Vai que dá

Em São Francisco, nos Estados Unidos, tira o carro da garagem quem quer. A cidade foi nomeada a mais “caminhável” do país pelo site Walk Score, que cruza dados do Google Maps com os serviços oferecidos nas regiões. Por caminhável entenda-se um local em que há padarias, supermercados, parques e tudo mais que um mortal precisa para sobreviver neste mundo, espalhados por todo canto. Ou seja, uma área em que basta dar alguns passos e seus anseios caseiros estão resolvidos. No ranking, Nova York ficou em segundo lugar e Boston em terceiro. Conforme mostra o jornal San Francisco Chronicle, o Walk Score estimula as pessoas a trocarem o veículo pelas canelas, em prol da saúde e do meio ambiente. Mas como se sabe, ainda tem muita gente que prefere o auxílio do volante para comprar um jornal na esquina.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2008

De galho em galho

Com as mudanças climáticas estreitando os habitats de inúmeras espécies, um grupo de cientistas diz que a melhor saída pode ser arrumar as malas e levar bichos e plantas para novas áreas. O plano, chamado de migração assistida, está sendo planejado por um grupo de cientistas britânicos, americanos e australianos. A equipe admite os riscos de se misturar populações que não costumam conviver juntas, mas acredita que o transporte de certas espécies para regiões menos vulneráveis será uma necessidade cada vez mais real. Eles afirmam que as interações biológicas seriam minuciosamente estudadas para que os novos moradores não incomodem os antigos. E afirmam que esta seria a última saída para espécies que estão prestes a bater as botas. A versão online da revista Science dá mais detalhes da empreitada.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2008

Sobre as águas

Os cientistas já avisaram que não falta muito para o sertão virar mar. E os arquitetos, que não são bobos nem nada, já botaram a prancheta para funcionar. O jornal britânico The Guardian dá uma pequena amostra do que está passando pela cabeça de projetistas nesse contexto de aquecimento global e avanço do mar. Conforme mostram as ilustrações, as cidades flutuantes poderiam abrigar até 60 mil pessoas e estariam ali, boiando tranquilamente, no meio dos oceanos. Para os críticos, os trabalhos são uma beleza, mas não sairão do papel.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2008

Rastro Negro

O Ibama de Mato Grosso do Sul acaba de divulgar os números da terceira etapa da operação “Rastro Negro Pantanal”, que vem rastreando a origem do carvão vegetal usado pelas siderúrgicas do Estado. Assim como nas etapas anteriores da operação, a MMX foi a estrela da festa. Segundo o Ibama, 90% dos fornecedores da siderúrgica de Eike Batista operavam na ilegalidade, transportavam cargas em excesso ou sem cobertura legal. O saldo da fraude alcança a cifra de 30 mil m³ de carvão, o que representa impacto em 1,5 mil hectares de florestas nativas.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Conivência geral

De acordo com nota emitida pelo Ibama de Corumbá, os carvoeiros eram orientados a atuar fora da lei por “consultores técnicos e jurídicos experientes” e contava com a conivência de proprietários rurais. No total, foram autuadas 66 carvoarias e 10 proprietários rurais. As multas aplicadas chegam a 15 milhões de reais.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Histórico de multas

O rastreamento foi feito após o órgão aplicar duas novas multas à empresa de Eike: uma de 15 milhões novamente pela compra de carvão ilegal e outra de 10 milhões por agir em desacordo com sua licença de operação pela terceira vez. Em maio, a MMX já havia sido multada em 250 mil por comprar carvão produzido a partir de desmatamento recente na região do Pantanal, valor que se somou aos 3 milhões de outras duas multas aplicadas em fevereiro pelo mesmo motivo. Em novembro do ano passado, Eike teve de desembolsar 1 milhão de reais, por comprar o produto de uma carvoaria que supostamente operava em terra indígena.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Defesa

O diretor de operações da MMX, Vitor Feitosa, negou que a empresa trabalhe à margem da lei. Segundo ele, todo o carvão adquirido, está coberto por um DOF e que não cabe à MMX fiscalizar cada vendedor. O diretor ainda alegou que é normal que haja um excesso de carga nos caminhões, mas que toda constatação desta diferença foi comunicada ao Ibama. Até o momento, a Operação Rastro Negro Pantanal emitiu 228 milhões em multas.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Licenciamento nos estados

O Diário Oficial da União desta sexta está recheado de informações sobre as mudanças no licenciamento ambiental federal, anunciadas ontem pelo ministro Carlos Minc. Uma dessas medidas é a criação de núcleos de licenciamento nas superintendências do Ibama nos estados para dar apoio técnico, administrativo e logístico. A novidade é que poderão realizar inteiramente o processo de licenciamento nos casos de empreendimentos de “impacto pouco significativo”. Também saiu no DOU a autorização para o concurso de contratação de 250 novos analistas ambientais para os quadros do Ibama e Instuto Chico Mendes.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Faltam cabeças

A coletiva de ontem, capitaneada pelo ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, foi o segundo pacote anunciado pelo governo envolvendo áreas que ainda não possuem dirigentes. A cadeira da Diretoria de Licenciamento do Ibama segue vazia. O mineiro Sebastião Pires já foi apresentado a técnicos da área e passou rapidamente na entrevista dessa quinta, mas seu nome ainda não é confirmado. Há poucos dias, Minc colocou em campo promessas para melhorar a situação das 299 reservas ecológicas federais. O Instituto Chico Mendes segue com presidente-interino.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Espécies no estrangeiro

O Instituto Chico Mendes determinou que as instituições estrangeiras que queiram trabalhar com animais presentes na lista oficial de espécies ameaçadas devem ter autorização do órgão federal. Através de um acordo de empréstimo de manejo os interessados deverão reconhecer que esses indivíduos estão sob a tutela do governo brasileiro. Quem já tiver acordos antigos, firmados pelo Ibama ou o extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), tem um ano para se adequar à norma.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Aqui não

A Justiça Federal de Marabá (PA) anulou a compra e venda de 3,9 milhões de hectares de terras em São Félix do Xingu pela empresa norte-americana Allied Cambridge LCC e sua filial brasileira, a Worldwide Ecological Handling Timber Corporation Ltda. As terras eram griladas e pertenciam a uma reserva indígena kaiapó. "Grande parte do desmatamento na Amazônia é causado por ocupações irregulares de terras públicas, seja por posseiros ou mesmo empresas estrangeiras. O poder público precisa aumentar a retomada de terras se quiser efetivamente controlar a floresta”, afirma o procurador da República Marco Mazzoni.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008

Áreas úmidas em pauta

Começa neste domingo em Cuiabá a 8ª Conferência Internacional de Áreas Úmidas. Realizada a cada quatro anos, reunirá pesquisadores de mais de 25 países e, na mesma oportunidade, a nata brasileira que estuda o Pantanal. O evento discutirá especialmente espécies invasoras, emissões de gases em áreas úmidas, impactos da agricultura e da pecuária sobre essas regiões, além de debater pesca, proteção de cabeceiras, saúde dos rios, eficiência e estratégias conservação no Pantanal. O encontro termina no dia 25 de julho.

Por Gustavo Faleiros
18 de julho de 2008