Preocupados

Mas a bonança do programa de revitalização não deixa o Ministério do Meio Ambiente tão satisfeito como pode parecer. Apenas 20% dos 265 milhões de reais de 2007 são gerenciados pelo Meio Ambiente. A maior parte dos recursos está na mão do Ministério da Integração Nacional, que não raro confunde revitalização com transposição.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2007

Falta de prioridade

O New York Times traz uma reportagem que dá uma esfriada nos ânimos de quem pensa que Bush já está fazendo algo para mudar a matriz energética dos Estados Unidos. As energias renováveis, tão destacadas em seu discurso no Congresso na terça-feira, sofrem com uma brutal falta de investimentos por parte do governo federal. A matéria mostra que o Laboratório Nacional de Energias Renováveis, criado por Jimmy Carter há quase trinta anos, está mal das pernas. O centro de pesquisa nunca foi prestigiado, mas na administração Bush os investimentos caíram ainda mais.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2007

Apetite destruidor

Os novos ricos da China inventaram que a última moda nos restaurantes de Hong Kong é comer peixes que vivem nos recifes da Malásia. Os peixes são cozinhados vivos na frente dos clientes, os quais garantem ter um sabor exótico. Segundo reportagem da Associated Press reproduzida pelo site Environmental News Network, o que os clientes não sabem é que seu distinto gosto está causando a destruição de ecossistemas inteiros nos mares da Ásia. Isso porque os pescadores usam dinamites para destruirem os recifes e pegarem os peixes. Algumas espécies da Malásia registram queda de 99% na população desde 1995.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2007

Desastre anunciado

A edição online da revista britânica The Ecologist desta semana conta o conflito vivido entre tribos índigenas no Canadá e empresas químicas. Algumas das reservas estão cercadas por pólos industriais no chamada Vale Químico. O artigo conta que por falhas na legislação federal, cargas de poluentes estão sendo dispostas nas proximidades da reserva Aamjiwnaang ou mesmo transportada dentro dela. Em 2004, barreiras contenção de rejeito se romperam levando poluição para a área. Ainda assim, o trânsito e disposição dos poluentes continuam liberados pelo governo canadense.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2007

Exportando lixo

A China está se transformando no maior aterro sanitário que o Reino Unido já teve. Isso é o que busca comprovar uma reportagem publicada no diário britânico “The Independent”. Cerca de 2 milhões de toneladas de lixo, principalmente plástico, são enviados todos os anos à China. Os resíduos vêm de alguns dos maiores supermercados do país. Uma vila chamada Lianjiao se tornou o principal local de processamento do lixo britânico. O problema é que nem tudo é reciclado. Parte dos despojos são queimados e, de acordo com estudo do Greenpeace, isso está gerando doenças respiratórias nas crianças e chuva ácida.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2007

Fora do PAC

A usina nuclear Angra 3 está parecendo mesmo carta fora do baralho. Pelo menos do baralho do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Em matéria publicada no site, Canal Energia, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tomalquim, admitiu que a previsão para entrada da energia de Angra 3 no sistema foi adiada. Ele espera que ocorra em 2014 e não mais em 2012 como estava previsto. A decisão final sobre Angra 3 está nas mãos de Lula, razão pela qual a reunião do Conselho Nacional de Política Energética fosse cancelada. Marcada para o próximo dia 30, a reunião poderia decidir sobre a construção da usina.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2007

Inimigo

Perto do Incra, os desenvolvimentistas que se abrigam embaixo das saias da ministra Dilma Roussef no Palácio do Planalto parecem velhos amigos da turma que trabalha no Ministério do Meio Ambiente. O órgão está plantando assentamentos em áreas sensíveis da Amazônia sob o eufemismo de Projetos de Desenvolimento Sustentável (PDS) sem dar qualquer satisfação a outras áreas do governo. Como de praxe, nenhum PDS, apesar do nome, tem licenciamento ambiental.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2007

Prazo

Termina em 1º de fevereiro o prazo para o envio de propostas para operar planos de manejo florestal nas quatro Florestas Nacionais que se encontram ao longo do eixo da BR-163. Os editais sobre as concessões para exploração podem ser baixados da página do Serviço Florestal Brasileiro.

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25 de janeiro de 2007

Governo x governo

Em uma vistoria na BR-163 no Mato Grosso, fiscais do Ibama deram com um trecho de 30 quilômetros de asfalto, entre as cidades de Nova Santa Helena e Guarantã do Norte. A obra foi feita sem licença ambiental pela Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra), que recebeu delegação para executá-la do Departamento Nacional de Infra-estrura de Transportes (DNIT).

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25 de janeiro de 2007

Soberba

O governo do Mato Grosso até pediu, mas achou que não precisava aguardar a licença para começar a capear esta pequena parte da BR-163. Pelo açodo, o estado ganhou uma multa de 1 milhão de reais que não o livrou de ter a licença ambiental da obra.

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25 de janeiro de 2007

Agora não

O governo do Acre adiou o lançamento de seu Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). Segundo a explicação oficial, o governador Binho Marques (PT) teve um conflito de agendas. Extra-oficialmente, ele quer conhecer melhor o plano, cozinhado no governo de seu antecessor, antes de sancioná-lo.

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25 de janeiro de 2007

Reação

A fase final do ZEE do Acre foi fechada nos últimos meses do mandato de Jorge Viana (PT) e levada à Assembléia Legislativa para aprovação em dezembro passado. Os ruralistas nunca gostaram do plano original. Mas conseguiram, na última hora segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Doca Veronez, convencer o governo a permitir a produção em terras que seriam destinadas à conservação.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2007