Roteiro

A turma do McDonalds visitará uma Reserva Extrativista, a de Mamirauá, e depois uma área onde opera a Precious Woods, madeireira certificada. De lá, voltam para Manaus, onde ouvirão apresentações falando sobre a importância da preservação da Amazônia para o mundo. Depois, pegam um avião para fazer sobrevôos sobre Amazonas, Mato Grosso e Pará. Lá de cima, verão área de floresta intocada e frentes de desmatamento.

Por Redação ((o))eco
5 de fevereiro de 2007

Ponto alto

O highlight da visita da direção do McDonalds será um sobrevôo por Santarém, no Pará, onde está o porto da Cargill e os campos de plantio de soja abertos com incentivos da empresa na região nos últimos cinco anos. Eles foram o estopim da decisão pela rede de parar de comprar frango engordado com soja oriunda de desmatamentos.

Por Redação ((o))eco
5 de fevereiro de 2007

Caminhando

Na semana que vem, as Ongs retomam suas reuniões com as esmagadoras de soja que atuam no Brasil e que no ano passado se comprometeram a parar de comprar soja plantada em área de desmatamento recente.

Por Redação ((o))eco
5 de fevereiro de 2007

Novo verde

Antônio Ermírio de Morais compareceu neste domingo na Folha de S. Paulo com um artigo dizendo que o Brasil não pode ser acusado de péssimas práticas ambientais. Repete uma bobagem que anda se espalhando por órgãos de governo, que o país, ao contrário das evidências históricas, tem tradição de proteção às suas florestas. Diante do que fizemos com a Mata Atlântica e o que andamos fazendo com o Cerrado e a Amazônia, é argumento risível. É o mesmo que querer fazer as pessoas acreditarem que Ermírio é um ambientalista.

Por Redação ((o))eco
5 de fevereiro de 2007

Estilo PAC

Nesta sexta-feira, o presidente Lula encaminhou sua mensagem ao Congresso. O ritual marca todos os anos o ínicio dos trabalhos do legislativo. É quanto o executivo presta contas sobre suas ações e coloca as prioridades para o novo ano. Mas no melhor estilo do famigerado plano de crescimento do governo, o PAC, a mensagem presidencial não conseguiu inovar em nada em termos ambientais. Para dizer a verdade, quem a compara com a mensagem de 2006 mal pode notar as diferenças. Está lá o Plano de Desenvolvimento Sustentável da BR-163, que não saiu do papel, e a articulação entre ministérios para combater o desmatamento. A única novidade foi uma menção ao envio do Projeto de Lei Complementar que regulamenta a gestão ambiental entre os entes federados.

Por Redação ((o))eco
3 de fevereiro de 2007

Ainda no papel

A mensagem presidencial exalta a criação de unidades de conservação no ano de 2006. Mas não explica nem como nem com que dinheiro fará a consolidação destas áreas. Há apenas uma menção à aprovação do Plano Nacional de Áreas Protegidas como um avanço em termos de gestão. Outra questão que é frisada mas ainda está mal resolvida é a compensação ambiental. O texto menciona a criação de Fundo de Compensação em parceria entre Ministério do Meio Ambiente e a Caixa Econômica. Só não conta que poucos empresários estão aderindo ao fundo por conta da falta de regras claras sobre a metodologia de cálculo do valor da compensação.

Por Redação ((o))eco
3 de fevereiro de 2007

Desenvolvimento (in)sustentável

No capítulo "Desenvolvimento Sustentável com Distribuição de Renda" há um parágrafo sobre a revitalização do rio São Francisco. Mas não espere ver planos sobre a recuperação de matas ciliares ou despoluição do rio. Na mensagem do presidente, a revitalização significa que agora que a justiça liberou, não vai demorar muito para começar a transposição. O exército já está pronto para as obras em 2007, avisa o texto.

Por Redação ((o))eco
3 de fevereiro de 2007

Discretos

Quem ficou bem discretinho na mensagem presidencial foi o setor de infra-estrutura. Na área de energia não se fala em nenhum projeto nominalmente, a não ser expansões em Tucuruí e Itaipu. Há também capítulos interessantes sobre as expectativas da entrada de energias renováveis na matriz brasileira. O Programa de Incentivo a Fontes Alternativas (Proinfa) deve introduzir mais 1,1 MW ao sistema através de 64 empreendimentos. O governo promete ainda auxiliar a abertura de mais 10 laboratórios com pesquisas em conservação de energia. O investimento seria de 5 milhões de reais.

Por Redação ((o))eco
3 de fevereiro de 2007

Broto de samambaia

O detalhe do broto de samambaia, que lembrou a Marcos Sá Corrêa a cadeira de balanço curvadas a fogo da casa da avó, foi fotografada com câmera...

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2 de fevereiro de 2007

Prevenção

Alexandre Raslan, do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, convocou representantes do setor sucro-alcoleiro, que começa a se aninhar no estado, para uma reunião, digamos, preventiva. Avisou que vai acompanhar com régua e compasso a indústria da cana e que descerá o malho legal em cima de qualquer um que descumpra as regras ambientais. Prometeu fiscalizar duro até quem já obteve licenças da secretaria estadual de meio ambiente. Deixou claro que tem grande desconfiança sobre o processo de licenciamento ambiental no estado.

Por Redação ((o))eco
2 de fevereiro de 2007

Santo Deus

Antes do alerta, Raslan ouviu dos canavieiros discurso com promessas de trazer o desenvolvimento para Mato Grosso do Sul e o país. No Brasil, garantiram, sua indústria prevê crescimento de 70% em cinco anos. No estado, prometeram que ela crescerá, no mesmo período, 190%. Haja área desmatada. Para sustentar essa expansão no Mato Grosso do Sul, será praticamente inevitável plantar canaviais sobre área de reserva legal e remanescentes florestais no entorno do Pantanal.

Por Redação ((o))eco
2 de fevereiro de 2007

Responsabilidade

Raslan avisou à turma da cana que vai responsabilizá-los por qualquer pé da planta que venha a ser plantado sobre área de reserva legal. Mesmo que o terreno do plantio seja arrendado de terceiros.

Por Redação ((o))eco
2 de fevereiro de 2007