Por fora bela viola…

O Globo Repórter costuma ser uma vitrine das belezas naturais do Brasil, mas no programa de 22 de abril vendeu uma imagem errada ao se equivocar na tradução e na edição da produção francesa “Brésil: un jardin pour la planete” ( Brasil: um jardim para o planeta).Cenas lindas do Pantanal, das Cataratas do Iguaçu e da Mata Atlântica ofuscaram erros detectados por alguns biólogos que integram uma lista de discussão sobre ecoturismo na internet. Segundo os especialistas, um dos equívocos mais grosseiros foi dizer que as piraputangas, peixes muito abundantes na região de Bonito (MS), costumam migrar para a Amazônia no período de reprodução. “Isso só seria possível se eles secretassem gás hélio na bexiga natatória e levitassem como o balão da equipe Ushuaya”, comentou um pesquisador de Campo Grande. O programa também exibiu dados questionáveis como a existência de crocodilos no rio Amazonas e confundiu ariranha com lontra “selvagem” e o peixe cachara com o pintado. Em Bonito, os pesquisadores ficaram conversando em pé dentro do rio Sucuri enquanto todos os visitantes são obrigados a suspender os pés para não remexer o fundo das nascentes. “Pode até ser chatice da minha parte, mas como guia de ecoturismo e bióloga sempre me deparo com erros desta natureza, que só atrapalham o aprendizado do público leigo”, desabafou outra bióloga.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2005

Bota água no feijão

O Banco Mundial divulgou no dia 17 de abril o relatório anual de Indicadores do Desenvolvimento Mundial. Na área ambiental, as preocupações se concentram nas conseqüências do crescimento populacional previsto para 2030: mais dois bilhões de pessoas querendo casa, comida, água e energia. Isso demandará crescimento econômico, mas se este não acontecer de forma sustentável, protegendo o meio ambiente, os efeitos sobre a pobreza e a qualidade de vida humana serão desastrosos, alerta o documento. Boa parte de suas 400 páginas é composta por tabelas sobre agricultura, emissão de carbono, crescimento urbano e por estatísticas que comparam a situação dos países mais ricos com a dos mais pobres. O Brasil é citado várias vezes.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2005

Brasil Ambiental

Empresas que promovem ações de preservação da natureza ganharam um prazo extra para participarem do Prêmio Brasil Ambiental da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Lançado este ano, o Prêmio vai selecionar projetos da iniciativa privada em seis categorias: Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), Educação Ambiental, Energia, Florestas, Gestão da Água e Gestão de Resíduos Sólidos. Podem se inscrever empresas de todo o Brasil, e não há necessidade de ser filiado à Câmara de Comércio. As inscrições foram prorrogadas até o dia 17 de junho.

Por Lorenzo Aldé
25 de abril de 2005

Fim do ambientalismo?

Nesta sexta-feira, dia 22 de abril, será celebrado mais um Dia da Terra. A data foi comemorada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1970 e se voce tem apenas vaga idéia que ela existe e nenhuma idéia sobre o fato de que ela está fazendo 35 anos, console-se. Segundo texto na Slate assinado por

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

Fim de uma era

O Guardian teve acesso a reunião exclusivíssima, patrocinada por bancos suíços, na qual o principal orador foi Collin Campbell, um irlandês que passou a vida trabalhando para petrolíferas e há alguns anos fundou em Londres o Centro de Análise sobre o Esgotamento do Petróleo. Campbell insiste que o mundo precisa se preparar para o fim do combustível fóssil e, segundo a reportagem, foi basicamente isso que ele repetiu para a banqueirada. Ele estima que a produção mundial de petróleo deverá atingir seu pico no ano que vem, no máximo em 2007, e que daí para a frente seremos obrigados a enfrentar a necessidade de, ou diminuir seu consumo, ou simplesmente buscar novas alternativas de energia em larga escala. O fim do petróleo não virá de maneira brusca. O declínio de seu uso durará anos a fio. Mas Campbell diz que a mudança afetará o planeta de maneira que agora é simplesmente impossível prever.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

Respirar tem preço

A poluição do ar custa anualmente aos habitantes da Califórnia meio bilhão de dólares. O cálculo baseia-se no custo de tratamento de pessoas cuja saúde fica debilitada pela qualidade do ar e na perda de sua capacidade produtiva. Os hospitais do estado recebem todo ano milhares de pacientes com problemas causados pelo ar que respiram, diz reportagem na Environmental News Service.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

Efeito contra

Outra reportagem no mesmo Guardian conta que células-tronco usadas para curar doenças podem ter o efeito contrário se permanecerem em desenvolvimento for a do corpo humano por muito tempo. Dois estudos dizem que, nessas condições, elas acabam se tornando cancerígenas.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

Infestação

O The Wall Street Journal (só para assinantes) tem ótima reportagem sobre um problema ambiental que está assustando a indústria hoteleira americana: a proliferação de insetos nos quartos de hóspedes. Mais especificamente, o nome científico da dor de cabeça é Cimex Lecturalius, um besourinho que tem predileção especial por camas de hotéis, onde de noite sugam o sangue de hóspedes desavisados. O Cimex sempre foi um sério problema e não é à toa que, nos Estados Unidos, os hotéis, em conjunto, são os maiores consumidores de inseticida, mais até do que a agricultura. Ele se espalha pelos hotéis do país viajando nas bagagens e roupas de turistas. A diferença é que agora a sua difusão saiu do controle, principalemnte porque os inseticidas usados para combatê-la deixaram de fazer efeito. Há vários hotéis americanos enfrentando processos de hóspedes por causa dos bichinhos.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

Mais uma maldição de múmia?

Morreu o diretor do grupo que examina múmia de guerreiro da Idade do Gelo encontrada nos Alpes há 14 anos. É o quinto dos cientistas envolvidos com o exame dos restos mortais de mais de cinco mil anos de idade. Sua morte deixou a comunidade acadêmica européia ressabiada, diz reportagem no Guardian. Embora não haja qualquer comprovação científica, temem estar diante de nova maldição de múmia.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

O cortador de pelicanos

Autoridades federais na Califórnia estão oferecendo uma ecompensa de 6 mil dólares a quem der informações sobre a pessoa que anda cortando a faca as bolsas do bico de pelicanos marrons. Os ataques, diz o The Los Angeles Times (área gratuita), começaram em março e cinco dessas aves, que está ameaçada de extinção, foram feridas. Todas se recuperam em hospital veterinário e, por enquanto, passam bem.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

Magro é ruim

Esqueça tudo que voce aprendeu sobre as maravilhas de ser magro. Cientistas e estatísticos do Instituto Nacional do Câncer e do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos divulgaram pesquisa indicando que um pouco de gordura em excesso faz bem à saúde. Gorduchos têm risco de morte menor que os magricelos. A notícia é do The New York Times (gratuito, pede cadastro).

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005

O samba do orgânico louco

O crescimento do mercado de produtos orgânicos nos Estados Unidos está enlouquecendo os consumidores, conta reportagem no The Wall Street Journal (só para assinantes). Eles agora têm que lidar com termos como “biodinâmicos” ou “além do orgânico” e não têm certeza extamente sobre quem certifica a origem dos produtos. A confusão faz parte do marketing agressivo dos produtores para se manterem na cabeça, e nos estômagos, de seus clientes potenciais.

Por Manoel Francisco Brito
22 de abril de 2005