Choro

Pecuaristas e donos de frigoríficos de Mato Grosso pediram ao governador Blairo Maggi que interceda junto ao Ministério do Meio Ambiente por facilitações de financiamento. O procurador-geral do estado, João Vigílio Nascimento, evocou à secularidade da pecuária em Mato Grosso, quando não havia necessidade de licenciamento ambiental, para comentar que o setor está preocupado com normas ambientais mais restritivas. Uma delas é a necessidade de rastreamento de bois para o abate. Maggi, é claro, acolheu as reivindicações dos pecuaristas. →

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

Antes tarde do que nunca

Uma área de restinga de quatro mil metros quadrados em Porto Seguro que em 2002 virou campo de golfe para a diversão de sócios-empreendedores do Porto Bello Praia Hotel se tornou, seis anos depois, alvo de uma ação movida pelo Ministério Público Federal na Bahia. Segundo o MPF, a obra não foi autorizada pelo Ibama nem pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), que tombou o trecho de praia. Os órgãos chegaram a embargar o empreendimento, mas os réus descumpriram a medida. E ficou por isso mesmo. →

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

Exceções do fogo

O Ibama e a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul publicaram nesta terça-feira portaria conjunta em que proíbem, até o dia 30 de setembro toda e qualquer queima controlada no estado. Mas para tudo há exceções. Queimadas em canaviais com o método despalhador ficam de fora, assim como a queima de palhada resultante da colheita mecanizada de sementes e queima controlada promovida por cursos de capacitação. →

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

Litoral sujo

Uma trombada entre dois cargueiros na costa de Punta del Este (Uruguai) derramou petróleo no mar, o que está infernizando a vida de pessoas e pingüins de várias espécies. Cerca de 500 aves já foram encontradas mortas em mais de duzentos quilômetros de litoral, entre São José do Norte (Rio Grande do Sul) e o país vizinho. Técnicos da Fundação Universidade de Rio Grande (RS) ajudam a salvar alguns animais com o pêlo coberto de óleo. Por volta de 200 deles estão em recuperação. Uma equipe da instituição seguiu até a cidade uruguaia de Maldonado. →

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

A montanha vai a Maomé

Um time brazuca visitará as cidades chinesas de Macau e Pequim entre os dias 7 e 9 para abrir oportunidades de investimentos em áreas como biocombustíveis. “Cidades chinesas (...) poderão se beneficiar da melhoria da qualidade do ar pelo uso do etanol nos veículos. A abertura do mercado consumidor chinês para o etanol poderá alavancar vultosos investimentos, com geração de emprego e renda para as zonas rural e urbana do Brasil”, diz o diretor de Cana-de-açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Alexandre Strapasson. →

Por Gustavo Faleiros
1 de julho de 2008

Carteira da preservação

Criada em novembro de 2006 pelo Ibama, em parceria com o Ministério Público Federal e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, a Carteira Fauna Brasil tem o objetivo de levantar recursos e investí-los em projetos de conservação de animais silvestres e recursos pesqueiros. Até agora, 2,7 milhões de reais oriundos de um Termo de Compromisso assinado entre o Ibama e empresas responsáveis por estudos sísmicos para a prospecção de petróleo já foram injetados em sete iniciativas de proteção à fauna marinha. Elas estão em diferentes locais da costa brasileira. →

Por Gustavo Faleiros
30 de junho de 2008

Primeira vez

A boa notícia é que, pela primeira vez, a carteira gerida pelo Funbio vai receber recursos provenientes de uma sanção penal – caminho previsto ainda em 2006, assim como doações de pessoas física ou jurídica. Vencido pelo Procurador da República do Estado do Ceará, o processo obriga o réu (que não foi divulgado) a pagar uma quantia igual a 50 mil reais diretamente à bolsa através de um boleto bancário preenchido pela internet. →

Por Gustavo Faleiros
30 de junho de 2008

Sujeira no canavial

Para não dizer que não avisou - "Tremei, poluidores. Tremei!" - o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulga amanhã mais uma ação contra empresas que cometeram crimes ambientais. Depois das siderúrgicas que compravam carvão do Pantanal, e dos pecuaristas com bois dentre das áreas protegidas, são as usinas de açúcar e alcool que entram na mira do Ibama. Nesta terça, o ministro dá detalhes sobre infrações cometidas por 24 sucroalcooleiras localizadas em Pernambuco. →

Por Gustavo Faleiros
30 de junho de 2008

Salgada como açúcar

As produtoras de açúcar e álcool vão tomar uma multa salgada. Cada uma terá que pagar 5 milhões de reais e os responsáveis responderão a Ação Civil. As multas devem-se ao desrespeito dos plantios de cana às áreas de preservação permanente (APPs). →

Por Gustavo Faleiros
30 de junho de 2008

Califórnia em chamas

As últimas semanas não estão sendo fáceis para os bombeiros da Califórnia. O estado norte-americano tem enfrentado uma onda de incêndios que já devastou milhares de hectares de vegetação, além de deixar um enorme rastro de fumaça pelos ares. Com imagens de satélite, a NASA identificou pelo menos 34 focos de labaredas em florestas da região. Mas devido à fumaceira formada com as queimadas, que impedem um olhar mais apurado, o órgão acredita que o número esteja subestimado. O fogo começou a se alastrar pelo estado logo no início do verão, facilitado pela combinação da seca e de raios que caíram nas matas, conforme mostra um vídeo da Reuters. →

Por Redação ((o))eco
30 de junho de 2008

Desperdício

Criado no início dos anos 90, quando a conferência Eco-92 passou por aqui, o Programa Piloto para Conservação de Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) deixou a desejar. Com o objetivo de arrecadar recursos nacionais e internacionais para serem aplicados em programas de conservação, o PPG7 acumulou US$ 402 milhões nesse trajeto. Mas por falta de projetos ou pelo atraso na execução deles, o governo brasileiro deixou de usar 30% deste valor. Conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo, US$ 125 milhões que vieram de mãos estrangeiras não têm para onde ir ou foram devolvidos aos doadores por o prazo de aplicação ter estourado. O governo alega que parte da bolada foi, sim, encaminhada a projetos e outra parcela sequer teria chegado aos cofres do país. Além disso, informa que estão sendo feitas negociações para que as doações estrangeiras sejam redirecionadas ao polêmico Programa Amazônia Sustentável (PAS). →

Por Redação ((o))eco
30 de junho de 2008