Magoei

Antes mesmo de assumir o ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc já garantiu a antipatia de Blairo Maggi. Numa entrevista à Folha de S. Paulo, o governador de Mato Grosso disse estar decepcionado com as declarações de Minc de que ele plantaria soja até nos Andes: “Ele não me conhece, não conhece o Mato Grosso e a Amazônia”, atirou. O governador ironizou as ações contra o desmatamento na região (“Você pega uns garotos novos, [...] dá uma roupa de policial, uma metralhadora, e ele chega aqui achando que vem salvar o mundo) e justificou as derrubadas dizendo que “não se faz omelete sem quebrar ovos”. Para não perder o hábito, Maggi voltou a desqualificar os dados oficiais de devastação e, apesar do desentendimento com o novo ministro, afirmou que espera uma visitinha sua no estado.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Tour verde

O grupo de rock Radiohead tem garantido algumas linhas na imprensa internacional pela postura verde que vem adotando. Por causa da pegada de carbono, os ingleses já deixaram de se apresentar em shows e em programas de TV, e buscam alternativas para que suas viagens não maltratem tanto o meio ambiente. Desde o início de maio, a banda botou no ar um blog para debater com os fãs essa questão. O site tem uma calculadora de carbono para que cada um veja o tamanho do pecado ambiental que está cometendo ao resolver sair de casa para assistir aos espetáculos. Para dar uma mãozinha aos espectadores, o grupo procura se apresentar apenas em locais de fácil acesso, para que as pessoas possam optar pelo transporte público.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

É hoje

Já saiu no Diário Oficial da União desta terça-feira a nomeação do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Nesta tarde ele participa de um série de solenidades para marcar a sua chegada ao cargo. Em primeiro lugar, inaugurará a galeria dos ministros no novo prédio do MMA em Brasília e depois tomará oficialmente posse no Palácio do Planalto.

Por Gustavo Faleiros
27 de maio de 2008

Boiada

O presidente Lula assina nesta terça às 18h mais uma Medida Provisória. Essa fará uma reestruturação de pai para filho na eterna dívida do setor rural, ainda visto como futuro do País, mesmo com boa parte ainda atuando em moldes medievais e com desrespeito à legislação ambiental. Não bastando a nova rolada do débito, Lula também enviará ao Congresso um Projeto de Lei Complementar criando um tal Fundo de Catástrofe. A idéia palaciana é criar um tipo de resseguro para o setor agrícola, a ser acionado em caso de perdas de safra por causa de desastres naturais.

Por Gustavo Faleiros
27 de maio de 2008

Exemplo brasileiro

Essa cautela não pautou a apresentação brasileira no evento paralelo na COP 9 “Biocombustíveis no Brasil”. Na última quinta, representantes do governo deram exemplos positivos da produção de biocombustiveis no país. O diretor -substituto do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do MAPA, José Nilton de Souza Vieira citou que o uso de energia renovável no Brasil economiza 110 milhões de barris de óleo por ano. Já o pesquisador da Embrapa João Veloso afirmou que metade da produção de soja do sul do país está nas mãos de pequenos produtores. Detalhes no blog da WWF-Brasil.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

Biocombustíveis na África

Foi lançado hoje em Bonn, na Alemanha, um estudo que avalia os riscos da expansão da plantação de biocombustíveis em áreas consideradas hotspots de biodiversidade na África. O estudo, assinado pela organização Wetlands International, simula os impactos esperados desta produção especialmente em áreas úmidas do continente em 2020. Palma e cana de açúcar são as espécies mais cotadas e sua necessidade de água coloca, de acordo com o estudo, áreas de floresta tropical pouco habitadas no front de ameaça.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

O outro lado

Para ninguém esquecer que a produção de cana de açúcar e soja não são essa maravilha toda, aconteceu hoje em Bonn a apresentação “Agrocombustíveis no Brasil – Uma visão crítica da sociedade civil”, encabeçada pelo Greenpeace e as organizações Terra de Direitos, Centro Ecológico e lideranças comunitárias.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

Parque das Baleias

O Instituto Chico Mendes marcou para o dia 5 de junho, as 13h30, a realização de uma audiência pública em Anchieta (ES) para discutir o estudo de impacto ambiental de atividades petrolíferas nas regiões Parque das Baleias e Campo de Catuá, na bacia de Campos.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

Sem limites

Há poucos dias o governo gaúcho liberou uma licença prévia à Aracruz, para ampliar a produção de celulose em sua fábrica às margens do Lago Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre. Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS, o licenciamento extrapola os limites de poluição fixados na Resolução Conama 382/2006. O caso foi denunciado ao Ministério Público Estadual. A obra deve começar em julho, ampliando a produção de 450 mil toneladas/ano para 1,8 milhão de toneladas de celulose/ano.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

Adiados

Os dados do desmatamento da Amazônia do mês de abril, monitorados pelo sistema Deter, que seriam divulgados hoje de acordo com o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, não têm data para saírem. O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, responsável pelos números, vai apresentar os dados ao ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende antes do anúncio.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

Sala de situação

Com a proximidade da temporada de queimadas, o Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PrevFogo) informou que está formando uma sala de situação para acompanhar os focos de calor e agilizar o combate nas áreas atingidas. A sala de situação será formada por representantes do Prev-Fogo, das diretorias de Proteção e Planejamento do Ibama e das diretorias de Unidades de Conservação de Proteção Integral, de Uso Sustentável e de Planejamento do Instituto Chico Mendes.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008

Amazônia à venda

Desde 2006 e por baixo dos panos, um empresário sueco vem soprando no ouvido de parceiros internacionais uma idéia bastante vistosa: comprar terras e mais terras na Amazônia. Segundo um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) revelado pelo jornal O Globo, Johan Eliasch – consultor do primeiro-ministro inglês Gordon Brown – espalhou para o empresariado estrangeiro que “seriam necessários apenas US$ 50 bilhões para adquirir toda a floresta”. Apesar de não estarem esclarecidas, as intenções do sueco arrepiaram muita gente por aqui. Eliasch é co-fundador da ONG Cool Earth, que desde o ano passado integra a listinha negra do Ministério da Justiça, por suspeitas de irregularidades na região amazônica.

Por Redação ((o))eco
26 de maio de 2008