Azar do urubu

Índios que habitam a Terra Indígena de Urubu Branco em Tapirapés, extremo nordeste de Mato Grosso, andam flechando urubus-reis em busca de suas penas. Elas servem como adorno para os meninos que participam da Festa do Rapaz. Calma, não se trata de um baile gay, e sim de uma cerimônia que marca a passagem da adolescência para a idade adulta.

Por Redação ((o))eco
28 de outubro de 2005

Chegou

O Inpe, finalmente, recebeu o CD com os dados da pesquisa que deu no primeiro mapeamento do estrago provocado pelo corte seletivo de madeira na Amazônia com base em imagens de satélite. O trabalho, divulgado em artigo na Revista Science, foi recebido aqui com críticas. Agora, de posse dos dados, os pesquisadores brasileiros poderão rechecar o que chamam de inconsistências da pesquisa

Por Redação ((o))eco
28 de outubro de 2005

Tiro pela culatra

Roberto Waack, presidente da Orsa Florestal, é o novo presidente da Associação dos Produtores Florestais Certificados da Amazônia. Assume o cargo e ganha de “presente” um tremendo abacaxi para descascar. Os madeireiros certificados da região, durante os últimos anos considerados os queridinhos do governo e dos ambientalistas, agora lutam pela sobrevivência. Das dez empresas certificadas que operam no norte do país, sete não puderam trabalhar este ano. Uma fechou e outra ameaça seguir o mesmo caminho. Foram vitimadas por excesso de burocracia por parte do governo, que achou que assim poderia controlar melhor os madeireiros ilegais. Por enquanto, só fez sofrer mesmo quem queria cortar árvore dentro da legalidade.

Por Redação ((o))eco
28 de outubro de 2005

Phalaenopsis

A orquídea é uma dessas Phalaenopsis que se compram em floristas. Mas, em casa, foi usada numa experiência de fotografia panorâmica a curta...

28 de outubro de 2005

Casa da mãe

Seus filhos se recusam a deixar a mordomia de sua casa? Console-se. Os azulões do Oeste, espécie nativa da América do Norte também padecem do mesmo problema. Principalmente quando são “ricos”, isto é, quando o casal consegue amealhar um estoque razoável de comida. Num caso desses, pesquisadores descobriram que é impossível enxotar o filhote para fora do ninho. Quando os pais no entanto tem uma despensa vazia, nem precisam se preocupar com a prole. Ela bate as asas voluntariamente em busca de paragens melhores. A notícia está na National Geographic.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Desastre ambiental

Há cinco anos, fundou-se nos Estados Unidos uma certificadora de construções ambientalmente corretas. Chama-se LEDD (Leadership in Energy and Environmental Design) e nesse tempo todo, apesar do boom que a chamada “arquitetura verde” teve no mercado americano, ela certificou apenas 285 prédios. Nesse mesmo período, o governo criou um programa para orientar a construção civil na busca de casas e edifícios mais eficientes e com ele conseguiu que fossem feitas 20 mil casas com consumo de energia 30% menor e sem custo adicional. A Grist foi tentar descobrir porque o desempenho da LEDD, que veio ao mundo cercada de esperanças, foi tão ruim. Ela comportou-se como um órgão estatal, excessivamente centralizada e burocrática, com uma padrão único de construção para o país inteiro. Deu-se mal.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Dia da caça

Comissão do governo sul africano recomendou o fim da caça em fazendas específicamente criadas para este fim. Elas criam animais nativos em cativeiro e, por um preço alto, soltam os bichos em seus terrenos para serem fuzilados. A comissão diz que do ponto de vista moral, esse tipo de caça é abominável, porque o bicho nascido em cativeiro não só sabe menos que seus “primos” criados na natureza como, cercado, não tem muito por onde tentar escapar. Segundo a Environmental News Service, por razões diferentes, a mesma comissão pediu que a caça nos entornos de parques nacionais fosse proibida. Disse que ela não tem contrôle e nem fiscalização. Difícil imaginar que as proibições, se forem adotadas nesse contexto, consigam ser implementadas.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Calor sem culpa

Outra comissão, esta do governo inglês, pediu subsidios anuais de 20 milhões de libras para incentivar escolas e hospitais a trocarem seus sistemas de aquecimento, hoje dependentes de combustíveis fósseis, para outros que funcionem com lenha. Juram, diz o Guardian, que isso reduzirá as emissões de carbono do país em 3 milhões de toneladas.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Impacto profundo

O futuro da pesca profunda em águas internacionais está sendo intensamente discutida na ONU, informa o Le Monde. Tecnologias novas à disposição dos pesqueiros, como GPS e sonares e equipamentos de pesca, estão colocando a biodiversidade em águas com mais de 100 metros de profundidade, sob ameaça. As Nações Unidas querem antes de tudo chegar

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Rumo ao tetra

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que por três anos seguidos levou seu estado ao posto de campeão do desmatamento na Amazônia, parace disposto a alcançar o tetra. Tudo indica, com uma super mãozinha do governo federal. O Diário de Cuiabá diz que o governador andou por Brasília passando o pires atrás de dinheiro do governo para obras de infra-estrutura. Levou 31 milhões de reais para recauchutar uma estrada, a BR-158, e mais 2,5 milhões para tapar buracos na BR-163.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Documento da seca

Depoimentos, vídeos e fotos da seca na Amazônia podem ser encontrados no site do Greenpeace. Uma equipe de ativistas viajou para alguns dos lugares que mais sofreram com a estiagem para documentar, entre outras coisas, os bancos de areia no rio Solimões e o lago do Rei, perto de Manaus. Com mais de 12 mil hectares de superficie, ele foi reduzido a poças que, somadas, sequer chegam a mil hectares.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005

Há controvérsias

Pesquisadores de todo país que estiveram reunidos no Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca, em Fortaleza (CE), fizeram um abaixo-assinado rejeitando a proposta de suspender a pesca profissional no Pantanal até 2009. Os especialistas questionam as bases científicas que levaram os governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a essa decisão. A Embrapa afirma que, com exceção do pacu, seus estudos não indicaram que os peixes têm diminuído nos rios da região.

Por Redação ((o))eco
27 de outubro de 2005