Pressão pelas APPs

Ongs de todo o Brasil compareceram à reunião promovida no dia 4 de julho pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), para debater a resolução que permite explorar Áreas de Preservação Permanente (APPs). O clima foi de confronto. Ambientalistas protestaram contra a medida e pediram o adiamento da votação da resolução, para que sejam realizadas audiências públicas. Na sexta-feira, dia 8, o Conama decidiu manter a data da votação nos dias 27 e 28 próximos. Mas disse que o plenário pode deliberar por um novo adiamento.

Por Redação ((o))eco
8 de julho de 2005

As etapas do desmatamento

Essa imagem capturou as várias fases do desmatamento na Amazônîa. Tudo começa com uma estrada, em geral clandestina, que leva as motosserras para...

8 de julho de 2005

Bichos-termômetro

O Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM) vai lançar na semana que vem o livro “Animais como indicadores”. A ong fez um levantamento dos estudos feitos em florestas tropicais ao redor do mundo sobre o comportamento de espécies de animais em habitats devastados. Segundo Claudia Azevedo-Ramos, uma das autoras, alguns bichos servem como termômetros da saúde da mata, e conhecê-los pode simplificar as pesquisas, com redução de custos e pessoal. O livro será lançado durante o encontro anual da Society of Conservation Biology (SCB), em Brasília, de 15 a 19 de julho.

Por Redação ((o))eco
8 de julho de 2005

Promoção e defesa?

Em sua carta mensal aos doadores, a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) do Rio de Janeiro acusa a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA) de extermínio da população de gatos na cidade. Segundo a SUIPA, o órgão da Prefeitura fez sumir gatos do Campo de Santana, no Centro, do Jockey Clube, na Zona Sul, e do Jardim do Méier, na Zona Norte. A Secretaria confirma que, só nesta semana, morreram sete gatos envenenados com chumbinho no Campo de Santana. Mas atribui os assassinatos a moradores e freqüentadores do local.

Por Redação ((o))eco
8 de julho de 2005

Contra a Petrobras

Os índios Huaorani não querem mais diálogo com a Petrobras no Equador. Romperam o contrato firmado com a empresa e dia 12 de julho marcharão pelas ruas de Quito contra a petroleira brasileira. O objetivo será entregar uma carta ao presidente do país. Eles são contra a exploração do Bloco 31, vizinho a terras indígenas no Parque Nacional de Yasuní, e contra a construção de uma estrada na mesma região. A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) afirma que o acordo foi firmado pela gestão anterior sem consulta pública e teme graves impactos ambientais. Como poluição de rios, de solo e desaparecimento de espécies. A CONAIE também acusa a Petrobras de nunca ter cumprido o combinado. Ou seja, pago 200 mil dólares para o financiamento de projetos de desenvolvimento e assistência social para os índios Huaorani. A atuação da Petrobrás no Equador já foi criticada por pesquisadores e Ongs. Em junho, o jornal El Comercio levantou suspeitas de corrupção contra a companhia.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Clima de atentado

No primeiro dia da reunião do G8 – grupo formado pelos oito países mais industrializados do mundo, na Escócia, todas as atenções eram para estar voltadas para as discussões sobre mudanças climáticas. Mas atentados terroristas em Londres roubaram a cena. O primeiro-ministro Tony Blair voou para a capital imediatamente, mas os demais líderes decidiram continuar o encontro. A previsão é que a agenda proposta seja cumprida. Pela manhã, antes do ataque, Blair tomou café da manhã com Bush para discutir aquecimento global. Segundo o The Guardian (gratuito), Blair se concentrou em convencer Bush a dialogar sobre o que fazer depois de 2012, quando os prazos de Kyoto expiram. O presidente americano, que ignora o tratado, disse que aceita entrar na roda desde que países em desenvolvimento também se comprometam a pagar o ônus do aquecimento da terra.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Clima de despedida

Um dos geólogos que mais contribuíram para as teorias de aquecimento global, o americano Gerard C. Bond, faleceu aos 65 anos, em Nova York. Em 1993, ele publicou um estudo revelando que o clima da terra tem ciclos de aquecimento. Ele chegou ao resultado pesquisando o fundo do mar do Atlântico Norte. O The New York Times publicou um obituário.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Encolhida pela ganância

Um tipo de flor de lótus que só nasce nas montanhas altas da China e do Tibet encolheu graças à ação do homem. Elas são valiosas tanto para a medicina tradicional quanto para os turistas, que pagam alguns dólares por um espécime. Resultado: de tanto extraírem os melhores e maiores exemplares das encostas, os bons genes se extinguiram. As flores de hoje são dez centímetros menores que as suas antecessoras, revela o The New York Times (gratuito).

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Efeito Dilma

Apenas duas semanas depois de empossada ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff conquistou vitória emblemática em uma briga que a mobilizava há quase um ano, como ministra das Minas e Energia. A Licença de Operação concedida pelo Ibama no dia 4 de julho libera a hidrelétrica de Barra Grande para encher suas comportas. E, para quem acha que é mania de perseguição julgar que Dilma está por trás disso, convém dar uma olhada no site da senadora Ideli Salvatti, que anunciou a licença antes do Ibama e disse que recebeu a notícia diretamente da Casa Civil. Luiz Felippe Kunz, diretor de Licenciamento do Ibama, nega a influência de Dilma e diz que o órgão agiu com autonomia e tomou a decisão depois de meses de estudos. Só falhou na hora de divulgar a licença.

Por Lorenzo Aldé
7 de julho de 2005

Avança o PL das Florestas

Depois de muito custo, o Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovado na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira, dia 6. A proposta institui novas regras para a exploração privada das florestas, por meio de concessões, e cria uma nova instituição, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Retirado o regime de urgência, o projeto entrou no fim da fila das prioridades na Câmara, e só foi votado no meio da crise graças ao esforço de duas pessoas: Tasso Azevedo, diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, que lutou durante todo o processo para que o projeto tramitasse dentro do prazo, e o deputado Beto Albuquerque, relator do PL, que precisou de muita habilidade para atender a todos os interesses sem ferir o texto original. Agora o projeto vai para o Senado. Se não for modificado, de lá segue para a sanção presidencial e vira lei.

Por Carolina Mourão Lorenzo Aldé
7 de julho de 2005

Corte zero

Em 2006, Mato Grosso, no passo do Curupira, vai servir de laboratório para uma experiência inédita do Ibama no combate ao desmatamento: uma moratória na derrubada de árvores. Na quinta-feira, numa reunião na sede do órgão em Brasília, seu presidente, Marcus Barros, e o interventor no Mato Grosso, Elielson Ayres de Souza, discutem os aspectos legais da portaria que proibirá por um ano qualquer corte do que sobrou de floresta no estado.

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005