Bem a calhar

Para não passar a data de aniversário do rio em branco, o Ministério do Meio Ambiente vai lançar amanhã um edital no valor de 4,5 milhões de reais para projetos de pesquisa e cursos de capacitação que podem dar apoio ao programa de revitalização da bacia do São Francisco.

Por Redação ((o))eco
3 de outubro de 2006

Contra o carvão

O executivo tenta aprovar na Câmara dos Deputados projeto de lei contra qualquer atividade de produção de carvão com mata nativa na bacia do São Francisco. Elaborado pelo Deputado Edson Duarte (PV-BA), o projeto é considerado ideal pois os carvoeiros estão devastando a um ritmo assustador o cerrado e a caatinga que envolvem os córregos, as veredas e os rios tributários do Velho Chico. No momento, a proposta é analisada na Comissão de Minas e Energia da Câmara.

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3 de outubro de 2006

Seminário

O Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo (USP) promove, nos dias 19 e 20 de outubro, o seminário “Parques urbanos: preservação e lazer nas áreas públicas”. O objetivo é reunir dirigentes e representantes de parques de todo o Brasil na discussão de temas como o manejo de animais e plantas e a importância das áreas verdes urbanas para o apoio a migrações de aves. Mais informações no site do evento.

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3 de outubro de 2006

Não é piada (ou é?)

Os governantes do regime militar brasileiro se reviram inquietos em suas tumbas com a mais nova proposta de ministros britânicos para combater o aquecimento global. São três palavrinhas que foram publicadas com a maior naturalidade no jornal Daily Telegraph: privatização da Amazônia. Literalmente. A idéia é comprar a floresta e transformá-la num trust internacional. Suas árvores seriam vendidas a grupos e indivíduos – como o multi-milionário sueco Johan Eliasch, que, segundo a reportagem, comprou no início do ano mais de 160 mil hectares da floresta por 8 milhões de libras. O secretário de meio ambiente da Grã-Bretanha (e autor do desatino), David Miliband, admite que o projeto pode causar “problemas de soberania” com o Brasil, dono da maior parte do território amazônico.

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3 de outubro de 2006

Livre

O tubarão da espécie Ginglymostoma cirratum, conhecida como lambaru ou cação-lixa, que foi mantido ilegalmente por quatro meses num aquário em um restaurante em Ipanema, será devolvido ao mar nesta terça-feira. O peixe está ameaçado de extinção e só conseguiu a liberdade porque o Instituto Aqualung denunciou o caso ao Ibama. Como a fêmea de quase um metro de comprimento foi parar no aquário, ninguém sabe. A história contada pelos funcionários do estabelecimento é de que o animal foi vendido por fornecedores de peixe ao restaurante, mas ninguém lembra exatamente quem. O Ibama se satisfez com a amnésia.

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2 de outubro de 2006

Reta final

As conversas entre o Ministério do Meio Ambiente e o setor privado sobre a cobrança da compensação ambiental estão próximas do fim. O governo espera as últimas contribuições dos empreendedores e quer, até dezembro, publicar portaria do Ibama com a metodologia da compensação. Embora não vá definir legalmente um teto para os valores cobrados, o mecanismo criado levará a uma média de valor máximo de 2,9% dos recursos do investimento. O valor mínimo, 0,5%, foi estabelecido por lei (Snuc 9.985;2000).

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2 de outubro de 2006

Terra e mar

Uma das possibilidades para acelerar a implementação da metodologia da compensação é publicar em separado as regras para empreendimentos em terra e para aqueles localizados no mar. O método de cálculo terrestre está bem mais adiantado. Por exemplo, um dos pontos já fechados neste caso é que qualquer obra em área de vegetação preservada ou área de preservação permanente deverá ter um percentual de compensação mais alto.

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2 de outubro de 2006

Seca profunda

O jornal The New York Times publicou uma série de três reportagens sobre água na Índia, intitulada “Gigante Sedento”. Depois de falar sobre a falta d’água nas cidades do país, conta que a retirada acelerada do recurso de baixo da terra causa preocupação. Agricultores em crise estão deixando de plantar para se dedicar à exploração de mananciais em suas propriedades, que podem não durar muito. Alguns dos poços mais antigos já secaram. O que poderia ser o último recurso de um país com mais de 1 bilhão de habitantes e que enfrenta sérios problemas de seca.

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2 de outubro de 2006

Assim não adianta

A terceira reportagem da série do The New York Times aponta para os problemas causados pelo excesso de chuva nas estações das monções indianas, que contraditoriamente não ajudam nada a mitigar a situação. O aguaceiro vem todo de uma vez só, causando enchentes e destruição: só nos quatro meses de monção deste ano, foram mais de 2,5 mil mortos. E o aquecimento global (sempre ele!) pode piorar a situação. É que, com as mudanças planetárias, o padrão climático da região se tornará ainda mais instável.

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2 de outubro de 2006

Sujeira globalizada

Estocar coquetel altamente tóxico de lixo petroquímico e soda cáustica na Europa poderia custar cerca de 300 mil dólares ao braço londrino de uma empresa suíça com sede fiscal na Holanda. Talvez o dobro disso, calculados atrasos. Por isso 400 toneladas do material foram parar na Costa do Marfim. Mais especificamente, nos quintais de algumas das pessoas mais pobres do planeta. O lixo vazou. E o resultado, conta o The New York Times, foram oito mortes, dúzias de internações hospitalares e mais de 80 mil atendimentos médicos.

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2 de outubro de 2006

Descontrolados

A explosão populacional de coalas preocupa cientistas australianos. Livre de predadores, a vida dos marsupiais ficou fácil na Ilha Canguru, ao largo do estado de South Austrália. Estima-se que eles sejam 28 mil, cujo apetite feroz já ameaça um tipo de eucalipto da ilha. Pesquisadores esperam testar um dardo anticoncepcional ainda no ano que vem, informa o Estado de São Paulo.

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2 de outubro de 2006