Truque

Manobra legislativa urdida no gabinete da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e acordada com os deputados que fazem parte da Comissão que vai analisar o projeto de lei sobre Gestão de Florestas Públicas, evitou novo choque entre o governo Lula e o Congresso. O prazo para que a Comissão Especial da Câmara dos Deputados apreciasse o projeto de lei em regime de urgência constitucional terminava no dia 7 de abril. A partir daí, ele passaria a trancar a pauta do Legislativo. Marina cedeu aos argumentos dos deputados, que queriam mais tempo para examinar o texto. Mas apenas em parte. No dia 6 deu entrada num pedido para retirá-lo do regime de urgência. Quarenta e oito horas depois, voltou a entrar com o pedido de urgência. Os deputados membros da Comissão agora têm até meados de maio para encaminhar o assunto. Mas prometeram à ministra que encerram os trabalhos ainda em abril. A ver.

Por Redação ((o))eco
8 de abril de 2005

Reações

Dos três debates que já ocorreram, o que menos agradou ao pessoal do governo encarregado de fazer o projeto de lei passar pelo Congresso foi o de Roraima. A maioria dos presentes era de ruralistas, que fizeram muito barulho contra o texto. No Amazonas, a reunião foi tranquila embora os deputados do PC do B que estavam na reunião insistissem em ver no projeto riscos de internacionalização da Amazônia. Rondônia, onde a audiência tinha muitos madeireiros na platéia, o projeto recebeu apoio maciço.

Por Redação ((o))eco
8 de abril de 2005

Gotas

A folha amanheceu orvalhada pela chuva que caiu a noite inteira em Itatiaia. E Marcos Sá Corrêa fotografou-a com câmera digital Canon 20D,...

8 de abril de 2005

Adote

A campanha Adote uma Montanha estréia em âmbito nacional no sábado, dia 9 de abril, com o Dia da Montanha Limpa. A organização do projeto planejou...

Por andreia Andreia Fanzeres
7 de abril de 2005

Pneu x Pneu

Estreou em horário nobre, nos principais canais de TV aberta, uma campanha movida pela Abip contra a Anip. A primeira representa os fabricantes de pneus remoldados, a segunda os fabricantes de pneus novos. A Abip encaminhou uma representação criminal à Procuradoria da República, acusando as maiores empresas do ramo no Brasil – Pirelli, Firestone e Goodyear – de não cumprirem a obrigação de recolher do meio ambiente um pneu descartado para cada pneu novo que produzem. A ação denuncia também o presidente do Ibama, Marcus Barros, por prevaricação em benefício das multinacionais. Este é mais um capítulo da guerra pública travada entre os segmentos de pneus novos e usados no Brasil. Em fevereiro, os fabricantes de remoldados conseguiram tirar do ar uma propaganda de TV que retratava esses pneus como uma ameaça ao consumidor. A peça mostrava um jovem que no fim revelava, por baixo de uma máscara, um rosto de múmia, insinuando a baixa qualidade dos remoldados. A Anip tirou as imagens da múmia mas mantém no ar uma campanha de esclarecimento.

Por Lorenzo Aldé
7 de abril de 2005

Árvores para o Afeganistão

O governo afegão anunciou na última semana de março uma ofensiva “verde” cuja principal arma será o plantio de 4, 5 milhões de árvores na capital, Kabul, ainda este ano. A operação vai custar um milhão de dólares e teve uma contribuição de 200 mil dólares do governo americano que, tudo indica, não tem intenção

Por Manoel Francisco Brito
6 de abril de 2005

Limpe-se as águas

A Suprema Corte da Califórnia não se seduziu com os argumentos econômicos apresentados pelas cidades de Burbank e Los Angeles para justificar a resistência de suas prefeituras em manter as águas locais limpas. Ambas insistiam que o cumprimento da regulação estadual e federal sobre a qualidade da água custava muito dinheiro e afugentava os investidores em projetos imobiliários, conta o The Los Angeles Times (área gratuita). Melhor assim, responderam os juízes, ordenando que os prefeitos cumpram as deteminações regulatórias.

Por Manoel Francisco Brito
6 de abril de 2005

Bedim exonera

Foi exonerada nesta terça-feira, 5 de abril, Sylvia de Souza Shada, chefe da Estação Ecológica (Esec) dos Tamoios, em Angra dos Reis (RJ). A Estação Ecológica está prestes a inaugurar sua nova sede, construída com recursos de compensação ambiental, e a instaurar seu conselho consultivo. Sylvia atribui seu afastamento às recentes denúncias contra o gerente executivo do Ibama no Rio de Janeiro, Edson Bedim, publicadas aqui no O Eco. Na região de Angra, o Ministério Público investiga ao menos três casos em que Edson Bedim é suspeito de facilitar acordos extra-judiciais liberando construções em áreas protegidas. Segundo a ex-chefe da Esec dos Tamoios, Bedim alega que ela se aliou a seus desafetos políticos e ao Ministério Público para prejudicá-lo. É a segunda vez que Sylvia é exonerada por Bedim. Em 2003, foi afastada da chefia do Escritório Regional do Ibama em Angra. “Eu estava incomodando”, resume.

Por Lorenzo Aldé
5 de abril de 2005

Expedição on-line

Os brasileiros Rodrigo Raineri e Vitor Negrete já começaram a expedição ao Monte Everest sem o uso de oxigênio suplementar. No momento estão em...

Por andreia Andreia Fanzeres
5 de abril de 2005

Psicopatas

A autora de América fechou qualquer possibilidade de discussão com os defensores dos animais desde que recebeu mais de 8 mil mensagens que, além de a acusarem de apologia aos rodeios, evocaram o assassinato de sua filha Daniela Perez, chegando a elogiar os homicidas e publicar fotos do crime. Glória Perez diz que, já na sinopse original da novela, estava prevista a inclusão na trama de uma ONG de defensores de animais que faria o contraponto ao mundo dos rodeios e colocaria essa atividade em discussão. No entanto, de tão indignada que ficou com a ação desse “grupo de psicopatas”, desistiu da ONG ficcional, mas ainda planeja colocar no ar uma campanha sobre bons tratos a animais. “Lamento pelos animais: nunca uma causa tão nobre teve ‘defensores’ tão pequenos nem tão medíocres”, afirma ela em sua página no Orkut. No dia 7 de abril, manifestações em várias cidades farão críticas aos rodeios da novela (ver nota abaixo).

Por Lorenzo Aldé
5 de abril de 2005

Comoção

Quase toda novela da Globo exibida em horário nobre consegue gerar comoção nacional ao tratar de certos temas. Mas, no caso de América, o tiro está saindo pela culatra. Liderados pela organização não-governamental inglesa WSPA (World Society for the Protection of Animals), ativistas de pelo menos 15 cidades brasileiras planejam manifestações no dia 7 de abril contra a “glamourização do rodeio”. Diversos fóruns de mídia independente na Internet não falam em outra coisa e têm altas pretensões: acham que podem liderar um boicote nacional à novela de Glória Perez. A emissora se defende, informando que tem um acordo com o Conselho Regional de Veterinária para garantir que nos rodeios cenográficos de América nenhum animal sofra maus-tratos. As cidades que já confirmaram protestos são Recife, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, São Caetano do Sul, Bauru, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Curitiba, Florianópolis, Blumenau, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió e Vila Velha.

Por andreia Andreia Fanzeres
5 de abril de 2005

Consumidoras ecológicas

Um perfil das consumidoras brasileiras feito pelo LatinPanel para a revista SuperHiper, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), revela que 21% delas se dizem preocupadas com o meio ambiente e a saúde. Elas representam 23% das vendas. As mulheres são responsáveis pelas decisões de compra relativas a entre 70% e 80% das vendas de supermercado (entre R$ 49 bilhões e R$ 56 bilhões), daí o interesse nesse perfil. Essas mulheres sensíveis ao meio ambiente e à saúde, as “ecológicas”, se preocupam “com a procedência dos produtos que levam para casa”, têm até 29 anos (25%) e 50 anos ou mais (25%) e estão concentradas nas classes A e B, que representam 31% das consumidoras “ecológicas”. A quase totalidade delas, 99%, procura produtos saudáveis e acredita que os produtos naturais são mais saudáveis. Outros números: 98% estão preocupadas com os danos ao meio ambiente causados por agrotóxicos; 96% procuram comprar produtos que não prejudiquem o meio ambiente e estão dispostas a pagar mais por comida saudável; 93% lêem o rótulo dos produtos antes de comprá-los; 79% compram produtos orgânicos sempre que podem; 76% proibiriam, se pudessem, o comércio de produtos geneticamente modificados; 61% separam lixo reciclável de não-reciclável; 48% acham que os produtos com poucas calorias têm o mesmo sabor dos normais. Essas consumidoras são consideradas “as três faces que mais agregam valor aos serviços e produtos do auto-serviço: as preocupadas com o meio ambiente e a saúde (21% do total e 23% do consumo); as orientadas para marcas (13,7% da população pesquisada e 14% do consumo); e as pesquisadoras de preços e promoções (20,7% do total e 19% do consumo)”, diz a revista. Detalhe: os 23% do total de vendas que as ecológicas movimentam representam R$ 16 bilhões por ano.

Por andreia Andreia Fanzeres
5 de abril de 2005