Não me abandone

Incursões sistemáticas realizadas pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal na Reserva do Tinguá, no Rio de Janeiro, têm afugentado palmiteiros. O MP se reuniu nesta quarta com a polícia para pedir que as rondas não parem.

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005

Trombada

O Ibama e o Ministério dos Transportes entraram em rota de colisão por conta das obras de recuperação da BR-319, no Amazonas. O ministro da pasta, Alfredo Nascimento, é político no estado e vê a obra como uma espécie de passaporte para um cargo eletivo em 2006. Quer porque quer começá-la já. O Ibama resiste a dar a licença ambiental da obra. Por duas razões. O relatório de impacto é carente de informações técnicas e porque a BR-319, um velho projeto da década de 80, sempre assustou quem entende de proteção ao meio ambiente.

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005

Curiosidade

No Brasil, os ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia vivem às turras. Na Costa Rica, ambos formam um só ministério, o de Meio Ambiente e Energia, o que de fato faz todo o sentido. Só mesmo em Brasília é que a burocracia acha que a natureza é um entrave à produção de energia.

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005

Veneno

Faz dez anos que a última refinaria de chumbo no Alto e Médio Vale do Ribeira cerrou suas portas. Mas o passivo ambiental que as atividades de mineração e refino do metal deixaram para trás continuam a comprometer a qualidade de vida das populações locais. Pesquisa com amostras de sangue chancelada pela Unicamp encontrou em duas comunidades no Paraná gente com níveis de chumbo circulando pelas veias no limite do que os organismos internacionais de saúde consideram toleráveis para o ser humano.

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005

Exploração

O Parque Nacional do Tumucumaque, no Amapá, está virando arroz de festa das Ongs internacionais que atuam em defesa da Amazônia. E isso é ótima notícia. Afinal, ele não é só o maior parque tropical do mundo. É também desconhecido. Só recentemente começou-se a desvendar a biodiversidade que existe por lá. Primeiro, com expedições organizadas

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005

Intervenção tardia

A mulher que fica calada diante da expansão da soja e do gado Amazônia adentro, não reage ao desenvolvimentismo caótico do governo, assenta gente em áreas de floresta e escreve artigo de jornal defendendo a transposição do São Francisco, finalmente indignou-se em favor do meio ambiente. Já não era sem tempo. Marina Silva, segundo a Folha de S. Paulo, ficou indignada com a morte-protesto de ambientalista por conta dos planos de instalar usinas de álcool e plantações de cana nas bordas do Pantanal matogrossense. A ministra soltou uma nota dizendo que é contrária à idéia, defendida por seu colega de petismo e governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, e que se ela for levada adiante, a sobrevivência do ecossistema do Pantanal ficará sob sério risco. A indignação da ministra veio um pouco tarde. Esse assunto das usinas está rolando desde março e ela nunca quis se meter nele. Mas diante do cadáver de Francisco Anselmo, o ambientalista que se imolou no fim de semana, ela não tinha como ficar calada.

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005

País de desmatadores

Como nada nesse mundo é perfeito, Marina, no mesmo dia em que reagiu ao caso das usinas em mato Grosso do Sul, teve o dissabor de ver seu trabalho colocado debaixo de luz nem um pouco lisonjeira. A ONU fez uma avaliação dos recursos florestais em cada país do mundo e concluiu que o Brasil do governo Lula se manteve como o grande desmatador do planeta, responsável por pouco menos da metade das árvores cortadas no mundo por ano. É muita coisa. Dá 3,1 milhão de hectares de floresta, diz O Globo.

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005

Milho do mal

No Malawi, uma história mostra os riscos de se viver num país que não pensa no meio ambiente. Nunca nenhuma autoridade por lá se preocupou com o fato que os fazendeiros do país expandiam suas plantações de milho em cima da floresta, muito menos com a transformação do grão na principal dieta da população. Pois bem, desmatamento, mais monocultura, mais variações climáticas e não deu outra. Veio o desastre. Uma seca devastadora destruiu a safra de milho e deixou os habitantes do país à míngua. Sem outra alternativa, segundo o The Wall Street Journal, o governo recorreu à uma campanha de relações públicas para incentivar os cidadãos a variarem a sua dieta, comendo coisas como banana e batatas-doce, cujas safras não foram afetadas. O curioso em tudo isso é que o milho é planta exótica na África, onde foi introduzida, vinda das Américas, pelos portugueses. No Malawi, ele chegou há mais ou menos 50 anos e transformou a vida de sua população.

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005

Desespero

A luta ambiental no Brasil parece estar se radicalizando. Depois do bispo que fez greve de fome contra a traansposição do São Francisco, um ambientalista imolou-se no sábado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, num protesto contra a implantação de usinas de álcool no estado. Francisco Anselmo Barros, conta a Folha de S. Paulo, morreu ontem vítima das queimaduras. Tudo indica que a insensibilidade do atual governo com o meio ambiente está levando as pessoas à adoção de atitudes desesperadas.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Metas

No domingo, O Estado de S. Paulo publicou reportagem sobre proposta que o Brasil leva para conferência da ONU sobre mudanças climáticas que acontece em fins de novembro em Montreal, no Canadá. Nossos burocratas querem que o mundo financie a preservação da Amazônia. Não se espera nenhum resultado concreto sobre a idéia, até porque ninguém sabe direito como implementá-la. Mas o importante na reportagem é que gente da cúpula de nossos Ministério do Meio Ambiente fala pela primeira vez em público de assumir metas de desmatamento nacionais. Para o Itamaraty, trata-se de um anátema que fere a soberania brasileira na região. Bobagem de diplomata.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Bola de cristal

Embora oficialmente todo mundo diga que é uma previsão impossível, virologistas americanos, na privacidade de seus laboratórios, estão tentando adivinhar quando vai acontecer a próxima pandemia de gripe no mundo. A aposta, embora nenhum deles esteja disposto a colocar dinheiro nela, é 2025 e baseia-se em estudo publicado em 2002 por Maurice Hillerman, microbiólogo que morreu no começo do ano, diz o The New York Times. Sua teoria, baseada na análise de pandemias que varreram o mundo nos últimos 300 anos, é que elas tem acontecido em ciclos regulares de 68 anos. A última onda devastadora da gripe do frango aconteceu em 1957. Portanto, volta em 20025. A boa notícia é que pela tese, a gripe do frango que assusta Europa e Ásia nesse momento, tem tudo para ser somente isso, um susto.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Realidade

Apesar da tese que a próxima pandemia ainda está por vir, instituições financeiras e de saúde multilaterais se reuniram semana passada em Genebra para discutir meios de combater a atual gripe do frango que anda graçando na Ásia e bate às portas da Europa. Diz a The Economist que a burocracia garante que o dinheiro que existe é pouco para coordenar um esforço mundial contra a doença. Deve ser mesmo, pois como nota a reportagem, os países ricos, apesar de defenderem uma ação global, estão cada um fazendo planos alternativos para tentar se defender da doença sozinhos.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005