Sem medo das picadas

Você entraria na mata para estudar mosquitos? Uma equipe de especialistas do Programa de Pesquisa em Biodiversidade, ligada ao Museu Emilio Goeldi, está a caminho da Floresta Nacional de Caxiuanã, no Pará, para isso. Eles farão coletas dos insetos com armadilhas luminosas e redes. Estudos indicam que naquela região existem 55 espécies de mosquitos da família Culicidae, da qual faz parte o mosquito transmissor da dengue, e mais 26 espécies de mosquitos que passam leishmaniose.

Por Redação ((o))eco
6 de fevereiro de 2007

Comércio ambiental?

A mensagem que o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, levou ao encontro de ministros de Meio Ambiente, no Quênia, pode ser lido na íntegra na internet. Nela, ele afirma que a Rodada de Doha, que negocia a abertura de mercados agrícolas, traz muitas vantagens ao meio ambiente. Para Lamy, o fim dos subsídios afetaria práticas agrícolas predatórias e impediria a depleção por sobre-pesca. Outro benefício seria a redução de tarifas para o comércio de tecnologias ambientais, outro item em negociação na rodada.

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6 de fevereiro de 2007

Novo discurso

Lamy só não lembrou que há poucos anos, quando representava os interesses comerciais da União Européia, ele propagandeava que os subsídios pagos aos agricultores europeus eram uma forma de proteção ao meio ambiente. Afinal, muitos recebiam para deixarem as terras paradas.

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6 de fevereiro de 2007

Acordão

Por fim, o diretor-geral da OMC, conclamou os ministros de Meio Ambiente e os membros do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Pnuma) a apoiarem as negociações da Rodada de Doha. Para ele, se o acordo comercial falhar haverá um retrocesso em questões ambientais. "Vai prevalecer a mão forte daqueles que defendem que o crescimento econômico deve continuar intocável", setenciou Lamy.

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6 de fevereiro de 2007

Pela coerência

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, deu um sinal importante ao comparecer à reunião do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Pnuma), no Quênia. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele afirma que as demandas comerciais não são incompatíveis com a proteção ambiental. Porém, argumenta que a coerência das ações entre organismos internacionais só ocorrerá quando os países deixarem de ter dupla personalidade na arena global. Segundo Lamy, há países que adotam uma posição no Pnuma e outra na OMC.

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6 de fevereiro de 2007

Milionários aliviados

Para a alegria dos endinheirados de todo o mundo, a ONU decidiu suspender o embargo de exportações de caviar beluga. As ovas de esturjão são consideradas a especiaria mais refinada do planeta, chegando a custar 600 euros cada 100 gramas. De acordo com reportagem da Reuters reproduzida pelo site Planet Ark, a liberação ocorreu depois que os principais países exportadores, Arzeibaijão, Irã, Rússia e Turcomenistão entraram em acordo sobre cotas de pesca no mar Cáspio. Os ambientalistas não ficaram nada felizes. Eles estimam que desde 1970 a população de esturjões na região caiu 90%.

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6 de fevereiro de 2007

Enchente de visitantes

Depois da seca, a enchente. Mas de visitantes. A agência EFE conta, em uma notícia reproduzida pelo Terra, que o Parque do Iguazu, na Argentina, depois de sofrer com a seca das cataratas no ano passado, está registrando níveis impressionantes de visitantes. Segundo o chefe do parque, em 2007, 1 milhão de visitantes vão contemplar as cataratas do lado argentino. A reportagem foi ao local e atestou: as quedas estão funcionando às “mil maravilhas”, há muita água, 2,5 milhões de litros por segundo.

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6 de fevereiro de 2007

Engenho humano

Está no mínimo interessante o editorial do Estado de S. Paulo desta terça-feira. Em poucas palavras o que ele diz é que não dá para acreditar muito nas previsões feitas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Na visão do tradicional diário paulista, o quarto relatório do painel pecou por apelar ao catastrofismo. Este erro, diz o editorial, já foi cometido por “ambientalistas” nos anos 70, que gostariam de limitar o crescimento econômico e não conseguiram. E ainda sustenta que se não tivessem sido tão alarmistas naquele momento, a proteção ambiental já estaria mais avançada. O Estado defende que o aquecimento global não é razão para desespero. Há que se ter “esperança no engenho humano”, que vai encontrar uma saída tecnológica para o impasse. Ave, Bush.

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6 de fevereiro de 2007

Consequências políticas

As turbulências políticas no Nepal estão afetando diretamente a conservação de espécies animais. Nos últimos meses, todos os esforços do governo estão voltados a selar um acordo de paz com milícias maoístas. Mas neste mesmo período, revela reportagem da BBC, o tráfico de animais silvestres aumentou consideravelmente. O país é conhecido por possuir alguns dos mais belos parques do planeta, mas a falta de cuidado é patente. Recentemente, 20 rinocerontes foram mortos e tiveram seus chifres extraídos por traficantes.

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6 de fevereiro de 2007

Lanterninha

O setor de madeira foi o que teve pior desempenho na pesquisa de produção industrial de 2006, feita pelo IBGE. A queda em comparação com o ano anterior foi de 6,9%. Isabela Nunes, analista da pesquisa de indústria do IBGE, acredita que o decréscimo se deve ao valor do câmbio que inibiu exportações.

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5 de fevereiro de 2007

Influência externa

O presidente do Fórum Brasileiro das Indústrias de Base Florestal, Fernando Castanheira, concorda com o IBGE: foi o setor externo que desestabilizou o mercado. Em 2004 e 2005, a exportação de madeira e derivados havia aumentando em 45%. Com a valorização do real, as vendas começaram a cair. Castanheira afirma que houve influência do combate ao desmatamento no resultado, mas o peso da fiscalização é bem menor. Dois terços da oferta de madeira no país vêm de florestas plantadas, e não de nativas.

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5 de fevereiro de 2007

O desejável e o possível

Depois da divulgação do relatório do IPCC ficou um pouco mais difícil negar a realidade da mudança climática provocada pelo homem. A questão agora é o que fazer, pois o que está em jogo é a base energética da nossa civilização.. O professor Vaclav Smil, da Univerisdade de Manitoba e consultor da OCDE - uma espécie de think tank e órgão de coordenação dos países mais ricos do mundo - mostra em artigo no último OECD Observer como a transformação dessa base energética será difícil: a demanda por energia no mundo contemporâneo é enorme, e a transição para fontes renováveis exigirá enorme investimento em infraestrutura. Por mais desejável que seja, essa transição tomará décadas.

Por Redação ((o))eco
5 de fevereiro de 2007