Início de conversa

A possibilidade de a seca na Amazônia ter alguma variável ligada ao aquecimento global, junto com o furacão Katrina e o relatório da ONU avisando ao mundo para se preparar para mais catástrofes ambientais, animou a cúpula do Ministério do Meio Ambiente (MMA) a abrir conversa sobre o problema dentro do governo. Acham que o Brasil precisa se preparar para prevenir, e eventualmente se adaptar, a problemas de grande impacto que possam ser gerados por distúrbios no clima provocados pela intervenção humana.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Futuro

No governo Lula, de forte viés desenvolvimentista, é possível que essa conversa encontre ouvidos surdos. Mas no final do ano, os técnicos do MMA terão nas mãos um instrumento importante para pelo menos chamar a atenção dos manda-chuvas de Brasília. Trata-se de um estudo de dois anos encomendado em 2003 sobre os prováveis impactos do

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Mapa brasileiro

Junto com esta análise, o governo vai receber o primeiro mapeamento definitivo dos ecossistemas brasileiros. Por enquanto, só dois têm isso, a Mata Atlântica e a Amazônia. Assim mesmo, são incompletos. O da Amazônia, por exemplo, registra desmatamentos, mas não floresta regenerada. Tampouco informa quanto de floresta o país já perdeu.

Por Carolina Elia
14 de outubro de 2005

Energia portátil

Para quem não dispensa os aparatos tecnológicos, a Universidade da Pensilvânia desenvolveu uma mochila com bateria portátil, que serve para...

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Unânimidade científica

O The Seattle Times publica uma reportagem que releva uma questão interessante no debate sobre o aquecimento global. Depois de anos, o fenômeno está deixando de ser controverso. A convergência de opiniões sobre sua existência é impressionante. Pesquisa feita sobre estudos realizados sobre o efeito-estufa entre 1993 e 2003 não encontrou um que não propagasse a certeza de que a interferência humana passou a ser uma variável fundamental do clima no mundo. As divergências ficam por conta de sua severidade, nossa capacidade de consertar o problema e o tempo em que o efeito-estufa se tornará coisa irreversível. O mesmo jornal deixou que seus leitores enviassem perguntas a renomado cientista americano sobre o efeito-estufa. As dúvidas e suas respostas, em inglês, podem ser encontradas aqui.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Boa para a saúde

Pesquisa feita no Canadá diz que, ao contrário do que ouvimos de nossos pais e dizemos aos nossos filhos, maconha faz muito bem ao cérebro. Principalmente se a droga consumida tiver altíssima potência. Uma variante de alto impacto da Cannabis foi injetada durante três meses em ratos e o resultado é que eles tiveram células de seus hipocampos regeneradas. O hipocampo é a região do cérebro responsável pelo aprendizado e pela memória. Pois é, a memória, coisa que todo maconheiro sempre imaginou ser a primeira grande vítima de seu hábito. O segredo para mantê-la viva à base de maconha é não só tragar a substância mais potente que houver, mas fazê-lo em doses regulares. A reportagem é do Toronto Globe & Mail.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Mais condenação

Está na Folha de S. Paulo. Relatório do Banco Mundial questiona, em tom delicado, a necessidade de se fazer a obra da transposição do rio São Francisco. O texto recomenda que o governo brasileiro reflita sobre sua decisão.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Uma no cravo…

O Ibama, que já viu de tudo em termos de agressão ambiental, anda assustado com o que está acontecendo no litoral baiano. Há tantos projetos para a construção de resorts – a maioria financiada por capital português e espanhol – esperando na fila para ganhar licença ambiental, que o órgão resolveu suspender o exame de todas elas por 90 dias. Vai usar o prazo para tentar organizar o que no mínimo parece ser uma imensa bagunça.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

… outra na ferradura

Mas como o mundo não é perfeito, antes de decidir-se pela suspensão, o Ibama liberou a construção de um resort da Ibero Star na Praia do Forte (BA), um dos principais pontos de desova de tartarugas marinhas no Brasil. A obra estava embargada porque e empresa não tomou os cuidados acordados para evitar impactos ambientais. Ela assinou um termo de ajuste de conduta e prometeu implementar medidas para evitar problemas para as tartarugas. A ver.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Incêndio anunciado

As chamas cederam no Acre. Mas os riscos de uma nova queimada no ano que vem como a que aconteceu em 2005 permanecem. Os resíduos de floresta chamuscada que estão espalhados pelo solo tem alta capacidade de combustão e independem de uma nova seca para começar a queimar. Precisam de alguma estiagem e do fogo que os humanos costumam atear para limpar suas roças. Para impedir novo desastre, só hea uma solução: impor programa de queimada-zero na região no ano que vem.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005

Interpretação

Aliás, a seca desse ano no Acre foi tão devastadora que o comandante do Corpo de Bombeiros do estado confessou em reunião com ongs e cientistas, que a maior lição que ele tirou do episódio foi sobre a necessidade de reaprender a interpretar o clima na região. Nada do que ele sempre usou olhando para o céu e sentindo o vento para se adiantar as intempéries do clima deu certo em 2005.

Por Redação ((o))eco
14 de outubro de 2005