Susto

Segundo informações do jornal O Globo, o fiscal do Ibama Ivilson Pedro Muller, de 55 anos, atirou no próprio peito ao perceber que seria preso em sua casa, na zona oeste da cidade. Ele tinha sido preso quando a Operação Euterpe foi deflagrada, no dia 30 de agosto, mas foi liberado dias depois. Muller foi levado pelos policiais federais para o hospital, onde permanece internado.

Por Redação ((o))eco
1 de novembro de 2006

Ganhando tempo

A União Mundial para a Conservação (IUCN) e a The Nature Conservancy (TNC) lançaram dois relatórios com estratégias para mitigar os efeitos do aquecimento global sobre dois importantes ecossistemas marinhos: mangues e corais. Para dar sobrevida aos primeiros, entre outras medidas, propõem o limite a construções costeiras que possam servir de barreira à migração da vegetação para partes mais altas do litoral e a redução da pressão humana em manguezais. No caso dos corais, a proposta é agir para reduzir a poluição no mar e a pesca. Do ponto de vista científico, faz todo o sentido. Do ponto de vista político, no entanto, dificilmente essas idéias serão aceitas em países que tem mangues ou corais em suas costas, todos eles no cinturão tropical e, com exceção da Austrália, pobres e acostumados à ocupação desordenada de seus litorais. O relatório sobre mangues, em inglês, pode ser visto aqui em formato PDF. O que fala de corais, também em inglês, está aqui.

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1 de novembro de 2006

Capitulação

Os relatórios da IUCN e TNC sobre mangues e corais é uma espécie de admissão que o mundo, tão cedo, não conseguirá concordar com um plano de ação comum contra o aquecimento global.

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1 de novembro de 2006

Luxo sem culpa

Se voce é um turista rico, ecologicamente consciente e se sente culpado por gostar de estar em contato com a natureza em alto luxo, pare de sofrer. O Concierge.com listou 9 hotéis dez estrelas, com tudo que o dinheiro pode garantir em termos de conforto, que não produzem praticamente nenhum impacto na natureza à sua volta. Nenhum deles está no Brasil.

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1 de novembro de 2006

Então tá

O relatório do economista Nicholas Stern sobre aquecimento global divulgado nesta segunda-feira pelo governo britânico foi criticado pela turma da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), conta a agência Reuters. O secretário geral da organização, Mohammed Barkindo, disse nesta terça que o documento não tem base alguma na ciência ou na economia. Ele contestou as medidas sugeridas, mas não propôs outras soluções para o problema.

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31 de outubro de 2006

Bio-ilegais

Três indústrias produtoras de biodiesel foram fechadas pela Secretaria de Fazenda do Mato Grosso e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). As empresas, sonegadoras, revendiam o combustível a postos do estado sem autorização da ANP. Pelas regras atuais, apenas distribuidoras podem misturar o biodiesel ao óleo comum. O investimento para produção do combustível é pequeno e o procedimento é simples, o que faz com que a venda ilegal seja cada vez mais comum. A notícia saiu no jornal A Gazeta e no site 24 Horas News.

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31 de outubro de 2006

Cinema verde

O filme norte-americano “Sweet Land”, do diretor Ali Selim, inovou mesmo antes de chegar às telas. A produção teve todas as suas emissões carbônicas (da iluminação, câmeras e transporte) compensadas com investimentos em energias renováveis. No total, foram liberadas 8 mil toneladas de carbono. Anular a quantidade custou aos produtores 5 mil dólares. Apesar dos cuidados ecológicos, fruto da consciência dos realizadores, a trama se passa em 1920 e não tem nada a ver com meio ambiente. A notícia está no site Planet Ark.

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31 de outubro de 2006

Absolvição

Há uma semana, a 1a Vara da Justiça Federal do Distrito Federal absolveu o presidente do Ibama, Marcus Barros, o diretor de Licenciamento, Luiz Felippe Kunz Jr., da acusação de improbidade administrativa. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a pedido das promotorias de Pernambuco, Bahia, Sergipe, Minas Gerais e Goiás. A acusação sustentava que o Ibama havia agido por motivos políticos ao conceder a licença prévia ao governo federal para a obra de transposição do Rio São Francisco.

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31 de outubro de 2006

Condicionantes

Pelo entendimento do juiz Marcelo Rebello Pinheiro, os dirigentes do Ibama não agiram com desonestidade ao considerarem o empreendimento ambientalmente viável uma vez que apresentaram condicionantes para que a licença de fato tivesse validade. O MPF alegava que órgão federal licenciador só poderia emitir parecer sobre a viabilidade ambiental depois que as condicionantes fossem cumpridas.

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31 de outubro de 2006

Na prática…

No fim das contas, o licenciamento da Transposição do Rio São Francisco continua parado. A apreciação do processo para a concessão da licença de instalação só poderá ocorrer depois do julgamento no Supremo Tribunal Federal de uma ação civil pública, também movida pelo Ministério Público Federal, que solicita que todo o processo de licenciamento seja refeito com estudos mais aprofundados.

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31 de outubro de 2006

Pressão sob controle

O diretor de licenciamento do Ibama, Luiz Felippe Kunz Jr., afirma que considera normal as pressões que se armaram durante a campanha eleitoral para que grandes empreendimentos sejam liberados. Já no seu primeiro discurso como presidente reeleito, Lula afirmou que as hidrelétricas do Rio Madeira e a de Belo Monte serão construídas. "Qualquer empreendedor, e neste caso o empreendedor é governo federal, tem o direito de pressionar para que seus projetos sejam apreciados dentro do prazo", pondera Luiz Felippe. No caso do Madeira, ele revela que o parecer final já está até no "limite do prazo".

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31 de outubro de 2006

Tijuco Alto

Outro empreendimento que está próximo de receber uma avaliação do Ibama é a polêmica usina hidrelétrica de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira, em São Paulo. Depois que o primeiro EIA foi rejeitado pelo órgão federal, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim, apresentou novos estudos. Ainda em novembro o Ibama dirá se o estudo tem condições de ser avaliado ou se precisará de complementações.

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31 de outubro de 2006