União

O Parque Estadual do Cristalino, criado em 2000 no Norte do Mato Grosso e ampliado em 2001, será submetido ao crivo de nova consulta pública nesta sexta-feira, no município de Novo Mundo. Sua população nunca engoliu o decreto de expansão da unidade de conservação e a prefeitura local se aproveitou da decisão do governo estadual de unificar administrativamente os dois parques e resolveu colocar a questão novamente na berlinda. Dependendo do resultado, ele será usado para atacar o parque através da Assembléia Legislativa. A consulta tem o apoio explícito do presidente da Casa, deputado Silval Barbosa (PMDB).

Por Redação ((o))eco
4 de maio de 2006

Perda

Não vai ser fácil obter aprovação da idéia. Para convencer os presentes à consulta, o estado vai tirar do bolso uma proposta para reduzir o tamanho da área de expansão do Cristalino em cerca de 2,5%. O problema é que se a idéia prosperar, o novo Cristalino unificado vai perder os recursos que recebe do programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

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4 de maio de 2006

Perto do fim

Falando em consulta pública, o período para agregar sugestões ao projeto do governo do Pará de criar polígonos florestais – áreas para a exploração madeireira – em 8 milhões de hectares de território estadual provavelmente se encerrará no dia 23 de maio, quando haverá uma reunião com prefeitos e membros da Assembléia Legislativa para discutir a idéia. Um dia antes, será a vez de Ongs ambientais e sociais debaterem o projeto.

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4 de maio de 2006

Falta fazer

Encerrado o período de consulta, e assumindo que tudo corra bem, o governo do Pará começa o processo de implantação dessas áreas. A maioria será transformada em Florestas Estaduais localizadas ao longo da calha norte do rio Amazonas.

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4 de maio de 2006

Oportunidade

Em paralelo, o governo paraense precisará criar uma burocracia para cuidar do seu setor florestal. Ainda não decidiu se o novo órgão será uma agência, um instituto ou um serviço, para alegria dos consultores especializados no assunto. Sem saber o que fazer no caso, o governo planeja contratar uma consultoria para lhe dizer como deve proceder.

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4 de maio de 2006

Cadê?

Tem gente que começou a reparar que a Terra do Meio, no Pará, outrora principal foco de preocupação no desmatamento da Amazônia, saiu do noticiário sobre o assunto desde o ano passado, quando registrou-se queda substancial no corte de árvores na região.

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4 de maio de 2006

Normal

Quem conhece bem a região, um dos principais pontos da ação de grileiros nos últimos dez anos, acha natural que a Terra do Meio tenha deixado de ser um problema. A repressão oficial, mas sobretudo a criação de três unidades de conservação – uma reserva biológica e dois parques nacionais – barrou o avanço avassalador que a grilagem fazia sobre terras públicas na área. Com a mudança do regime jurídico-administrativo, ela não tem mais como fazer os pedidos de registro de posse.

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4 de maio de 2006

Destaques

Hoje, com o agronegócio em retração no Mato Grosso e a situação na Terra do Meio sob controle, as áreas em evidência no quesito desmatamento são o Sul do Amazonas, Oeste do Pará, na região de influência da BR-163, a área no entorno de Santarém, Nordeste paraense e Oeste do Amapá.

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4 de maio de 2006

Culpas

No Sul do Amazonas e Oeste paraense, os problemas são a pecuária e a madeira. Em Santarém, a questão é a expansão da soja comandada pela multinacional Cargill, que anda reproduzindo o mesmo desmatamento selvagem que o grão provocou em outros tempos no Norte do Mato Grosso. No Nordeste do Pará e Oeste do Amapá, a ameaça à floresta vem dos madeireiros ilegais.

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4 de maio de 2006

Número

A conta é informal. Mas indica que de cada 4 carros avistados nas ruas de Santarém, 1 carrega no pára-choque adesivos com os dizeres “Fora Greenpeace. A Amazônia é nossa”. O Greenpeace anda concentrando suas ações na luta contra a expansão da soja no município.

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4 de maio de 2006

Fogo em Ilha Grande

Desde o último sábado o Parque Nacional de Ilha Grande (PR) queima. Segundo o Ibama, o fogo está fora de controle porque atingiu área de capim seco de difícil acesso no interior da ilha. Um helicóptero foi deslocado do Parque Nacional do Iguaçu para ajudar os 40 homens dos bombeiros, Ibama e Instituto Ambiental do Paraná e voluntários no combate às chamas.

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4 de maio de 2006

Área comprometida

O Ibama não soube informar a área comprometida pelo fogo em Ilha Grande, a maior entre as 160 ilhas no rio Paraná. Até o dia 3 de maio, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificava 18 focos de calor na unidade de conservação.

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4 de maio de 2006