Esporte ilegal

Praticar escalada é proibido em Cuba. Quer dizer, é preciso ter uma licença, mas o governo simplesmente nunca a concedeu. A contravenção chega a dar cadeia. Os cerca de 100 montanhistas que não querem deixar o país são vistos como um bando de garotos rebeldes e dependem de equipamentos doados por esportistas estrangeiros em visita. Em reportagem do Wall Street Journal, alguns deles arriscam os motivos da implicância do governo com o esporte: a revolução Cubana nasceu nas montanhas e há medo de que a história se repita; não se vê com bons olhos o contato da população com turistas; e, segundo os rapazes, não há simpatia das autoridades por nada que não esteja sob seu controle – e é difícil tomar conta de quem se aventura pelas rochas do país, que até agora praticamente não foram pisadas por pés humanos.

Por Redação ((o))eco
28 de novembro de 2006

Vítima do aquecimento

O calendário da Copa do Mundo de ski alpino está indo pelos ares por causa das altas temperaturas na Europa. Corridas estão sendo canceladas por falta de neve, conta reportagem do The New York Times. Os organizadores das etapas que estavam agendadas para acontecer nos dias 9 e 10 de dezembro já desmarcaram a competição – não há frio suficiente nem para fazer neve artificial. Os resorts que servem de sede para os eventos estão cada vez mais preocupados. Além dos prejuízos financeiros com custos operacionais e a perda do marketing televisivo, eles podem enfrentar problemas para conseguir cobertura de seguradoras, uma vez que estão tão vulneráveis ao aquecimento global.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

Impacto global

Publicada na sexta-feira em O Eco, a reportagem de João Teixeira da Costa sobre a redescoberta do pica-pau-do-parnaíba exatos 80 anos depois dele ter sido avistado pela primeira e única vez, agitou a comunidade mundial de ornitólogos mesmo estando em português. Ela mereceu trocas de e-mail em inglês e pelo menos uma menção em francês no site ornithomedia. Sorry, periferia.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

A última do Incra

Incra doou ao Ibama parte de uma gleba, a de Jauaperi, no Sul de Roraima, para que o órgão crie lá uma Floresta Nacional. Por trás da bondade, há o interesse do Incra em repassar ao seu “primo” no governo federal um pepino que ele deveria ter resolvido quando assentou famílias na área. Deixou que elas desmatassem seus terrenos. Agora, quer que o Ibama crie a tal floresta para que ela sirva como reserva legal para os assentados.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

João-sem-braço

Sonia Wiedman, procuradora do Ibama que analisou o processo de criação da Floresta de Jauaperi, escreveu parecer contrário à idéia. Razões não lhe faltaram. A constituição de reserva legal não é assunto da competência do Ibama, mas do órgãos ambientais estaduais e tampouco está prevista em lei como um dos motivos para se criar uma Floresta Nacional. As reservas, segundo o Código Florestal, devem se constituir dentro de uma propriedade e seu custo de manutenção cabe ao seu dono. No Ibama, desconfia-se que o Incra, sem amparo na lei, quer passar esse problema, que deveria ser de seus assentados, para o contribuinte.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

O Eco errou

O Instituto Socio Ambiental (ISA), ao contrário do que saiu publicado aqui no sábado, assinou a nota das Ongs reclamando dos ataques feitos pelo presidente Lula ao processo de licenciamento ambiental. De fato, a entidade estava na lista recebida pelo redator de O Eco, que promete passar num oculista para checar se precisa aumentar o grau das lentes de seus óculos.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

Resgate em cavernas

No próximo domingo, dia 3 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) promoverá uma palestra gratuita sobre técnicas verticais para uso em cavernas (veja foto) com instrutores da Escola Espanhola de Espeleologia. Os convidados darão demonstrações práticas dos equipamentos e dos procedimentos que podem ser aplicados por espeleólogos, esportistas e grupos de resgate em ambientes verticais. O evento começa às 9h30 na sede da SBE, no Parque Taquaral, em Campinas (SP).

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

Continua

Nesta semana o Ibama de Mato Grosso vai continuar presente na região da Terra Indígena Kayabi, onde na última quinta-feira aconteceu uma operação de fiscalização para prender os responsáveis por desmatamento ilegal e invasão na área protegida. Um helicóptero sobrevoa os limites da terra indígena para identificar novas áreas de derrubada. Até sexta-feira, 10 madeireiras que recebiam toras retiradas clandestinamente da região foram lacradas.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

Urbanização européia

A Agência Ambiental Européia lançou hoje um interessante relatório chamado "Expansão Urbana, um desafio ignorado”. Nele se argumenta que o modelo de crescimento das cidades está cada vez mais danoso ao meio ambiente. Desde a década de 50, os europeus estão trocando as construções apertadas dos centros por casas mais distantes, nos subúrbios, onde há mais espaço.O problema é que esta tendência está cada vez mais forte e, como não é planejada, está tranformando paisagens naturais nos entornos das cidades da Europa. Uma das razões para este rápido crescimento é melhoria dos sistemas de transporte, além do aumento de veículos individuais. Uma das regiões onde se observa o avanço urbano são as proximidades da ferrovia que liga Paris a Bruxelas.

Por Redação ((o))eco
27 de novembro de 2006

Pum

Finalmentem depois de 4 anos ouvindo a maior parte do governo Lula dizer que um dos males do Brasil é o meio ambiente, as Ongs resolveram reagir – mas não muito. Fizeram isso pela tangente, numa nota assinada por cinquenta e uma entidades que não toca na necessidade de conservar a natureza e tampouco critica o modelo de desenvolvimento governista. Seu tom é confuso e tímido. Acusa o presidente de estar cometendo injustiça social contra minorias, juntando nesse saco, índios, quilombolas e, supõem-se pela leitura do texto, ambientalistas e Ministério Público. A nota termina com um sinal de que as Ongs ainda têm esperanças que o presidente pode mudar seu discurso anti-árvores e que ninguém quer briga: "Estamos à disposição do Presidente para um diálogo franco e direto sobre o interesse comum pelo desenvolvimento em sentido amplo".

Por Redação ((o))eco
25 de novembro de 2006

Causa

Esse arremedo de indignação por parte das Ongs foi provocada pelo famigerado discurso anti-ambiental que Lula fez recentemente em Barra dos Bugres (MT), num palanque onde tinha ao seu lado Blairo Maggi, sojicultor dos grandes e governador reeleito do estado que nos últimos anos liderou todas as estatísticas de desmatamento na Amazônia.

Por Redação ((o))eco
25 de novembro de 2006