Sumindo

Quando foi criado em 1959, o Parque Nacional do Araguaia tinha 2 milhões de hectares e se estendia por toda a Ilha do Bananal, na fronteira do Mato Grosso com o Tocantins. Quase 1, 5 milhão deles foram surrupiados por 2 decretos presidenciais em 1971 e 1980. Para preservar a natureza, sobraram apenas as partes em verde e marrom no mapa ao lado.Agora, nem isso. Um decreto assinado pelo presidente Lula em 18 de abril transformou a parte verde em Terra Indígena. E o naco marrom, tudo o que resta de um Parque Nacional majestoso e importante, passa a ser administrado agora em conjunto pelo Ibama e pelos índios e Funai.

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006

Malandragem legal

As tribos aumentaram sua zona de influência onde um dia havia o Parque Nacional do Araguaia graças a uma figura burocrática de nome esquisito, a dupla afetação. Na prática, via decreto presidencial, permite a destinação de uma Área de Preservação Integral para um segundo fim que via de regra pouco tem a ver com a preservação da natureza.

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006

Mais dois

Mais dois outros parques andam sofrendo nas mãos dos índios graças a tal dupla afetação. Monte Roraima e Monte Pascoal. Nesse último, entregue a gente que se diz descendente dos pataxó, há inclusive placa mudando na marra o seu nome. Segundo os sinais, ele agora se chama Parque Nacional dos Pataxó.

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006

Confronto

Não terminou bem a reunião entre órgãos ambientais e Ministério Público com os representantes de siderúrgicas do Leste do Pará em Marabá, na quarta-feira, dia 20 de abril. O encontro era para acertar os detalhes de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para as empresas, flagradas no ano passado desmatando ilegalmente os últimos remanescentes de mata na região para alimentar seus fornos com carvão vegetal. Mas o acordo esbarrou num ponto de honra para o governo: a falta de um comprometimento claro por parte das siderúrgicas sobre onde e como vão retirar madeira legalmente para continuarem funcionando.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2006

E o resto?

Os representantes das siderúrgicas disseram que não podiam dar esta definição porque dependem da liberação de seus pedidos de planos de manejo junto ao Ibama. Ouviram de volta que, pelos cálculos do governo, mesmo que esses planos fossem autorizados, a madeira extraída deles não daria para cobrir nem 10% do consumo anual das siderúrgicas da região. Falta explicar de onde viriam os outros 90%.

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20 de abril de 2006

Ferro no aço

Diante do impasse, a turma do aço ouviu também do governo que é grande a possibilidade de levar ferro dos grandes esse ano. Se não aparecerem logo os planos de sustentabilidade da indústria, as autoridades prometem fechar siderúrgicas e aprofundar as investigações sobre como os órgãos estaduais ambientais deram a elas licença para fazer desmatamentos ilegais.

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20 de abril de 2006

Novos mergulhos

A certificadora de mergulho internacional PDIC Brasil lançou um novo manual para exploração de navios naufragados. Em reportagem do site...

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20 de abril de 2006

Novos mergulhos II

O site Naufrágios do Brasil traz tudo você precisa saber para sair conhecendo as carcaças dos navios que afundaram por estas bandas. Se você não é...

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20 de abril de 2006

Zzzz…

Nada repõe melhor as energias de qualquer esportista do que uma boa noite de sono. Dormir bem é essencial, mas nem sempre é uma meta alcançável. A...

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20 de abril de 2006

Polícia

Falando em ferro, Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, tem dito em conversas que a Amazônia será alvo este ano de ações semelhantes a Operação Curupira. Quem viver, verá.

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20 de abril de 2006

O mercúrio é nosso

O The Wall Street Journal tem reportagem mostrando como as leis de reciclagem de materiais tóxicos nos Estados Unidos acabam gerando um mercado paralelo mundial para o mercúrio. Um bom exemplo é o caso do estado do Maine. Lá, a lei obriga que qualquer componente de mercúrio num veículo precisa ser retirado antes que ele vá para o ferro-velho. Mas não diz nada sobre seu destino final, a não ser que ele não pode permanecer nas fronteiras do estado. E para onde vai esse mercúrio? Em geral ele acaba nas mãos de garimpeiros na Amazônia ou na África. Em 2004, os Estados Unidos exportaram 278 toneladas de mercúrio. A maior parte dele acabou no Brasil, onde foi utilizado no garimpo, considerado pela ONU a segunda maior fonte de poluição desse metal no mundo. É o velho caso do rico exportando sua toxicidade para países pobres.

Por Redação ((o))eco
20 de abril de 2006