Audiências no Madeira

Circula pela internet email contra a decisão do Ibama de não realizar audiência pública sobre a construção de hidrelétricas no rio Madeira na Comunidade de Teotônio, vila de pescadores de Rondônia que será impactada pela obra. Segundo Luiz Felippe Kunz Junior, diretor de Licenciamento do Ibama, os locais para a realização das quatro audiências foram escolhidos seguindo uma logística e foi garantido por Furnas - uma das responsáveis pela obra - transporte e alimentação para os moradores de Teotônio poderem participar da audiência marcada em Porto Velho.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Ringue

Outra acusação que recai sobre o Ibama, e que serviu de argumento para um juiz federal de Porto Velho suspender por liminar todas as audiências públicas relacionadas ao projeto , é que a população não teve acesso ao Eia-Rima e ao edital da obra e que os encontros foram marcados às pressas. O Ibama rebate, diz que toda a documentação estava disponível na internet desde o dia 25 de setembro e que quem reclama são as Ongs, que têm pleno acesso a computadores. Além do mais, as audiências servem exatamente para expor o projeto e os impactos para a população, argumenta Luiz Felippe Kunz.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Apoio

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) da Mata Atlântica agora terá o apoio da The Nature Conservancy (TNC). A parceria com as Ongs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica, será celebrada quinta-feira, em São Paulo, com o lançamento do 5º edital de financiamento para novos projetos, que prevê a soma de 700 mil reais para a criação de reservas e um milhão de reais para uma linha inédita de apoio a projetos especiais. Os detalhes estão nos sites www.aliancamataatlantica.org.br, www.conservacao.org, www.corredores.org.br, www.nature.org/brasil e www.sosma.org.br.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Bichos estranhos

Carpas asiáticas estão tocando o terror entre os freqüentadores do Rio Missouri, nos Estados Unidos. Peixes de quase dez quilos invadem barcos aos montes, danificando equipamentos e ferindo ocupantes. Trazida da China, a espécie tem extrema habilidade para encontrar comida, o que faz com que ela cresça até mais do que seus predadores e se multiplique quase que em série. A capacidade de adaptação do peixe, conta o diário Wall Street Journal, convive com seu estranho hábito de saltar como um foguete prateado ao ser importunado pelo som de motores. Prega-se o fogão como uma solução fácil para a praga. Mas a iguaria pode não agradar muito os americanos apreciadores de peixes – parece que, dependendo do modo como é cozida, a carpa tem gosto muito próximo ao de galinha frita.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

É séria a coisa

Há quem ande dizendo por aí entre os cientistas que a seca australiana é a pior dos últimos mil anos. O nível dos reservatórios de água diminuiu rapidamente e é esperado um forte impacto nas colheitas – os agricultores locais cometem suicídios como nunca. Como se não bastasse, queimadas começaram antes do tempo e temperaturas estranhas destroem a lógica dos termômetros. Apesar disso, e de mais de 90% da população achar que o aquecimento global é problema sério, a Austrália não aderiu ao Protocolo de Quioto. A notícia está no jornal The Guardian e no site Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Exemplo

Zanzibar não só existe como também baniu todo e qualquer saco plástico de seu território. A ilha, localizada no Oceano Índico, próxima à costa da Tanzânia, vê mais de 200 toneladas do material passar pelo seu porto a cada mês. Como vive principalmente do turismo, e a poluição é responsável tanto por problemas causados à vida marinha quanto pela degradação da paisagem, o governo local resolveu embargar a produção de sacos e proibir a sua importação. Com a heróica medida, o governo deve perder 400 mil dólares mensais com os impostos pagos pelo produto. Em troca, a natureza agradece. A notícia está no site Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Danem-se as toninhas

Continua encroada a criação de uma Reserva de Fauna na Baía de Babitonga, em Santa Catarina, para garantir a conservação de uma população de toninhas – a única em águas interiores em todo o mundo – que habita o local. A proposta já passou pela análise técnica do Ibama, conta com as bençãos do Centro de Mamíferos Aquáticos do órgão, mas não anda no resto do governo. O governador reeleito do estado, Luis Henrique, peemedebista e velho devastador da natureza, corre para construir no mesmo local um porto. Detalhe: Babitonga já tem outras instalações portuárias.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Auditoria

O Tribunal de Contas da União (TCU) já baixou portaria explicando como vai fiscalizar, a partir do ano que vem, as contas do recém-criado Serviço Florestal Brasileiro (SFB). A norma exige que todos os contratos de concessão assinados pelo órgão sejam monitorados. Na semana que vem, técnicos do TCU e do SFB se reunirão para acertar os detalhes finais do controle.

Por Redação ((o))eco
8 de novembro de 2006

Audiências Suspensas

A primeira audiência pública para a construção de hidrelétricas no rio Madeira não aconteceu. Estava marcada para esta manhã em Abunã, Rondônia, mas um juiz de Porto Velho concedeu na terça-feira à noite uma liminar suspendendo todas as audiências, como pedia uma ação cautelar ambiental movida pelos Ministérios Público Federal e Estadual. Os motivos alegados foram supostas irregularidades no EIA-Rima e descumprimento das datas para marcar as audiências. O edital foi lançado em 25 de setembro e um prazo de 60 dias deveria ter sido respeitado.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Insatisfeitos

A liminar chegou na escola municipal escolhida para sediar a 1ª audiência pelas mãos de integrantes do Movimento Atingidos por Barragens (MAB) e em forma de FAX. O conteúdo do documento foi lido em voz alta pelo representante do Ibama no local, que lamentou o ocorrido. A escola estava lotada e a maioria das pessoas, algumas com faixas a favor da obra, protestou contra a decisão da justiça.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Amanhã é outro dia

A próxima audiência pública está marcada para acontecer amanhã, dia 9, em Mutumparaná. Procuradores do Ibama estão em Porto Velho tentando cair com a liminar que impede a sua realização.

Por Carolina Elia
8 de novembro de 2006

Lição de casa

Antes de viajarem ao Quênia no próximo dia 13, onde participarão da 12a Conferência da Convenção das Nações Unidades sobre Mudanças Climáticas, a ministra Marina Silva e o secretário de Biodiversidade e Florestas, João Paulo Capobianco, vão se reunir mais uma vez com as Ongs e representantes da comunidade científica para analisarem os dados do Prodes sobre o desmatamento na Amazônia. Alguns pesquisadores convidados para a reunião, que ocorre na próxima quinta, dia 9, em Brasília, acham que não haverá nada de novo nas discussões. A expectativa é que o MMA busque mais respaldo sobre as indicações de queda para que possa negociar, na reunião da ONU, o mecanismo de compensação de emissões por desmatamento evitado.

Por Redação ((o))eco
7 de novembro de 2006