Pesos pesados

Preservar a vida dos elefantes nem sempre é considerado um bom negócio entre o povo do Zimbábue. Depois que a venda de marfim foi proibida por convenções internacionais, a população de paquidermes cresceu rapidamente no país africano causando alguns problemas econômicos. O principal deles, conta a revista eletrônica Tierramerica, é a destruição de lavouras inteiras, totalmente pisoteadas. O governo do Zimbábue já chegou a considerar um plano de sacrifício dos animais e pleiteia até a volta de um comércio controlado de marfim.

Por Redação ((o))eco
9 de outubro de 2006

Responsabilidade no papel

Reportagem do Estado de São Paulo indica que os balanços de ações ambientais e sociais no país não crescem mais. Após um boom de empresas que passaram a publicar relatórios sobre suas atividades, desde 2003 o número de companhias que o fazem estagnou em 28%. A boa notícia é que em dois anos houve um aumento de 28% no total de recursos aplicados em programas sociais e ambientais. Cerca de 1,3 mil empresas foram pesquisadas.

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9 de outubro de 2006

Dinâmica dos gases

O Instituto Astronômico e Geofísico da USP e o INPE iniciam, neste mês, pesquisa com objetivo de conhecer a dinâmica da poluição atmosférica em São Paulo. Além de quantificar a concentração do ozônio(O3) e gás carbônico (CO2), os pesquisadores querem entender como ocorre o transporte desses gases na capital paulista. Para efetuar as medições de O3 e CO2, serão utilizadas sondas instaladas a bordo do dirigível da Goodyear, parceira do projeto. Cilindros especiais ajudarão na amostragem do monóxido de carbono (CO) e metano (CH4).

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9 de outubro de 2006

Medição

Um vôo teste foi realizado no mês passado e, se o tempo estiver bom, outras medições serão feitas nesta semana. A intenção é coletar os gases durante cinco dias, ainda este mês. As vantagens do monitoramento com a ajuda do dirigível é a possibilidade de conhecer concentrações em diferentes altitudes. Os resultados das medições devem ser divulgados no 14º Congresso de Meteorologia que será realizado em novembro, em Florianópolis.

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9 de outubro de 2006

IR Ecológico

O Grupo de Trabalho (GT) Ação pelo IR Ecológico, formado por várias ONGs, além de empresas e tributaristas, vai realizar no dia 16 de outubro um debate sobre o IR Ecológico em Campo Grande (MS). O mecanismo pretende ser como uma Lei Rouanet do meio ambiente, ou seja, criar estímulos fiscais para projetos de ONGs de conservação e desenvolvimento sustentável. Um Projeto de Lei (5974/05) foi aprovado em julho pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados e terá de ser aprovado em mais duas comissões antes de ser levado à plenária. O evento em Campo Grande ocorrerá no Auditório da OAB/MS - Rua Mato Grosso, 4.700, às 19h.

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9 de outubro de 2006

Vampiros

A Organização Pan-Americana de Saúde, realizará nesta semana em Brasília uma série de consultas a especialistas para delinear uma política de prevenção à raiva silvestre, transmitida pelos morcegos hematófagos da Amazônia. Desde 2004, um aumento significativo de casos de raiva tem sido registrado no Brasil, Colômbia, Peru e Equador. A discussão pretende estabelecer bases para a colaboração de diversos órgãos nacionais e internacionais no combate à doença. Mais informações podem ser encontrados no site da OPAS.

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9 de outubro de 2006

Errata

Diferentemente do que informamos ontem na nota “Os ilegais”, o desmatamento na Terra Indígena Kayabi não equivale à maior parcela de desflorestamento registrada no mês de agosto pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), em Mato Grosso. Na verdade, os desmatamentos nas terras indígenas Kayabi, perto do Parque Nacional do Juruena, e a Maraîwatsede, próxima ao Xingu, foram os mais críticos dentro de áreas protegidas (2% do total). Somadas, essas duas regiões equivalem a 76% da derrubada em áreas protegidas, ou 176 hectares.

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6 de outubro de 2006

Ritmo acelerado

A situação mais séria é da Terra Indígena Kayabi, que tem 465 mil hectares de florestas no Mato Grosso e mais cerca de 550 mil hectares do lado do Pará. As agressões a essa área foram intensificadas depois que a Justiça reconheceu a parte mato-grossense como terra indígena, em 2002. A área era ocupada por fazendeiros, que se recusaram a sair, e desde então, aumentaram o ritmo da derrubada. De acordo com o Instituto Centro de Vida (ICV), muito presente naquela região, até 2001 havia quatro mil hectares desmatados na Kayabi. Mas entre 2002 e 2005 mais 18 mil hectares de floresta foram abertos, tanto por esses fazendeiros quanto por grileiros através de novas invasões. Segundo o ICV, os índios não são coniventes com o desmatamento em suas terras, que estão em bom estado de conservação.

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6 de outubro de 2006

Demora

Embora esteja legalmente reconhecida pela Justiça, a Terra Indígena Kayabi ainda aguarda demarcação, razão pela qual fazendeiros e grileiros estão esperançosos em conseguir judicialmente sua permanência ali.

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6 de outubro de 2006

Descaso

Graças a uma manifestação de moradores das comunidades de Porto Franco e Santa Maria do Uruará, no município de Prainha (PA), o Ibama e a Polícia Federal prenderam cinco balsas com madeiras extraídas ilegalmente na região cotada para ser a reserva extrativista Renascer, vizinha à Resex Verde Para Sempre. Na última quarta-feira, cerca de 200 pessoas interditaram um ponto estreito do rio Uruará, usado para escoar a madeira de 12 empresas clandestinas.

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6 de outubro de 2006

Sábia decisão

O estopim para o protesto foi o atropelamento de um morador por um madeireiro. Em função da falta de estrutura, a vítima não foi socorrida a tempo. Segundo uma das pessoas envolvidas na manifestação, esse fato fez com que os moradores repensassem sua relação com os madeireiros, que enriquecem ilegalmente às custas de recursos de sua região. Eles passaram a exigir que os clandestinos dessem algo em troca por usarem aquele local por tanto tempo. Pediram 30 mil reais. Depois, ao verem que não seriam atendidos, recuaram e decidiram apenas que preferem a criação da resex aos madeireiros.

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6 de outubro de 2006

Praga da cana no alvo

O Instituto Biológico de Campinas adaptou para necessidades brasileiras o combate ao bicudo da cana-de-açúcar, que, se instalado, pode destruir até 30 toneladas de cana por hectare. Os pesquisadores descobriram que o gás carbônico emitido pelo bicudo atrai vermes que permitem a localização da praga. Esses organismos podem ser pulverizados quando diluídos em água e estão prestes a se tornarem bio-inseticidas.

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6 de outubro de 2006