Banco de dados

O Instituto Maramar, ONG ambientalista sediada em Santos, no litoral paulista, está pedindo uma mãozinha de pesquisadores e organizações correlatas para criar um banco de dados da macroregião da Baixada Santista. As informações irão subsidiar o projeto de criação de uma Unidade de Conservação no Canal de Bertioga e Manguezais, dos municípios de Guarujá, Santos e Bertioga, que hoje sofrem com poluição e pressão da expansão portuária. Segundo Fabrício Gandini, presidente do Maramar, a proposta já recebeu posição favorável do Ministério do Meio Ambiente. Os dados – sobre fauna, flora, infra-estrutura, questão fundiária, entre outros – podem ser enviados para o e-mail [email protected].

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Minc atômico

Depois de lançar seu pacote de aceleração do licenciamento ambiental, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (22) que a licença prévia para retomada da construção da Usina Nuclear de Angra 3 será concedida amanhã (23) pelo Ibama. Ele garantiu que a licença trará a solução definitiva para o lixo nuclear.

Por Gustavo Faleiros
22 de julho de 2008

Baixa performance

Relatório publicado hoje sobre auditoria feita no Banco Mundial diz que a instituição e suas duas afiliadas – o IFC e MIGA – ainda terão muito trabalho pela frente para garantir que seus financiamentos a governos e grupos privados não causarão impactos negativos no meio ambiente. As conclusões da auditoria, levada a cabo por técnicos do próprio banco, está disponível para download em cinco línguas diferentes. Tem inclusive versão em português.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

O pior são os governos

A auditoria analisou 400 bilhões de dólares de empréstimos realizados entre 1990 e 2007 e concluiu que apesar de melhoras, a importância dada às questões ambientais no processo decisório da instituição ainda é baixa e enfrenta uma série de obstáculos. O principal deles é externo: o desinteresse de empresários em relação ao meio ambiente e a incapacidade institucional de governo em fazer cumprir as cláusulas ambientas de empréstimos obtidos junto ao banco.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Leitura

Lula e Dilma Roussef, o casal PAC, não têm, portanto, desculpa para deixar de ao menos passar os olhos no texto da auditoria. Lá, poderão ver que o desenvolvimentismo desenfreado é rota certa para o desastre ambiental.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Nem o beabá

Aparentemente, segundo o relatório, o Banco Mundial nem tem bem uma idéia do que são investimentos ambientais. Dos 6 mil 792 projetos auditados, 2 mil 401, com uma valor total de 59 bilhões de dólares, foram oficialmente classificados como investimentos diretos em meio ambiente e gestão de recursos naturais. Um exame mais detido, no entanto, revelou que apenas uma minoria, com recursos equivalentes a 18.2 bilhões de dólares, poderiam ser incluídos nessa rubrica.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

O banco não é tão melhor

Mas o meio ambiente também sofre por conta de problemas internos ao Banco Mundial. Segundo o relatório da auditoria, além da falta de interesse, não há monitoramento e muito menos cobrança quanto à sustentabilidade de longo prazo dos projetos aprovados. A organização interna do banco, baseada em países e não áreas geográficas também é outro fator de dificuldades, pois boa parte dos projetos que são financiados têm impacto além de fronteiras nacionais.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

De$matamento

A auditoria deteve-se em projetos do Banco e suas afiliadas em países considerados pobres, localizados na África e Sudeste da Ásia, e emergentes, entre eles India, Rússia, China e Brasil. No período analisado, nós fomos o terceiro país com mais empréstimos aprovados pelo banco, 356, que somados trouxeram para cá investimentos de mais de 38 bilhões de dólares. Um bom pedaço dessa grana financiou o desmatamento recente da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Jirau homologado

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou nesta terça o polêmico projeto da Usina de Jirau, a segunda no Rio Madeira (RO). Depois de vencer o leilão de concessão, o consórcio formado por Suez Energy, Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul tirou da manga grandes alterações no projeto. Seria a única forma de manter o preço de venda da energia, e de quebra cortar impactos ambientais, dizem as empresas. Se o disparate for aceito pelo governo, pode-se abrir grave precedente para mudanças drásticas em outros projetos, desacreditando o processo de licenciamento ambiental. dizem fontes ambientalistas.

Por Gustavo Faleiros
22 de julho de 2008

Terceiro

Será dia 28 a terceira tentativa do governo de leiloar os já famosos bois piratas. São 3.046 das mais de 10 mil cabeças apreendidas na Estação Ecológica da Terra do Meio (PA), na Amazônia. A última cotação para o gado foi de R$ 3,151 milhões. Para os fracassos nas vendas, o Ministério do Meio Ambiente aponta como causas o preço, o custo do transporte e o anúncio, por políticos da região, de que sua retirada não seria pacífica. "Toda a segurança necessária à retirada dos animais será dada ao ganhador do leilão", disse o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, em nota distribuída ontem à noite. Um novo preço para a boiada será anunciado esta semana, considerando as circunstâncias de venda e o valor praticado na região.

Por Gustavo Faleiros
22 de julho de 2008

Precaução para escanteio

Nesta segunda-feira o Superior Tribunal de Justiça suspendeu a liminar que embargava as obras da usina hidrelétrica de Mauá (361MW), no rio Tibagi (PR). A decisão cancela a exigência de elaboração e cumprimento da Avaliação Ambiental Integrada (AAI), uma antiga reivindicação dos movimentos ambientais contra a tentativa de barrar um dos últimos rios sem usinas do estado. Para o ministro Humberto Gomes de Barros, a condicionante atrasa a geração de energia, podendo causar problemas de abastecimento ao país.

Por Gustavo Faleiros
22 de julho de 2008

Megabiodiversidade

A região prevista para a construção do barramento é considerada por pesquisadores uma das áreas mais importantes do Paraná para conservação da biodiversidade.

Por Gustavo Faleiros
22 de julho de 2008