Notícias

O mercúrio é nosso

O The Wall Street Journal tem reportagem mostrando como as leis de reciclagem de materiais tóxicos nos Estados Unidos acabam gerando um mercado paralelo mundial para o mercúrio. Um bom exemplo é o caso do estado do Maine. Lá, a lei obriga que qualquer componente de mercúrio num veículo precisa ser retirado antes que ele vá para o ferro-velho. Mas não diz nada sobre seu destino final, a não ser que ele não pode permanecer nas fronteiras do estado. E para onde vai esse mercúrio? Em geral ele acaba nas mãos de garimpeiros na Amazônia ou na África. Em 2004, os Estados Unidos exportaram 278 toneladas de mercúrio. A maior parte dele acabou no Brasil, onde foi utilizado no garimpo, considerado pela ONU a segunda maior fonte de poluição desse metal no mundo. É o velho caso do rico exportando sua toxicidade para países pobres.

Redação ((o))eco ·
20 de abril de 2006 · 20 anos atrás

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Podcast
14 de outubro de 2026

A Natureza da Conversa #4 – Por que o passado da Amazônia nos ajuda a imaginar um futuro para a região

O que o passado da Amazônia pode ensinar sobre o futuro da região é o tema de mais uma conversa envolvente →

Reportagens
14 de outubro de 2026

Mapa arqueológico revela mais de 700 achados do garimpo na Chapada Diamantina

Cada ponto nesse mapa digital contém fotos e informações. Juntos esses lugares mapeados contam uma história escondida, mas nunca esquecida →

Análises
14 de outubro de 2026

A Tempestade Perfeita: mudanças climáticas, IA e ascensão do fascismo

A desestruturação dos sistemas naturais amplia a instabilidade social. A instabilidade favorece discursos autoritários. O autoritarismo enfraquece instituições e medidas de mitigação →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.