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Ritmo acelerado

A situação mais séria é da Terra Indígena Kayabi, que tem 465 mil hectares de florestas no Mato Grosso e mais cerca de 550 mil hectares do lado do Pará. As agressões a essa área foram intensificadas depois que a Justiça reconheceu a parte mato-grossense como terra indígena, em 2002. A área era ocupada por fazendeiros, que se recusaram a sair, e desde então, aumentaram o ritmo da derrubada. De acordo com o Instituto Centro de Vida (ICV), muito presente naquela região, até 2001 havia quatro mil hectares desmatados na Kayabi. Mas entre 2002 e 2005 mais 18 mil hectares de floresta foram abertos, tanto por esses fazendeiros quanto por grileiros através de novas invasões. Segundo o ICV, os índios não são coniventes com o desmatamento em suas terras, que estão em bom estado de conservação.

Redação ((o))eco ·
6 de outubro de 2006 · 20 anos atrás

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