As duas rodas da revolução

O automóvel ainda impera nas cidades do planeta, mas as “magrelas” ocupam cada vez mais o necessário espaço no transporte urbano. Parece até eco das palavras do etnólogo francês Marc Augé em seu livro Elogio da bicicleta: "É o germe de uma nova utopia que penetrou fundo na juventude”. Tanto é assim, ao menos em países do Velho Mundo, que mais de cem cidades espanholas fundaram este ano uma rede de apoio a esse transporte limpo, silencioso e amigável. Para conhecer, basta clicar em www.bicicletapublica.org

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2009

Mais de 200 mil usuários

Barcelona é uma das metrópoles espanholas que mais tem investido no ciclismo. Seu sistema Bicing (foto) já tem mais de 200 mil usuários satisfeitos em percorrer a cidade na base das pedaladas. O trânsito da capital catalã também flui facilmente graças a metrôs, ônibus (muito a biocombustível) e outros equipamentos de transporte público. A cidade também tem uma das maiores taxas européias de uso de lambretas. E cruzando a fronteira ao norte, chega-se a Paris, onde 20 mil bicicletas estão à disposição do público.

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2009

Turismo na magrela

Outra realidade de dar inveja aos brazucas é o turismo em duas rodas. Nas grandes cidades européias, agências oferecem aluguel ou pacotes a preços competitivos para que os turistas exercitem as pernas enquanto descobrem os segredos de cada região. Também há cursos para quem nunca pilotou uma bicicleta e roteiros especiais, desviando para bares, festas e praias. Para conhecer algumas dessas iniciativas, clique em www.barcelonaciclotour.com, www.barcelonarentabike.com ou www.bybike.info

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2009

Ciclismo

A febre espanhola pelo ciclismo também ganha força com o movimento Bicicrítica, que pede aos políticos da ocasião para destinar mais recursos a abertura de ciclovias e para facilitar a compra de bicicletas. Esta semana, cerca de dois mil manifestantes percorreram trechos da capital espanhola Madrid, pedalando e divulgando suas bem vindas reivindicações. Mais informações em http://bicicritica.ourproject.org/web/

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2009

Jamanxim sob pressão

Floresta Nacional do Jamanxim (PA), criada há 3 anos para tentar conter o desmatamento no eixo da BR-163, nunca foi garantia de preservação e hoje sofre pressão para redução de seus limites.

Por Andreia Fanzeres
31 de agosto de 2009

Mundo das aranhas

As aranhas estão por toda a parte. Em áreas urbanas ou na natureza, fotografá-las pode gerar lindas imagens. Mas não basta aproximar a câmera. Conheça algumas dicas preciosas.

Por Palê Zuppani
28 de agosto de 2009

Do Brasil para o mundo

Neste final de semana parte do litoral sul paulista o 4º Cruzeiro Teste organizado pelo Projeto Albatroz e pela não-governamental Bird Life International para avaliar o desempenho do toriline brasileiro, uma ferramenta usada em pescarias de alto mar para afugentar aves marinhas, principalmente albatrozes, e, assim, evitar que morram presas aos anzóis. A expedição dura cerca de 30 dias. Atualmente, o toriline regulamentado por organizações internacionais de conservação de espécies de peixes marinhos é o modelo americano, diferente do brasileiro em vários aspectos.  No entanto, a pesquisa do Projeto Albatroz tem mostrado a ferramenta desenvolvida no país é mais eficiente. Resultados preliminares indicam que o toriline brasileiro atinge uma extensão aérea maior do que o americano, o que significa que em uma maior área a visibilidade do anzol pela ave é dificultada, impedindo, assim, que elas mergulhem para pegar o pescado e fiquem presas nos anzóis. Estimativas indicam que cerca de 300 mil aves marinhas morram anualmente em todo mundo presas a anzóis de pesca. Se comprovado que o modelo brasileiro é melhor que o americano, a tecnologia do país poderá ser adotada mundialmente. O recém criado Ministério da Pesca já se mostrou interessado nos trabalhos e, atualmente, o Projeto Albatroz estuda a realização de uma parceria. Leia mais: O massacre de aves marinhas  

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2009

Sylvia Earle, os oceanos e muito mais

Para quem ainda não conhece, aqui vai uma dica aos que procuram novas idéias e soluções para transformar o planeta. O site da não-governamental TED (Tecnologia, Entretenimento e Design) disponibiliza 450 vídeos com os ganhadores do prêmio conferido anualmente pela organização. Entre eles está a imperdível palestra da oceanógrafa Syilvia Earle, que em 50 anos de explorações e pesquisas mergulhou em 90% dos oceanos comercialmente exploráveis e mostrou ao mundo o rápido declínio da vida marinha. Os vídeos vêm com legendas em cinco idiomas, inclusive o português. Vale a pena conferir.

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2009

Adaptar é mais caro do que parece

Um estudo liderado por um dos coordenadores do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Martin Parry, afirma que os custos para a adaptação mundial devem atingir valores duas ou três vezes maiores do que o inicialmente estipulado. De acordo com a Convenção Quadro Das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), as nações precisariam desembolsar, juntas, algo entre 40 e 170 bilhões de dólares – o equivalente a três jogos olímpicos por ano. Parry diz, porém, que esta conta foi realizada com muita rapidez e não levou em consideração setores como energia, mineração, turismo e ecossistemas. Ter a certeza sobre os números reais, avisa o documento, é fundamental para a formação de um acordo justo em Copenhage, no mês de dezembro.

Por Redação ((o))eco
27 de agosto de 2009