Preparados para o pior

Climatolistas e biólogos constataram que o aumento da temperatura do globo pode levar à derrocada de alguns habitats e consequentemente das espécies que vivem neles. A medida para garantir que estas espécies sobrevivam, revela uma reportagem do New York Times, é realizar migrações assistidas de animais. O texto deixa claro que a medida gera certa polêmica entre os conservacionistas, mas tem sido estudada seriamente como uma saída de emergência para os impactos das mudanças climáticas. As primeiras conclusões é que nem todos os animais conseguirão se adaptar às mudanças. Já há estudos que mostram que de 15% a 37% das espécies poderão se extinguir até 2050 por conta do aquecimento global.

Por Redação ((o))eco
24 de janeiro de 2007

Em direção ao caos

Nesta quarta-feira, o ex-embaixador britânico nas Nações Unidas, Crispin Tickell, fez uma palestra em Londres alertando para os riscos da violência aumentar em todo mundo devido à acelaração das mudanças climáticas. O embaixador citou os casos de Ruanda e Somália, onde a combinação entre seca e superpopulação levaram a choques violentos. O aquecimento tende a acentuar as situações trágicas, e além disso o palestrante acredita que grupos terroristas vão se aproveitar destes momentos para atacar. Os detalhes das idéias de Sir Tickell podem ser lidos em matéria da Reuters.

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24 de janeiro de 2007

Nós queremos mais

Também na Reuters há uma reportagem com alguns dos maiores empresários americanos cobrando mais de Bush em relação às mudanças climáticas. Reunidos em Davos, os homens de negócio elogiaram o esforço para inserir energias renováveis no mercado americano, mas afirmaram que é preciso ter metas definidas para a redução de emissões. O executivo da Duke Energy, James Rogers, explicou que é importante ter regras claras agora, pois usinas construídas neste momento ainda vão durar 50 anos.

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24 de janeiro de 2007

GEF Carvão

O Global Environment Facility (GEF), órgão multilateral criado na Rio 92, resolveu inovar em seus financiamentos. Conhecido por seu apoio a projetos de conservação da biodiversidade e sua agenda predominatemente verde, o GEF vai financiar melhorias no carvão mineral na Índia. Segundo nota publicada na Folha de São Paulo, serão investidos 45,5 milhões de dólares para transformar novas usinas de carvão em centrais mais eficientes.

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24 de janeiro de 2007

Pássaros protegidos

O governo de Madagascar anunciou para a felicidade de diversos grupos ambientalistas que vai proteger o ecossistema mais rico do país, uma área de 300 mil hectares de áreas alagadas no leste do país. Ali existem espécies raras de pássaros, como o Ibis de Madagascar e uma águia pescadora, da qual se supõe existam apenas 220 indíviduos. A notícia dada pelo Planet Ark diz que primeiramente, a zona se tornará um área de conservação branda e, em dois anos, será uma reserva de proteção integral. Os planos do governo da ilha é aumentar de 1,7 milhões de hectares para 6 milhões de hectares as áreas de preservação da vida silvestre.

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24 de janeiro de 2007

O deles fez melhor

Em seu discurso no lançamento do PAC, Lula usou três vezes a palavra ambiente. Nenhuma delas em relação à necessidade de se conservar a natureza. Mencionou o ambiente interno do governo, o ambiente para se produzir mudanças e a democracia como ambiente do desenvolvimento. George Bush, no seu discurso de terça-feira no Congresso, falou de ambiente apenas uma vez, mas fez melhor que nosso presidente, usando o termo em contexto que lhe deu contudência política. Pediu o desenvolvimento de combustíveis “sensíveis ao meio ambiente”.

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24 de janeiro de 2007

Inédito

Bush também fez na terça algo que ele nunca tinha feito e que Lula ainda não fez. Proferiu as palavras “mudança climática global” que até bem pouco tempo eram consideradas, juntas, um palavrão pelo seu governo.

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24 de janeiro de 2007

Sinal?

Marina Silva anda sumida. No dia em que Lula lançou o PAC, ela foi a única entre os ministros presentes a não dar deixa para qualquer jornalista entrevistá-la. E continua relativamente quieta sobre o assunto. Quem tem aparecido falando mais sobre os impactos ambientais do plano é Cláudio Langone, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente.

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24 de janeiro de 2007

Programa

Nesta segunda-feira, dia 29, o Roda Viva, da TV Cultura, entrevista o cientista americano Thomas Lovejoy, que tem anos de pesquisas na Amazônia em suas costas. O programa começa às 22:40 horas.

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24 de janeiro de 2007

Sustentabilidade fashion

A semana de moda paulista, mais conhecida como São Paulo Fashion Week, elegeu a sustentabilidade como tema da edição que começa hoje. A idéia é chamar atenção para a importância do consumo consciente. Graça Cabral e Paulo Borges, organizadores do evento querem fazer criadores e consumidores pensarem sobre como a indústria da moda brasileira pode expandir sem agredir o meio ambiente.

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24 de janeiro de 2007

Primeiras adesões

Alguns criadores já aderiram à proposta. A Osklen, que desfila hoje às 20h15, promete trazer malha pet reciclada e lã orgânica para a passarela. Já Ronaldo Fraga, que desfila na sexta dia 26, apresenta looks com sarja ecológica. Desenvolvida pela Horizonte Têxtil, ela é feita de 100% algodão naturalmente colorido - aquele que não solta componentes químicos durante a lavagem. Agora é esperar para que mais estilistas e marcas sigam o exemplo.

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24 de janeiro de 2007

Para os amantes do sushi

Quem gosta de atum tem razões de sobra para se preocupar. De acordo com o WWF, a pesca excessiva está acabando com o peixe e os órgãos internacionais criados para controlar os pescadores têm sido ineficazes. Segundo o WWF, a gestão sustentável dos cardumes de atum é uma tarefa factível, mas as organizações se perdem em debates intermináveis sobre cotas para cada um dos países membros e não lidam com problemas sérios como a mortandade colateral de tubarões, tartarugas marinhas, aves e cetáceos capturados pelas longas linhas de anzóis.

Por Redação ((o))eco
24 de janeiro de 2007