Lobby

Como esperado, o comissário de meio ambiente da União Européia, Stavros Dimas, anunciou na última quarta-feira a proposta de incluir os aviões no combate ao aquecimento global. A idéia é que as companhias aéreas entrem no esquema de comércio de carbono – ou seja, sempre que poluírem acima de uma certa quantia, precisam comprar créditos para complementar a cota. Pelo plano, isso deve acontecer em 2011 para as companhias européias e no ano seguinte para as estrangeiras. A medida ainda precisa ser aprovada pelos governos da UE e pelo Parlamento Europeu. Já se adianta que ela sofrerá forte lobby das empresas de aviação, apoiadas pelo governo dos EUA. A notícia é do jornal The New York Times.

Por Redação ((o))eco
21 de dezembro de 2006

Não seria desperdício?

Empresas estrangeiras vão investir 500 milhões de dólares na “limpeza” de uma fábrica em Quzhou, na China. Só que o custo dos equipamentos necessários para que a instalação diminua suas emissões de gases do efeito estufa é cem vezes menor: 5 milhões. A incrível distorção, também alvo de reportagem do The New York Times, é fruto do programa que estimula companhias européias e japonesas a promover a redução dos poluentes em países em desenvolvimento, como forma de ganhar créditos de carbono. A iniciativa cresce a todo o vapor, e tem méritos. Mas há quem levante problemas em sua lógica: como exemplo, essa concentração de dinheiro em determinados projetos, enquanto se poderia estar investindo no desenvolvimento de tecnologias, como a solar.

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21 de dezembro de 2006

Premiação

A usina termoelétrica do Aterro Bandeirantes (no bairro de Perus, São Paulo), alvo de recentes contestações da comunidade vizinha ao depósito de resíduos, acaba de render ao Unibanco o primeiro lugar do Prêmio Valor Social na categoria “Respeito ao meio ambiente”. A usina, uma parceria do banco com as empresas Biogás e Sotreq, gera energia elétrica a partir de gases liberados durante a decomposição do lixo, que abastecem cinco prédios do Unibanco.

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21 de dezembro de 2006

O que restou

Os aguardados Mapas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros foram finalmente lançados pelo Ministério do Meio Ambiente nesta quarta-feira. Segundo eles, o Pantanal é a região com maior extensão preservada em relação à sua área original: 88,7%, seguido de Amazônia (85%), Caatinga (62,6%), Cerrado (61%), Pampas (41,3%) e Mata Atlântica (27,44%). Esses percentuais referem-se ao ano de 2002, apurados por técnicos do MMA, IBGE, Embrapa e outras instituições. A partir de 2007, o governo informou que o mapeamento estará disponível na íntegra. Por enquanto, apenas resumos estão consolidados no site do ministério, através do link Biodiversidade Brasileira.

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20 de dezembro de 2006

Por pouco tempo

No mesmo dia em que o governo anunciou que o Pantanal é o bioma brasileiro mais bem preservado do Brasil, Mato Grosso do Sul, quem detém boa parte desta natureza, aprovou lei que permite a ampliação de usinas de álcool na região. Ambientalistas consideram a decisão uma tragédia.

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20 de dezembro de 2006

Novos bichos

Um relatório da WWF divulgado na terça-feira aponta para a descoberta de dezenas de novas espécies nas florestas do Borneo (não confundir com bordel), na Oceania. Os achados incluem uma raia desdentada e um sapo de olhos verdes brilhantes. São, ao todo, 30 espécies de peixes, duas de sapo, três de árvore e 16 de gengibre. Segundo a notícia do Planet Ark, a região é ameaçada por desmatamento para produção de borracha, palmeiras (para fazer óleo) e polpa de papel. “Essas descobertas reafirmam a posição do Borneo como um dos mais importantes centros de biodiversidade do mundo”, disse o coordenador do programa da Ong no país.

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20 de dezembro de 2006

Parece aqui

Apesar do empenho dos dois últimos presidentes dos Estados Unidos (Clinton e Bush), um arquipélago havaiano pena para virar área protegida por causa de duas dezenas de pescadores que sairiam prejudicados. A história, contada pelo jornal The New York Times, é digna das epopéias tupiniquins. O governo quer transformar a região (o Midway Atoll) em “Monumento Nacional”, o que restringiria o acesso a ela a apenas doze pessoas por vez, e faria com que os pescadores tivessem que sair. A ação de um senador que defende a comunidade, além da burocracia federal, podem fazer com que lhe seja dada a categoria de “santuário”, o que por sua vez lhe renderia uma proteção bem menor – segundo o texto, nessas áreas a pesca é geralmente permitida.

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20 de dezembro de 2006

Fim do sossego

A Grã-Bretanha divulgou esta semana os planos de construção da maior usina eólica offshore do mundo, nas águas do sudeste da Inglaterra. Serão 341 turbinas que produzirão mil megawatts de energia, o que corresponde a 1% de toda a eletricidade consumida no Reino Unido. O projeto, que custa 1,5 bilhão de libras, ainda precisa de autorização para instalar uma substação elétrica na cidade costeira de Graveney. Mas os moradores da pacata vila não gostaram nada da idéia. A notícia está nos jornais The Guardian e The Independent.

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20 de dezembro de 2006

Fácil, fácil

O cineasta Werner Herzog acabou de voltar das filmagens que esteve fazendo na Antártica, reporta o site Planet Ark. Segundo o diretor alemão, foi surpreendentemente fácil gravar no continente, apesar das lendas que o cercam. “Há uma imagem perpetuada desde os dias de 1903, 1910 ou 1911, quando os primeiros exploradores estiveram aqui. Agora você tem uma cafeteria, o barbeiro, a estação de TV. Você tem um caixa eletrônico, então o que mais você pode pedir?”, disse. Isso tudo, é bom lembrar, ele encontrou na Estação McMurdo, a maior instalação científica norte-americana no continente. O documentário de Herzog sobre esse projeto vai ao ar no ano que vem no Discovery Channel.

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20 de dezembro de 2006

Presentão

Na segunda-feira, O Eco publicou em sua seção de fotografia um texto com link para o mais recente trabalho do fotógrafo Frans Lanting – uma coleção de imagens que se propõem a contar os quase 14 bilhões de anos da evolução da vida no planeta Terra. Pois não é que o livro com o resultado do projeto já tem uma edição em português. Ela foi vista numa livraria do Rio de Janeiro por Marcos Sá Corrêa. Ganhou o título de Vida e foi editado pela Taschen. Trata-se de um presentão de natal.

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20 de dezembro de 2006

Visitante ilustre

O biólogo Fábio Schunck, em suas “andanças” pela represa Guarapiranga, em São Paulo, encontrou no sábado passado (dia 16) uma ave inédita na região: o mergulhão-de-cara-amarela (Podiceps occipitalis). De ocorrência típica dos Andes e sul da América do Sul, a espécie tinha sido registrada no Brasil apenas em duas localidades, Santa Catarina (2002) e Paraná (2003). O encontro do bicho em Guarapiranga, portanto, é o terceiro para o país, primeiro para São Paulo e o registro mais ao Norte da distribuição desta espécie no Brasil.

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20 de dezembro de 2006

Monitoramento

Desde o primeiro avistamento, quando deu de cara com seis exemplares adultos do mergulhão num local isolado da represa, Schunck vem monitorando os bichos diariamente. “Não se sabe exatamente porque as aves vêm pra cá, mas é possível que estejam fazendo um movimento migratório nesta época do ano. Além dos mergulhões, espécies como maçaricos, batuíras e colhereiros utilizam Guarapiranga para descansar e se alimentar durante o processo de migração.”

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2006