Fogo na Serra da Canastra I

Começou a triste época de queimadas na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas. Durante cinco dias uma das áreas mais remotas e de difícil acesso no Parque esteve em chamas. O trabalho incessante de 24 brigadistas do PrevFogo, que parecia não ter fim, encerrou neste último sábado. Considerado uma das mais importantes Unidades de Conservação do país, o parque possui 71 mil hectares implementados, protegendo todo o chapadão que inspirou seu nome. É berço da nascente do Rio São Francisco, formado preferencialmente por cerrado abriga inúmeras espécies de fauna em risco de extinção, como Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus), Tatu Canastra (Priodontes giganteus), Pato Mergulhão (Mergus octosetaceus) e Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Por Redação ((o))eco
21 de agosto de 2006

Fogo na Serra da Canastra II

O fogo começou no dia 15 pela manhã, fora do parque, na região Noroeste, próximo à cidade de Sacramento. Não se sabe ainda se foi criminoso ou fruto da tradição de queimadas nos pastos das fazendas vizinhas. Outra hipótese é ter sido provocado pelas comemorações do dia do padroeiro da cidade. Pelo segundo ano consecutivo os incêndios florestais coincidiram com a data. Segundo Joaquim Maia, atual chefe do Parque, cerca de 12 mil hectares foram dominados pelo fogo, sendo 6 mil dentro da área protegida. O Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Estado (SEMAD) conseguiram três aviões e três helicópteros, sendo um deles da Policia Militar de Minas Gerais, para ajudar no combate às chamas. As fotos foram tiradas por Adriano Gambarini, que acompanhou o trabalho no front e quis dividir o que testemunhou com os leitores de O ECO.

Por Redação ((o))eco
21 de agosto de 2006

Cai a máscara

Ao contrário do que reza a lenda, golfinhos não são criaturas inteligentes. Toda aquela empáfia autoconfiante não passa de pura pose. Na verdade, eles são mais estúpidos do que peixinhos dourados de aquário. É o que diz o cientista sul-africano Paul Manger, em reportagem do jornal O Globo. Segundo ele, cérebros são formados por neurônios e glia (tecido que liga as células nervosas e produz calor). No caso do golfinho, um mamífero aquático, é preciso muita glia para manter a estrutura funcionando, por conta do frio. Por isso um cérebro tão grande – neurônio que é bom, eles só têm um pouquinho. Suas piruetas são fruto de simples condicionamento. Inteligentes, diz o cientista, são os instrutores.

Por Carolina Elia
18 de agosto de 2006

Dúvida

Um vazamento na usina nuclear de San Onofre, na Califórnia, provocou o fechamento de um poço no condado de Orange. A água pode estar contaminada por trítio, uma substância radioativa cancerígena. Segundo o jornal Los Angeles Times, mais de uma dúzia de usinas norte-americanas já tiveram problemas semelhantes em anos recentes. Testes ainda serão realizados para saber se o poço está mesmo poluído.

Por Carolina Elia
18 de agosto de 2006

Efeito colateral

O fenômeno El Niño pode ter conseqüências piores do que os já conhecidos dias de calor infernal. Segundo cientistas da universidade norte-americana de Michigan ele também pode ser a causa de surtos de leishmaniose em vários países da América Latina. A relação foi estabelecida a partir da comparação entre dados climáticos e registros da doença na Costa Rica. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a pesquisa concluiu que a maioria das pessoas passa a apresentar os sintomas (principalmente úlceras na pele) treze meses depois do ápice do fenômeno. Com isso, os pesquisadores acreditam que podem prever a dinâmica da doença. Já se sabe que o calor estimula o aparecimento do mosquito transmissor, mas outros efeitos indiretos ainda estão sendo estudados.

Por Carolina Elia
18 de agosto de 2006

Placar do fogo

Conforme previram especialistas do Inpe, à medida que o fim de agosto se aproxima, aumentam os focos de calor no país. Ontem foram registradas 1.555 queimadas, concentradas principalmente no Pará (689), Mato Grosso (637), Amazonas (97) e Rondônia (61). Entre as áreas protegidas que estão em chamas, as terras indígenas aparecem com o maior número de incêndios.

Por Redação ((o))eco
18 de agosto de 2006

Mudanças úmidas

Acontece em Corumbá (MS) entre os dias 22 e 24 de agosto uma oficina que vai reunir pesquisadores de diversos países para discutir os efeitos das mudanças globais sobre ecossistemas úmidos. O Pantanal é um dos focos dos estudos, que pretendem estabelecer os indicativos de sensibilidade ambiental nessas condições. O evento será sediado pela unidade da Embrapa no município.

Por Redação ((o))eco
18 de agosto de 2006

Lixo em Tefé

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas lançou nesta semana uma campanha para conscientizar a população sobre os problemas do lixo na cidade. Chama-se: “Educação e Gestão Ambiental: Aeroporto Seguro e Qualidade de Vida”. As atividades incluem mutirões de limpeza e oficinas de educação ambiental.

Por Redação ((o))eco
18 de agosto de 2006

Aeroporto fechado

No início do mês de julho, a Justiça Federal mandou fechar o aeroporto de Tefé porque a enorme quantidade de urubus colocava em risco pousos e decolagens. A cidade fica a 525 quilômetros de Manaus e não tem estradas. Só é possível chegar à capital do estado por avião, em duas horas de vôo, ou de barco. Nesse caso, a viagem demora dois dias.

Por Redação ((o))eco
18 de agosto de 2006

A palmeira que não morreu

Moradores da Chapada Diamantina insistem que o Paty, uma palmeira que há muito é considerada extinta, ainda tem alguns poucos exemplares sobrevivendo naquela região.

Por Marcelo Netto
18 de agosto de 2006