As emissões de monóxido de carbono (CO2) das indústrias brasileiras cresceram 77% em apenas 13 anos. Já no setor energético, este número cresceu 49%. Estes são os resultados de uma estimativa de emissões feita pelo Ministério do Meio Ambiente e divulgada no início da tarde de hoje (27). O levantamento do governo indica que entre 1994 e 2007 houve aumento significativo no número de termoelétricas instaladas no país, uma das fontes de energia mais poluentes que existem. No início da década de 1990, as termoelétricas emitiam 10,8 milhões de toneladas de CO2. Em 2007 esse número passou para 24,1 milhões.
Na indústria, o principal vilão é o cimento, responsável por 7,8 milhões de toneladas de gás carbônico. Outro setor que aumentou bastante suas emissões foi o rodoviário, com 59% de acréscimo no período analisado. Os números apresentados hoje farão parte do segundo inventário brasileiro de emissões, previsto para ser divulgado até dezembro deste ano. As emissões provocadas pelo desmatamento, uma das principais fontes, ainda não foram divulgadas.
Os resultados apresentados hoje contradizem o discurso do próprio governo, que ostenta a imagem de um país com matriz energética limpa e insiste em não assumir uma posição mais clara no que diz respeito à adoção de metas de redução de emissões.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Concessão inédita em gleba pública testa novo modelo de gestão para florestas na Amazônia
Edital para a Gleba Castanho leva concessões a terras públicas não destinadas e reacende debate sobre governança, controle territorial e combate ao desmatamento →
Recifes, jubartes e a conta global da proteção marinha
A biodiversidade marinha que conecta o litoral brasileiro a desafios climáticos e metas internacionais de conservação →
A quem interessa minerar terras raras no Rio Grande do Sul?
Podemos reconhecer nossas riquezas que não necessitam de mineração, como a biodiversidade do Pampa e os ecótonos presentes na transição para a Mata Atlântica →


