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Não seria desperdício?

Empresas estrangeiras vão investir 500 milhões de dólares na “limpeza” de uma fábrica em Quzhou, na China. Só que o custo dos equipamentos necessários para que a instalação diminua suas emissões de gases do efeito estufa é cem vezes menor: 5 milhões. A incrível distorção, também alvo de reportagem do The New York Times, é fruto do programa que estimula companhias européias e japonesas a promover a redução dos poluentes em países em desenvolvimento, como forma de ganhar créditos de carbono. A iniciativa cresce a todo o vapor, e tem méritos. Mas há quem levante problemas em sua lógica: como exemplo, essa concentração de dinheiro em determinados projetos, enquanto se poderia estar investindo no desenvolvimento de tecnologias, como a solar.

Redação ((o))eco ·
21 de dezembro de 2006 · 20 anos atrás

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