Essa imagem capturou as várias fases do desmatamento na Amazônîa. Tudo começa com uma estrada, em geral clandestina, que leva as motosserras para dentro da floresta e traz as toras de volta às serrarias. O solo à esquerda já passou por um corte raso, que poderia muito bem se chamar arraso. Não deixa nada em pé. Sobraram apenas restos de mato, que serão queimados para que ele fique como o terreno da direita, “limpo”, pronto para receber sementes de grãos ou de pasto para gado. A imagem foi feita por Manoel Francisco Brito, em maio, num sobrevôo pelo norte do Mato Grosso à bordo do avião do Greenpeace, com uma câmera Canon D-10 equipada com lente zoom 70mm-210mm.
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