados Unidos durante o conflito. Desde 2002, ela se tornou uma reserva ostensivamente vigiada, onde a caça é estritamente proibida. O resultado: sobre as crateras já escondidas pela mata passeiam cada vez mais espécies ameaçadas, inclusive elefantes, tigres e ursos. A reportagem está no Environmental News Network.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Carajás a todo vapor

Paralelamente à Operação Ananias, o Ibama iniciou nesta sexta-feira uma grande intervenção no pólo siderúrgico de Carajás, no leste do Pará. À porta de uma das empresas em Marabá foram apreendidos 100 caminhões carregando carvão extraído de mata nativa. Ninguém foi preso, pois todos os motoristas fugiram quando souberam que havia uma fiscalização em curso. Calcula-se que a carga seja de cinco mil metros cúbicos de carvão. De acordo com o diretor de Fiscalização do Ibama, Flávio Montiel, essa foi apenas uma primeira ação para coibir a carvoagem ilegal no leste da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Aparência

Os recentes anúncios da Associação das Empresas Siderúrgicas de Carajás de que irão entrar na linha e investir em reflorestamento para produzir carvão não comoveram técnicos do Ministério do Meio Ambiente. O setor afirmou esta semana que estava lançando um fundo para financiar o plantio de árvores. O que não contaram é que o tal fundo já existe há quatro anos. Foi uma jogada de marketing, pois no fundo o carvão ilegal continua queimando em Carajás.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

No São Francisco

E por falar em carvão, nesta semana o deputado Edson Duarte (PV-BA) entregou requerimento à mesa da Câmara pedindo o desarquivamento de seu projeto de lei que visa proibir a produção de carvão com vegetação nativa na bacia do Rio São Francisco.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Convocados

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira os requerimentos de convocação dos ministros de Meio Ambiente, Marina Silva, e de Relações Exteriores, Celso Amorim, para explicarem o que o governo anda fazendo para combater o aquecimento global. Na sessão em que se aprovaram os requerimentos, o deputado Mendes Thame (PSDB-SP) era o mais exaltado. Autor do pedido para ouvir o Itamaraty, ele afirmou que os diplomatas brasileiros agem como querem nos fóruns internacionais. "Que Ministério de Relações Exteriores é esse que não tem relações interiores?", questionou o deputado.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Calma com o debate

Havia também no plenário da Comissão dois requerimentos para se criar uma subcomissão de mudanças climáticas. Os deputados, porém, acharam um tanto exageradas as propostas. Decidiram por esperar as proposições para ver qual é o verdadeiro fôlego do assunto entre os parlamentares.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2007

Operação Ananias

A Polícia Federal em parceria com o Ibama desmantelou mais uma quadrilha envolvendo servidores públicos, madeireiros e despachantes na Amazônia. O grupo é acusado de pagamento de propinas, tráfico de influências, inserção de dados falsos em sistema de informática, além de outros crimes ambientais. Foram emitidos mandados de prisão contra seis servidores do Ibama, três da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente do Pará e três da Secretariada Fazenda do estado. O bando atuava principalmente em Altamira, no Pará, mas também em outras cidades do estado como Santarém, Uruará, Belém, Itaituba, Placas e Porto de Moz. A Polícia Federal precisou de sete meses de investigação para pegá-los.

Por Carolina Elia
2 de março de 2007