Desmonte

Cerca de 180 agentes das polícias Federal, Ambiental e Militar, Exército e Ibama apreenderam mais de 10 mil metros cúbicos de madeira irregular na divisa de Rondônia, Acre e Amazonas. A operação Desmonte, iniciada na semana passada, pretende também fechar as serrarias que não apresentarem a documentação exigida para funcionamento. Mais da metade da madeira recolhida será doada ao governo do estado para a construção de casas populares. O restante será destinado à penitenciária e ao Exército. Com a quantidade de material apreendido até agora, é possível erguer quase 1.900 unidades habitacionais. →

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18 de dezembro de 2006

Agora ou nunca

A Casa Civil determinou que as discussões dentro do governo sobre compensação ambiental não passem desta semana. É a última chance para o Ibama conseguir emplacar a sua proposta de metodologia sobre o instrumento que determina que empresas responsáveis por obras de grande impacto ambiental invistam em unidades de conservação. Os ministérios de Energia, Transportes e Integração Nacional ainda têm dúvidas sobre como evitar que a metodologia não represente custos elevados nos investimentos de infra-estrutura. O Ibama, por sua vez, garante que a média da compensação não passará de 1,5% do valor dos empreendimentos. →

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18 de dezembro de 2006

Fica para depois

Ambientalistas e pesquisadores estavam esperançosos de ver o Rio de Janeiro ser presenteado com a criação do Parque Nacional Marinho das Ilhas Cagarras neste natal. Recentemente, houve uma mobilização de funcionários do Ibama do estado e estudiosos da costa fluminense para apoiar que a unidade de conservação fosse criada pelo governo federal e não pelo estadual, como estava previsto. No entanto, a Diretoria de Ecossistemas do Ibama em Brasília informa que o processo vai demorar ainda, pois serão necessárias audiências públicas. →

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18 de dezembro de 2006

Essencial

Na opinião de conhecedores da biodiversidade marinha do Arquipélago das Cagarras, como o chefe do departamento de ictiologia do Museu Nacional, Gustavo Nuna, e o fotógrafo submarino Carlos Secchin, é essencial incluir as ilhas Filhote da Redonda e Rasa no futuro parque. Segundo eles, essas ilhas possuem muita vida e estão menos sujeitas à poluição do que as Cagarras. Foi ali que Secchin fotografou uma espécie ainda não identificada, sobre a qual os pesquisadores do Museu Nacional estão buscando informações. "Não tem lugar no Brasil com as mesmas características destas ilhas", diz Secchin ao defender a criação da unidade. →

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18 de dezembro de 2006

Entrave

Deve ser horrível morar em um país onde as autoridades ambientais atrapalham os planos das empresas que querem mais progresso. Foi o que fizeram os reguladores federais do EUA: pediram à gigante British Petroleum para detalhar melhor seus planos para substituir o oleoduto corroído em Prudhoe Bay, Alaska, o maior campo de petróleo do país. O pedido acarretará mais custos e atrasos no cronograma de exploração da empresa. As correções devem custar à empresa mais de US$ 250 milhões. Deve ser por isso que a economia dos Estados Unidos não decola. →

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18 de dezembro de 2006

Correntes contrárias

A dificuldade de incluir as ilhas Redonda e Rasa nos limites da unidade de conservação é convencer donos de empreendimentos de pesca, no primeiro caso, e a Marinha, no segundo. Exatamente por sua grande biodiversidade, o entorno da ilha Redonda é apreciado por pescadores. Já no caso da Rasa, a Marinha chegou a mencionar a possibilidade de doar sua infra-estrutura a uma reserva, mas agora voltou atrás. Na opinião do fotógrafo Secchin, Ibama e Marinha poderiam entrar em acordo como fizeram em Abrolhos, onde a ilha Santa Bárbara continua sob domínio da Marinha, mas tem restrições semelhantes a uma unidade de conservação. →

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18 de dezembro de 2006

Dureza

A informação pedida pelos reguladores à British Petroleum servirá para determinar a necessidade de ação corretiva adicional. A empresa está sob a autoridade da Agência de Segurança de Dutos e Materiais de Risco do Governo Federal, desde que houve um grande vazamento de óleo, março passado. Em novembro o Congresso do EUA aprovou legislação que endurece a regulação sobre oleodutos de baixa pressão. O equivalente ao Ministério Público Federal do EUA também está investigando o vazamento criminalmente. A BP está cooperando com as autoridades, que pediram um cronograma completo das obras. →

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18 de dezembro de 2006

Contra o progresso?

Os governos da União Européia aprovaram formalmente nova lei, votada após muita negociação pelo Parlamento Europeu, de reestruturação do setor químico. A lei determina que as empresas têm que provar que substâncias usadas em produtos de uso no dia-a-dia, como carros, vestuários e computadores são seguros. A lei obriga, também, a substituição de químicos mais perigosos por outros mais seguros. Ela também exige o registro dos insumos químicos a serem usados na produção, que passarão a ser testados e autorizados, o que implica a possibilidade de serem proibidos. →

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18 de dezembro de 2006

Fim bruto

Os rangers do Quênia mataram a tiros, neste final de semana, o caçador ilegal de 60 anos, o somaliano Hussein Ture, um dos mais conhecidos matadores de animais em áreas de preservação da África. Ele foi morto após uma caçada que durou dois meses e meio, boa parte dela dentro dos limites do Parque Nacional do Leste de Tsavo. O bandido havia matado, nos últimos cinco anos 17 elefantes e nove rinocerontes. Os habitantes dos vilarejos africanos da área em que atuava acreditavam que ele tinha poderes mágicos. A magia aparentemente acabou. →

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18 de dezembro de 2006

Ameaça Comercial

Se depender do Comissário de Comércio Europeu, Peter Mandelson, os parceiros comerciais da Europa serão forçados a adotar práticas ambientalmente responsáveis e a zerar tarifas sobre tecnologias de produção de enerigia limpa e renovável. Ele anunciou que está enviando carta a Pascal Lamy, diretor da Organização Mundial do Comércio, pedindo-lhe que lidere essa pressão. Segundo ele, o mundo enfrenta "o desafio urgente de 'limpar' o crescimento" de economias em rápida expansão como China, Índia e Brasil. Ele afirma que a Europa tem a tecnologia para tornar toda a energia desses países verde. Cheira a pressão comercial com álibi ambiental. Como se sabe, o Brasil não é uma economia em rápida expansão, nem nossa energia suja como a da China. Mas como desmatamos a Amazônia, somos vilões do aquecimento global também e podemos acabar vítimas de pressões comerciais dos europeus, para o bem e para o mal. →

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18 de dezembro de 2006

Urgh!

“Mantenha os olhos abertos para vômito de baleia. Ele pode pagar a sua faculdade”, diziam os mais velhos ao jovem Larry Penny, morador da cidade costeira de East Hampton, Nova York, hoje com 71 anos. O conselho pode parecer estranho. E é. Só que tem fundamento: o ambergris, uma secreção produzida no intestino das baleias e por elas expelido, pode valer bom dinheiro para a indústria de perfume. Vez por outra, o vômito solidificado é encontrado em praias. Quando isso acontece, poucas pessoas no mundo sabem dizer ao certo se o asqueroso objeto é mesmo proveniente dos cetáceos ou se não passa de lixo marinho. Reportagem do jornal The New York Times procurou saber que história é essa. →

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18 de dezembro de 2006

Lenha na fogueira

O uso de aquecedores a lenha causa polêmica nos Estados Unidos. Seus defensores argumentam que eles são uma boa opção para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e que ainda permitem economizar dinheiro na conta de eletricidade. Em compensação, são cada vez mais freqüentes as reclamações de vizinhos por conta da fumaça expelida pelos aparelhos. A polêmica também está no The New York Times. →

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18 de dezembro de 2006