Castanha no forno

Pesquisadores do Inpa garantem: a castanha do Brasil é uma boa alternativa para a geração de energia. Os resíduos da produção do fruto têm todas as características necessárias para substituir o carvão vegetal em fornos e olarias. Segundo os técnicos, sobra matéria-prima para alimentar a indústria e o comércio. Só em 2004 foram produzidas no Amazonas cerca de 9 mil toneladas de castanha, o que gera aproximadamente 18 mil toneladas de resíduos do fruto. O lucro em transformar lixo em energia pode chegar a milhões.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Conflito eminente

O Ministério Público Federal do Pará teme que um conflito entre ribeirinhos e madereiros ocorra na Reserva Extrativista Arioca Pruanã, em Oeiras do Pará, no nordeste do estado. A Resex foi criada em 16 de novembro de 2005, mas ainda não foi demarcada e não há qualquer tipo de fiscalização. Cerca de 500 famílias vivem na área, mas madereiros continuam a desmatar e estariam ameaçando os moradores.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Prazos

O procurador da República Marcelo Ribeiro de Oliveira, no último dia 19, tomou uma recomendação oficial, que tem valor inferior a uma ordem judicial, para que o governo federal tome providência. O Ibama recebeu uma notificação para iniciar a fiscalização em cinco dias. Já o Incra e o Instituto de Terras do Pará devem regularizar as terras em 3 meses. Relatórios de acompanhamento devem ser enviados ao MPF periodicamente.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Sem DOF

Operações de fiscalização do Ibama na região de São Miguel do Araguaia, em Goiás, apreenderam um caminhão carregado de madeira vindo de Eldorado dos Carajás, no Pará, sem o Documento de Origem Florestal (DOF). A carga era 17 metros cúbicos de madeira tipo Melancieira (Alexa grandiflora). Os fiscais aplicaram uma multa de 5,1 mil reais.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Com lenha

Na mesma operação, fiscais seguiram dois caminhões carregados de lenha até uma carvoaria. No local, foram encontrados 60 metros cúbicos de lenha sem comprovação de origem. O empreendimento foi fechado e uma multa de 6 mil reais foi aplicada.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Vem aí o relatório

Com a proximidade do lançamento do novo relatório do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC), começam a vazar informações importantes. O documento, marcado para ser lançado no próximo dia 2 de fevereiro em Paris, trará, segundo reportagem da Reuters uma prova de que há 90% de certeza de as mudanças climáticas estão sendo causadas pelo homem. O painel, que reúne 2500 cientistas de todo mundo, vai sustentar que a concentração de gases estufa é a maior dos últimos 650 mil anos. No meio destas tristes constatações há um paliativo: o estudo poderá trazer um anúncio de que grandes rupturas no sistema climático não devem ocorrer antes de 2100.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Verde como nunca

O governo britânico anunciou que pretende tornar as Olimpíadas de 2012, que serão realizadas em Londres, nos jogos mais ambientalmente corretos da história. Para tanto, explica reportagem publicada na BBC, toda a energia que será usada no evento virá de fontes renováveis. Além disso, 90% dos resíduos de demolições feitas durante as obras de preparação serão reutilizados. A logística do evento também pretende privilegiar o transporte sustentável, andar e pedalar serão as melhores maneiras para se chegar aos centros olímpicos.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Aquecimento revisado

O economista e professor da USP, José Eli da Veiga, publicou nesta terça um artigo bastante interessante no Valor Econômico. Ele apresenta um quadro sobre as divergências científicas sobre a influência do homem no aquecimento global. Também mostra o que tem sido feito para tentar evitar que uma tragédia maior aconteça. Entre as buscas por novas fontes de energia, Zé Eli afirma que a melhor coisa que está sendo feita até agora é o consórcio das maiores potências do mundo para a construção do reator de fisão nuclear.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Gás da floresta

Larry Rother, o repórter do New York Times que Lula queria mandar embora do país, está enfurnado na Amazônia para contar os detalhes do primeiro gasoduto que cortará a floresta, o Urucu-Manaus. Segundo o repórter, as medidas tomadas pela Petrobras para proteger o meio ambiente convenceram até os ambientalistas. Nas palavras de Paulo Adário do Greenpeace o projeto é melhor do que esperava. A grande dúvida mesmo é sobre o supergasoduto de Chavez, que pretende cruzar o país de cabo a rabo. É um desastre anunciado.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Insatisfeitos

O jornal Folha de S. Paulo publicou entrevista com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele lamenta que o Plano de Aceleração de Crescimento de Lula não tenha incluído a construção de Angra 3 e o projeto de lei de reserva de potencial hidrelétrico na Amazônia.

Por Redação ((o))eco
23 de janeiro de 2007

Versão 3.0

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Lula, que não empolgou muito empresários e economistas, também não conseguiu inovar na área ambiental. Pelo contrário, reafirmou a disposição de levar a diante projetos de infra-estrutura na Amazônia que já são criticados desde o plano Avança Brasil, de Fernando Henrique Cardoso. No PAC ficou prometido pelo menos 3 novas grandes usinas na floresta, as conhecidas Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. Nenhuma delas recebeu ainda licença ambiental.

Por Redação ((o))eco
22 de janeiro de 2007

Lábia

Antes de apresentar os projetos, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, avisou que todos eles já tinham viabilidade econômica comprovada e EIA-RIMAS prontos. O que não disse é que EIA-RIMAS prontos, como os das usinas no Madeira e Belo Monte, não significam que as obras sairão do papel. A diferença certamente vai ser sentida nos gabinetes do Ibama: não é mais este ou aquele empreendimento para licenciar, mas sim um projeto prioritário do PAC.

Por Redação ((o))eco
22 de janeiro de 2007