Veto ao atum

Aperitivos como o patê de atum podem estar com os dias contados, se depender de grupos ambientalistas internacionais, reunidos desde a última segunda-feira na Cidade do Panamá para o encontro anual da Comissão Interamericana do Atum Tropical. Preocupados com o rápido declínio de várias espécies de atum no Pacífico, os grupos solicitaram à Comissão que sigam os conselhos de seus próprios cientistas e adotem medidas enérgicas de conservação, como o encerramento da pesca. A medida foi sugerida porque, a cada dia, a procura pelo pescado se eleva, o que promove queda nas populações e no tamanho médio do peixe capturado. Tudo isso agravado pelo fato de que, atualmente, só existe uma associação que promove a pesca “sustentável” no mundo, diz notícia do jornal britânico The Independent. →

Por Redação ((o))eco
24 de junho de 2008

Reflexo negativo

O comércio asiático de barbatanas de tubarões tem crescido a todo vapor. E o que isso tem a ver com o Brasil? Tudo, se considerado que o crescimento da demanda oriental tem refletido em águas brasileiras. Segundo números oficiais, somente em 2007, o Brasil exportou cerca de 131 toneladas de barbatanas, o equivalente a dois milhões de dólares. O resultado desse comércio é o declínio em até 95% na população do cação listrado, queda de 80% da população de cação-anjo e cação-viola no litoral sul do país e declínio anual de 18,4% na população de cação-quati, espécie do litoral norte do país ameaçada em extinção, por exemplo. A pesca indiscriminada é favorecida pela falta de legislação restritiva brasileira, já que, por aqui, não é crime caçar tubarões. A única proibição é a prática do “finning” – a retirada da barbatana em alto-mar com descarte do animal –, que não é mais realizado no Brasil em grande escala, diz notícia da Folha Online. →

Por Redação ((o))eco
24 de junho de 2008

Carro emprestado

Depois de espalhar bicicletas públicas por Paris, o prefeito da cidade francesa, Bertrand Delanoë, pretende ir mais longe. O próximo passo é botar nas ruas da capital uma comitiva de quatro mil veículos elétricos para servir aos moradores. O sistema é semelhante ao das magrelas, bastando pegar o veículo, pagar uma taxa pelo uso e deixá-lo em um dos 700 pontos pré-determinados. A novidade só começaria a funcionar a partir do ano que vem, mas tem gente que já desaprovou a idéia, mostra a Grist. O argumento é que com a facilidade de se pegar um automóvel, as pessoas deixariam de lado a pedalada, inchando o tráfego de veículos. →

Por Redação ((o))eco
24 de junho de 2008

Contra o carvão

Responsável por difundir oficialmente o conceito de aquecimento global, o cientista James Hansen, da NASA, avisou a quem quisesse ouvir no Congresso americano que o mundo tem a última chance de tentar reverter a crise ambiental planetária. E para tal, o especialista propôs que as usinas termelétricas a carvão que não filtram seus gases emitidos devem ser banidas do mundo até 2030. Como a tecnologia ainda é muito incipiente, a enorme maioria deveria mesmo fechar as portas. Hansen ainda sublinhou que as usinas alimentadas com o carburante sujo sequer devem ser cogitadas como opção daqui para frente. A notícia é do New York Times. →

Por Redação ((o))eco
24 de junho de 2008

Boiadeiro

Hoje, em Brasília, o governo divulga os resultados preliminares de sua operação Boi Pirata, criada para apreender gado que pasta sobre terra pública na Amazônia. A primeira incursão foi na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, e a apreensão de gado fez com que muita gente que tinha boi pastando lá dentro tangesse suas cabeças para outro lugar. Ao todo foram apreendidos 3,1 mil bois na área protegida. →

Por Gustavo Faleiros
24 de junho de 2008

Impraticável

O resultado não é ruim, mas vai ser muito difícil levar essa operação adiante. Afinal, a logísitca para apreender bois é um pesadelo, custa caro, e por tudo isso é muito difícil mantê-la no longo prazo. Há, dentro do governo, quem defenda uma saída alternativa para mantê-la funcionando: ao invés de apreender, marcar o gado para impedir sua comercialização. →

Por Gustavo Faleiros
24 de junho de 2008

Maio na Amazônia

Vêm aí os números de maio sobre o desmatamento na Amazônia. O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, sai na quarta-feira. Quem viu os números diz que o desmatamento na região, ao contrário do que se esperava, recuou no cômputo geral. A maior queda aconteceu no Mato Grosso de Blairo Maggi. Mas calma. Fora isso, o SAD vai mostrar que ainda não há razões para aplausos. Pelo contrário. →

Por Gustavo Faleiros
24 de junho de 2008

Situação ruim

A queda de maio é insuficiente para anular a tendência de alta que vinha se registrando desde agosto. Mais grave, ela não é fruto de ação governamental. Longe disso. Sessenta por cento do desmatamento ocorrido no mês passado deu-se justamente nos 36 municípios da região considerados críticos pelo governo federal e para onde, desde fevereiro, ele deslocou centenas de fiscais e policiais federais. É mais uma prova de que Brasília continua sem saber como se impor na Amazônia. →

Por Gustavo Faleiros
24 de junho de 2008

Barril santo

A redução no ritmo do corte deve-se, sobretudo, a um inusitado aliado: a alta do barril de petróleo. O preço das commodities agrícolas está alto, mas não tão alto quanto o preço de insumos como fertilizantes, fundamentais para quem desmata pensando em plantar grãos. Não é à toa que boa parte do desmatamento de maio foi flagrado em áreas de pecuária. Pasto usa como fertilizante as cinzas da floresta derrubada. →

Por Gustavo Faleiros
24 de junho de 2008

Pressão 163

O SAD vai mostrar também que o governo não só não tem autoridade sobre a Amazônia como também mal controla suas áreas protegidas. A pressão sobre elas continua crescendo, sobretudo naquelas que estão no entorno da BR-163. →

Por Gustavo Faleiros
24 de junho de 2008

Parabéns pra você

Hoje, 23 de junho, faz exatos 20 anos que o conceito de aquecimento global fez sua estréia oficial. Aconteceu num discurso do cientista James Hansen, da Nasa, no subcomitê de energia do Senado americano, na época presidido pelo agora ex-senador e cruzado anti-efeito estufa Al Gore. O discurso de Hansen foi importante porque pela primeira vez um cientista ousou dizer, em público, o que seus colegas vinham sussurrando há pelo menos uma década nos corredores da academia da Europa e Estados Unidos. →

Por Gustavo Faleiros
23 de junho de 2008

Ameaçadas

Essa riqueza é considerada alta para o Cerrado e, segundo Valadão, se deve à heterogeneidade de ambientes dentro dos 28.700 hectares protegidos da Serra das Araras. Em 288 horas de observação, o biólogo encontrou ainda mais oito espécies ameaçadas de extinção, como o socó-boi-escuro (Tigrisoma fasciatum), o araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus), a águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), o bicudo (Oryzoborus maximiliani), o papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta) e a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus). →

Por Redação ((o))eco
23 de junho de 2008