Distorção

Entretanto, o ministro do Reino Unido de meio ambiente, David Miliband, já se encontrou informalmente com a delegação brasileira, que é chefiada pelo secretário-executivo do Meio Ambiente, Claudio Langone. O britânico garantiu que a imprensa inglesa distorceu suas idéias, que nunca se falou em privatização. Para apaziguar ânimos, o Ministério do Meio Ambiente brasileiro divulgará também um comunicado oficial para esclarecer que não há conversa alguma neste sentido.Ainda hoje, haverá no México um encontro oficial entre as delegações brasileira e britânica. O diálogo deve girar em torno da proposta defendida pelo Brasil para a formação de um fundo internacional dentro da Convenção de Mudanças Climáticas que financie iniciativas de combate ao desmatamento.

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3 de outubro de 2006

Comemoração sem transposição

Amanhã comemora-se o dia do Rio São Francisco. Mas a ala do governo Lula que defende a transposição do Velho Chico, lotada principalmente no Ministério da Integração Nacional, não tem muito o que comemorar. A promessa de campanha do petista continua no papel graças à ação civil pública movida pelo Estado de Minas Gerais que espera a apreciação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A ação exige que o Ibama, como órgão licenciador responsável, aprofunde os estudos antes de liberar a obra.

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3 de outubro de 2006

Contra transposição

A partir desta quarta-feira começam em diversas cidades que compõem a bacia do rio São Francisco manifestações contra o projeto de transposição e atos que marcam o aniversário do rio. Segundo a organização do movimento, mais de duas mil pessoas são esperadas em Belo Horizonte, Pirapora, Januária e Matias Cardoso. Nos estados do Nordeste, haverá protestos nos municípios alagoanos de Penedo e Piaçabuçu, Própria e Brejo Grande, em Sergipe, além de Petrolina e Petrolândia, em Pernambuco. Em Juazeiro e Paulo Afonso, na Bahia, também acontecerão passeatas.

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3 de outubro de 2006

Barulho

As manifestações devem continuar até o próximo sábado também em outros estados, como Ceará e Paraíba. Os protestos contam ainda com a participação de uma série de movimentos sociais, como Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), MST e MBA, dos atingidos por barragens, além do Ministério Público da Bahia, representantes de populações tradicionais e universidades.

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3 de outubro de 2006

Bem a calhar

Para não passar a data de aniversário do rio em branco, o Ministério do Meio Ambiente vai lançar amanhã um edital no valor de 4,5 milhões de reais para projetos de pesquisa e cursos de capacitação que podem dar apoio ao programa de revitalização da bacia do São Francisco.

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3 de outubro de 2006

Contra o carvão

O executivo tenta aprovar na Câmara dos Deputados projeto de lei contra qualquer atividade de produção de carvão com mata nativa na bacia do São Francisco. Elaborado pelo Deputado Edson Duarte (PV-BA), o projeto é considerado ideal pois os carvoeiros estão devastando a um ritmo assustador o cerrado e a caatinga que envolvem os córregos, as veredas e os rios tributários do Velho Chico. No momento, a proposta é analisada na Comissão de Minas e Energia da Câmara.

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3 de outubro de 2006

Seminário

O Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo (USP) promove, nos dias 19 e 20 de outubro, o seminário “Parques urbanos: preservação e lazer nas áreas públicas”. O objetivo é reunir dirigentes e representantes de parques de todo o Brasil na discussão de temas como o manejo de animais e plantas e a importância das áreas verdes urbanas para o apoio a migrações de aves. Mais informações no site do evento.

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3 de outubro de 2006

Não é piada (ou é?)

Os governantes do regime militar brasileiro se reviram inquietos em suas tumbas com a mais nova proposta de ministros britânicos para combater o aquecimento global. São três palavrinhas que foram publicadas com a maior naturalidade no jornal Daily Telegraph: privatização da Amazônia. Literalmente. A idéia é comprar a floresta e transformá-la num trust internacional. Suas árvores seriam vendidas a grupos e indivíduos – como o multi-milionário sueco Johan Eliasch, que, segundo a reportagem, comprou no início do ano mais de 160 mil hectares da floresta por 8 milhões de libras. O secretário de meio ambiente da Grã-Bretanha (e autor do desatino), David Miliband, admite que o projeto pode causar “problemas de soberania” com o Brasil, dono da maior parte do território amazônico.

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3 de outubro de 2006

Livre

O tubarão da espécie Ginglymostoma cirratum, conhecida como lambaru ou cação-lixa, que foi mantido ilegalmente por quatro meses num aquário em um restaurante em Ipanema, será devolvido ao mar nesta terça-feira. O peixe está ameaçado de extinção e só conseguiu a liberdade porque o Instituto Aqualung denunciou o caso ao Ibama. Como a fêmea de quase um metro de comprimento foi parar no aquário, ninguém sabe. A história contada pelos funcionários do estabelecimento é de que o animal foi vendido por fornecedores de peixe ao restaurante, mas ninguém lembra exatamente quem. O Ibama se satisfez com a amnésia.

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2 de outubro de 2006

Reta final

As conversas entre o Ministério do Meio Ambiente e o setor privado sobre a cobrança da compensação ambiental estão próximas do fim. O governo espera as últimas contribuições dos empreendedores e quer, até dezembro, publicar portaria do Ibama com a metodologia da compensação. Embora não vá definir legalmente um teto para os valores cobrados, o mecanismo criado levará a uma média de valor máximo de 2,9% dos recursos do investimento. O valor mínimo, 0,5%, foi estabelecido por lei (Snuc 9.985;2000).

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2 de outubro de 2006

Terra e mar

Uma das possibilidades para acelerar a implementação da metodologia da compensação é publicar em separado as regras para empreendimentos em terra e para aqueles localizados no mar. O método de cálculo terrestre está bem mais adiantado. Por exemplo, um dos pontos já fechados neste caso é que qualquer obra em área de vegetação preservada ou área de preservação permanente deverá ter um percentual de compensação mais alto.

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2 de outubro de 2006