Absurdo

O vice-governador eleito de Mato Grosso e até então presidente da Assembléia Legislativa, Silval Barbosa, sugeriu uma emenda ao projeto de lei que visa redefinir os limites do Parque Estadual do Cristalino. Veja uma parte de sua proposta: “as terras e benfeitorias localizadas dentro dos limites descritos desta lei ficam sujeitos á desapropriação, criação de Reserva Particular do Patrimônio Natural ou cessão de uso para desenvolvimento do ecoturismo, observadas a boa fé e momento da ocupação”.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2006

Metendo a mão

Seu colega, deputado Pedro Satélite, acrescentou outra emenda à idéia de Barbosa. Quer que a área do parque seja de 140 mil hectares, ou seja, 40 mil a menos do que a proposta técnica da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), de 180 mil hectares. Como se não bastasse, quer destinar 22 mil hectares do que hoje é parque para assentamento de pequenos produtores, sendo que o entorno da unidade de conservação está cheio desses assentamentos, ainda sem qualquer regularização e controle.

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27 de outubro de 2006

Dor de cabeça

E o Cristalino agora tem mais uma ameaça: um projeto de pequena central hidrelétrica no rio Nhandu, no entorno do parque estadual. Assim que souberam da notícia, técnicos da Sema solicitaram ao empreendedor o processo de licenciamento para análises quanto a riscos à unidade de conservação.

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27 de outubro de 2006

Dinheiro estrangeiro

O Distrito Florestal criado pelo Ministério do Meio Ambiente na região da BR-163 (Cuiabá-Santarém) vai ser implementado com recursos da União Européia. Serão seis milhões de euros dos países membros do bloco, que aprovaram nesta quinta-feira, por unanimidade, a liberação do dinheiro.

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27 de outubro de 2006

Resposta

O diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Tasso Azevedo, publicou um artigo onde explica que a Lei de Gestão de Florestas Públicas não facilita a privatização da Amazônia. Em resposta às críticas de que o PT, apesar de abominar tanto as privatizações, fez o mesmo com a floresta. Azevedo defende que a lei põe fim ao uso desordenado das terras públicas, pois antes dela não havia qualquer regulação para atividades nas áreas da União. O diretor do SFB aconselha a leitura da lei para quem quiser saber mais detalhes. Sua carta pode ser lida na íntegra clicando aqui.

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27 de outubro de 2006

Reaproveitamento

O destino do coco consumido pelos freqüentadores do parque Ibirapuera, em São Paulo, não será mais as latas de lixo. Acordo entre a Secretaria do Verde e o Instituto de Desenvolvimento, Educação, Análise e Legislação (Ideal) vai garantir coleta, transporte e reciclagem dos resíduos do coco verde semanalmente. Eles serão utilizados como matéria-prima de produtos como isolantes acústicos e térmicos, capachos, tapetes, estofados e substratos agrícolas.

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27 de outubro de 2006

Bom negócio

O tempo de decomposição dos resíduos do coco verde é superior a oito anos. Além disso, para cada 250 ml de água de coco é produzido 1 kg de lixo.

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27 de outubro de 2006

Campanha

A Islândia, país que adora arpoar cetáceos, anunciou que vai retomar a caça comercial de baleias das espécies fin e minke. Desde 1986, quando a caça a esses animais foi proibida, os islandeses têm mantido seus abates para fins de “pesquisa científica”. Mas agora parece que o país nórdico quer mesmo reaquecer a economia baleeira. Circulam notícias de instalação de novas fábricas e contratação de empregados para esse mercado. Quem achar isso absurdo e quiser bombardear o governo islandês com críticas, basta escrever para [email protected], email da embaixada do país nos Estados Unidos. O Brasil não tem representação diplomática por lá.

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27 de outubro de 2006

A Neomarica

A flor é uma íris, uma Neomarica, tão comum em fundo de mata que só o olho clínico do primatologista Adelmar Coimbra para perceber que a planta...

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27 de outubro de 2006

Mata, mas não suja

Uma das maiores fábricas de armas do mundo, a British Aerospace, está desenvolvendo uma linha de produtos ecologicamente responsáveis. Agora, exércitos preocupados com a questão ambiental vão poder mandar pelos ares soldados e civis inimigos com explosivos recicláveis, foguetes menos tóxicos ou jatos energeticamente eficientes. A notícia (convenhamos, surreal), está no jornal The Times e na revista virtual Grist.

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26 de outubro de 2006

Reforço espacial

O Brasil lança até 2009 o primeiro satélite de monitoramento terrestre produzido com tecnologia nacional. É o que disse nesta quinta-feira o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. Junto com os satélites sino-brasileiros que devem entrar em órbita em 2007, 2009 e 2012, o aparato ajudará a acompanhar mais de perto o desmatamento da Amazônia. Hoje, as imagens têm resolução de 250 metros. Câmara espera que em dois anos essa capacidade aumente para 50 metros. A boa nova é do jornal carioca O Dia.

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26 de outubro de 2006