Os maus selvagens

As chamadas comunidades tradicionais, ao contrário do que pensa muita gente cheia de boas intenções, são mesmo uma praga ambiental que se espalha pelo mundo. Que o diga Richard Hansen, um arqueologista americano que escavou uma cidade Maia inteira na Guatemala e tenta fazer com que o governo do país crie um parque nacional de 525 mil acres para proteger o achado e a floresta tropical que o circunda. Seus maiores opositores são os descendentes de índios que habitam a região. Há dez anos, eles ganharam o direito de manejar a extração de madeira na região. Como não existe fiscalização, eles cortam madeira do jeito que bem entendem e não querem perder essa boquinha, que fatalmente acabaria se o parque fosse decretado. A notícia está no The Wall Street Journal.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Vingança

Super mistério em Montana, estado no norte dos Estados Unidos. Segundo o The Washington Post, alguém anda matando ursos por lá ilegalmente e em ritmo frenético. Nos últimos dois anos, foram encontradas 21 carcaças do bicho, que está na lista de espécies ameaçadas de extinção. A reportagem aventa que os ursos mortos são apenas um efeito colateral de uma batalha entre os velhos habitantes do estado e os que chegaram na última década, gente rica de outros lugares que foram para Montana em busca de seu cenário natural. Os antigos moradores se vêem como vítimas desse processo de “ecologização” de Montana. Viviam de cortar madeira e minerar, atividades que foram suspensas nos últimos anos por conta de regulamentações ambientais. A teoria é boa, mas não serve de consolo aos ursos.

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14 de novembro de 2005

Guerra

Ainda em Montana, enquanto os ursos morrem, os bisões ganham uma chance de sobrevivência. O USA Today anuncia o ínício de um projeto de reintrodução do animal nas pradarias do estado que ainda são terras públicas. As chances de ele ir por água abaixo são grandes. É que as terras onde os bisões vão pastar também são utilizadas por rancheiros da região para alimentar seus rebanhos de gado. E eles temem que a manada de bisões cresça a ponto de pressionar o ecossistema de tal modo que suas vacas e bois não terão onde comer. Ameaçam abater os recém-chegados a tiros.

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14 de novembro de 2005

Fantasia

Outra reportagem no USA Today diz que a Suécia retirou uma serpente que habita um lago do país da lista de espécies ameaçadas e liberou sua caça. Difícil será matá-la. Nunca ninguém conseguiu provar o avistamento do tal bicho, considerado pela população que mora em torno do lago como uma espécie de monstro pré-histórico.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Desaparecida

O The Los Angeles Times relata a história de um grupo que vive andando pelos rios e riachos da Califórnia procurando a truta de cabeça de aço, espécie que já foi abundante por lá, mas que desde a década de 90 andava desaparecida. Um exemplar da espécie foi encontrado num riacho em 2003. Desde então, nunca mais nenhuma truta dessas foi vista. Mas a turma que busca as trutas não perde a esperança não só de achá-las, mas de vê-las viscejar novamente nos corpos de água no norte do estado.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Coisa de rico

Relatório das Nações Unidas repicado pelo francês Le Monde diz que a degradação ambiental no Sul do Mediterrâneo arrisca a empobrecer ainda mais as populações costeiras dos estados do Norte da África, ampliando o abismo econômico e social que as separa da Europa. Diz o jornal que na área do Mediterrâneo, meio ambiente preservado está virando coisa de país rico.

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14 de novembro de 2005

Águas quentes

A Europa entrou numa espécie de círculo vicioso do aquecimento global. O efeito estufa está aquecendo os corpos de água do continente, aumentando a humidade que, por sua vez, faz crescer a produção de calor. Quem diz isso são cientistas que acabam de publicar pesquisa no Geophysical Research Letters. A notícia é da BBC.

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14 de novembro de 2005

Globalização dos bichos

A edição on line da National Geographic tem reportagem dizendo que a globalização, finalmente, virou uma característica da fauna mundial. Com o comércio e o tráfico de animais selvagens ainda correndo solto, virou comum encontrar bicho africano em florestas americanas, serpentes asiáticas andando soltas pela Europa ou roedores europeus campeando em países da Oceania. Cientistas chamam o fenômeno de homogeinização biótica e dizem que seus efeitos ainda estão longe de serem totalmente compreendidos.

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14 de novembro de 2005

Mistério das rainhas

Pesquisadores brasileiros finalmente resolveram o mistério sobre as rainhas de uma espécie de abelha que não conseguem se reproduzir. Genes determinam sua falsa majestade, como conta reportagem sobre o feito publicada na ótima revista da Fundação do Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

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14 de novembro de 2005

Pressão energética

O aumento constante da capacidade de processamento de computadores estea produzindo a mais nova pressão sobre fontes de energia elétrica nos Estados Unidos. Quem diz é uma reportagem do The Wall Street Journal.O problema está ficando grave a ponto de impedir que determinados tipos de sistema, mais poderosos, sejam ligados na tomada, sob pena de fazer a luz cair nas áreas onde foram instalados. Por essa razão, os fabricantes de hardware começaram a se preocupar com algo que antes parecia apenas afetar as montadoras de automóveis: produzir meaquinas que tenham consumo mais eficiente de energia. Infelizmente, parecem estar ainda muito longe disso.

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14 de novembro de 2005

UTI

A Chesapeake, baía no estado de Maryland e de longe uma das mais famosas nos Estados Unidos, continua morrendo. E isto apesar de um esforço de 16 anos para reverter seu processo de degradação. Depois de um período de melhora, a poluição na baía voltou a crescer nos últimos 3 anos. Relatório da agência criada para tocar sua recuperação diz que as perspectivas são sombrias porque suas margens continuam a ser ocupadas por seres humanos. Hoje, vivem em torno de Chesapeake cerca de 16 milhões de pessoas. A notícia é do The Washington Post.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

Mais devagar

O governo inglês, diz o Guardian, estuda o aumento da repressão às velocidades altas nas auto-estradas do país. Dizem que elas servem para aumentar o consumo de combustível e, conseqüentemente, a emissão de gases tóxicos na atmosfera.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005