Ponta do iceberg

A multa aplicada pelo Ibama ao empresário sueco-britâncio Johan Eliasch na última semana mostrou que o problema da compra de terras por estrangeiros – e o mal uso delas – é bem maior do que se imagina. Um levantamento feito pelo Incra mostrou que os estrangeiros estão comprando propriedades rurais em todos os estados do Brasil. O Mato Grosso é o que tem maior área de terra em mãos gringas: 1.377 propriedades espalhadas em uma área de 754,7 mil hectares. São Paulo, por sua vez, é o campeão em número de propriedades em nome de pessoas de outras nacionalidades. São 11.424 terrenos, que, somados, representam 504,7 mil hectares. Além destes “campeões”, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Goiás também figuram no topo da lista do Incra, diz notícia da Folha Online. Do total de 5,5 milhões de hectares registrados em nome de estrangeiros, somente 3,8 milhões já foram organizados em seus estados.

Por Redação ((o))eco
9 de junho de 2008

Modelos perfeitos

Suas formas estranhas e cores que contrastam com os troncos e raízes onde crescem fazem dos fungos ótimos modelos para as lentes de fotógrafos...

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Que história é essa?

Surpresos com a notícia de que a ONG Cool Earth, do empresário sueco Johan Eliasch, vem angariando fundos para conservar áreas das Reserva s Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino (MT), os proprietários divulgaram nota pedindo aos responsáveis detalhes do suposto negócio. Querem saber que história é essa de projetos e prestação de contas. As solicitações para retirdada de sua área do site da organização está registrada em boletim de ocorrencia policial.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Mesma tecla

Em seminário na Universidade Federal de Mato Grosso, o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Meio Ambiente repetiu mais uma vez a mesma apresentação criticando os números do DETER. Questionado sobre o motivo que levou o estado a conferir, com seu esforço máximo de 47 agentes e sem metodologia reconhecida, os pontos de desmatamentos divulgados em janeiro, Salatiel Araujo respondeu que “o INPE não tem tido retorno das equipes do Ibama que vão a campo verificar, então o estado teve que se mobilizar para fazer isso ”. Ah, bom.

Por Aldem Bourscheit
6 de junho de 2008

Lembrete

Desde que foram estabelecidas as bases operativas do Ibama na Amazonia, os fiscais se guiam cotidianamente pelos pontos do DETER para notificar, autuar e embargar desmatamentos.

Por Aldem Bourscheit
6 de junho de 2008

Preocupação forçada

Os resultados da pesquisa também mostram que as ações governamentais surgem efeito nos médio e longo prazos. É o caso, por exemplo, do apagão de 2001. Pelo temor de um novo racionamento, a população nacional se preocupa um pouco mais com o uso da energia elétrica. Além disso, 25% dos entrevistados afirmam fazer separação do lixo, mas o sistema público de coleta ainda é bastante precário.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Três planetas

Pesquisa realizada pelo WWF-Brasil em parceria com o Ibope chegou a um resultado categórico: se a população mundial seguisse os padrões de consumo das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas para suportar a pressão aos recursos naturais. Divulgado nesta quinta-feira, o estudo se baseou em perguntas sobre destinação do lixo, uso de energia elétrica e água, hábitos de compras em supermercados, tipo de domicílio, entre outros.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Limpeza

O parlamento alemão aprovou, nesta sexta-feira, uma emenda que pretende aumentar a porcentagem de eletricidade gerada a partir de fontes renováveis. Atualmente, a matriz energética do país é composta com 13% de potência gerada a partir do vento, do sol e companhia. Até 2030, no entanto, a expectativa é que esse número cresça para 30%. De acordo com o governo alemão, haverá mais incentivos para a instalação de parques eólicos no continente e nos mares, além de novos projetos de energia limpa. O acordo será selado e entrará em vigor no primeiro dia do próximo ano.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Mal na fita

Quando o assunto é Amazônia, a imagem do Brasil no exterior anda mesmo feia. Em uma reportagem intitulada “Bem-vindo à nossa selva que encolhe”, a revista britânica The Economist afirma que é quase impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta porque praticamente não há controle sobre a propriedade de terras da região. Para embasar sua tese, a publicação cita a tribo encontrada no final do ano passado perto da fronteira do Peru que nunca teve contato com a civilização. “Os membros da tribo fotografada recentemente não são os únicos que não reconhecem a soberania do Brasil na Amazônia”, diz a reportagem. Ao citar as possíveis causas do desmatamento, a revista ainda comenta sobre os desafios que o “hiperativo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc” terá.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Participação estrangeira

A prática da derrubada ilegal de árvores na floresta Amazônica não é exclusividade dos brasileiros. Ontem, a madeireira Gethal, do empresário sueco-britânico Johan Eliasch, foi multada pelo Ibama em nada menos que 450 milhões de reais por transportar e comercializar cerca de 700 mil m³ de madeira nobre da floresta na região de Manicoré (AM) – algo em torno de 230 mil árvores. Além de chamar a atenção pelo valor, a aplicação das multas reascende um debate que vem se arrastando há vários meses: a compra de terras da Amazônia por estrangeiros. Há algum tempo, Eliach e sua esposa, a socialite brasileira Ana Paula Junqueira, deram entrevistas para jornais do mundo inteiro alardeando a compra de uma área de 160 mil hectares na Amazônia, lembra a Folha Online. O Incra estuda pedir o cancelamento dos registros das terras se for encontrada alguma irregularidade. Os advogados do empresário informaram que as terras estão em nome do grupo Gethal, mas não deram detalhes sobre a participação de Eliasch na empresa.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

EIA cibernético

Dentro em breve, a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) poderá ser agilizada pelo uso de um sistema computacional inteligente criado especificamente para a tarefa. Esta é a promessa de um grupo de investigadores espanhóis da Universidade de Granada, que desde 1998 vem trabalhando no novo sistema. Até o momento, o programa foi aplicado com sucesso em atividades como exploração mineral, mas esta sendo ampliado para outras ações humanas, diz notícia da agência EFE. A idéia do grupo é que o sistema – capaz de realizar cálculos complexos para análise e estudo das variáveis que influenciam na interação do homem com o meio ambiente – tenha validade internacional. O otimismo é tanto que eles até estão trabalhando na proposta de uma “ontologia geral” do programa.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008

Fim de um país

O presidente de Kiribati, uma pequena nação insular do Pacífico Sul, aproveitou o Dia do Meio Ambiente para anunciar a derrota de seu país frente ao aquecimento global. Anote Tong pediu ajuda internacional para que a população comece a ser evacuada, e afirmou que não existe outra opção: “Não queremos acreditar nisso. Nos dá uma profunda sensação de frustração. Mas o que fazer?”. Segundo o jornal The Independent, a previsão é que Kiribati fique completamente inabitável dentro de 50 a 60 anos. O avanço da água salgada tem destruído os cultivos e contaminado os estoques de água doce, e as áreas mais altas da região estão a menos de dois metros acima do nível do mar. “Precisamos achar um lugar mais alto. Mas, no momento, os únicos disponíveis são os coqueiros”, lamentou Tong.

Por Redação ((o))eco
6 de junho de 2008