Mais para menos

Ao lamentar ontem a insuficiência de áreas protegidas no mundo, o ministro do meio ambiente alemão, Sigmar Gabriel, atribuiu a questão à inadequação entre países ricos com pouco a proteger, e pobres com muita biodiversidade. Por isso lembrou que a Life Web Initiative pretende criar um esquema de parceria global entre doadores e países que querem captar fundos para áreas protegidas. Sigmar Gabriel anunciou que a Alemanha já disponibilizou 40 milhões de euros e convidou outros países a fazerem o mesmo.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

Transferência tecnológica

A necessidade de transferência de tecnologia entre os países para proteção da biodiversidade foi outro ponto discordante nas primeiras discussões. Noruega e Canadá defenderam uma opção voluntária nesse sentido. A posição brasileira foi por acordos de desenvolvimento tecnológico regionais. Enquanto a União Européia falou em parcerias de longo prazo com organizações internacionais para transferência de tecnologia. Muitos países em desenvolvimento disseram que a questão deveria ser balizada nas necessidades locais de cada nação.

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21 de maio de 2008

Florestas pelo Clima

Foi mais ou menos na linha da proposta alemã que o Greenpeace apresentou ontem em Bonn o plano “Florestas pelo Clima”, com o diferencial de não só envolver áreas protegidas, mas missões nada triviais como acabar com o desmatamento, além de respeito a povos indígenas e populações tradicionais. Divulgado na Convenção do Clima, em Bali, em dezembro de 2007, a proposta quer arrecadar recursos na ordem de 14 bilhões de euros por ano para reduzir as emissões provenientes de desmatamento. Países como os africanos, Brasil e Indonésia teriam que, em contrapartida, apresentar dados que comprovassem a diminuição progressiva dos desmates.

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21 de maio de 2008

Gastar melhor

O diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, ressaltou a importância de fazer melhor uso dos mecanismos internacionais já existentes para captação e aplicação de recursos na conservação, antes de criar novos. O GEF, por exemplo, fundo criado para implementar os objetivos da Convenção de Diversidade Biológica (GEF) nasceu com o propósito de ter 77 bilhões de dólares. Hoje, trabalha com apenas 10% disso.

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21 de maio de 2008

Reação

O comissário de meio ambiente da União Européia, Stavros Dimas, promete apresentar, até o final do mes, proposta para obrigar os varejistas a apresentar certificado de origem para qualquer produto de madeira tropical à venda no continente. A regulação precisará ser aprovada pelos governos dos países da União.

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21 de maio de 2008

Depilação

Harrison Ford, que está para voltar às telas na pele de Indiana Jones, também está num comercial da Conservação Internacional depilando o peito para falar em defesa da florestas tropicas úmidas do mundo. Ford fala da importância dessas matas para mitigar o aquecimento global e enquanto é depilado, passa um recado. “Qualquer pedaço de floresta tropical cortada lá... dói aqui”, diz apontando para o pedaço de seu corpo que acaba de ser pelado.

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21 de maio de 2008

Confusão

A idéia de se exigir certificado de origem, se passar, deverá colocar o mercado de madeira tropical na Europa de pernas para o ar. Investigação do Greenpeace feita no ano passado mostrou que 300 empresas holandesas que trabalham com madeira tropical não tinham idéia de onde vinha sua matéria prima. Por outro lado, obrigar a ponta do consumo a certificar a legalidade da madeira tropical certamente ajudará a fechar os mercados para a extração ilegal de lugares como a Amazônia brasileira.

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21 de maio de 2008

Processo

O ex-deputado estadual pelo PT cearense e atual consultor do Greenpeace, João Alfredo Telles Melo, está sendo levado aos tribunais pela secretária de meio ambiente da prefeitura petista de Fortaleza, Daniela Martins. Ela não gostou das críticas que recebeu de João Alfredo pela concessão de licenciamento ambiental para a construção de um prédio em área de preservação permanente, às margens do rio Cocó.

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20 de maio de 2008

Sem risco

Para o presidente Lula não sair dizendo que o relatório da GISP é conspiração das petrolíferas, seus autores livram a cara da cana, exótica plantada em larga escala no Brasil, e de outras duas nativas nossas também usadas para fazer biocombustível, o amendoim e a mandioca. Todas têm risco baixo de virarem pragas.

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20 de maio de 2008

Invasoras

O Programa Global de Espécies Invasivas (GISP) alerta em relatório recém-lançado que diversas espécies com potencial para a produção de biocombustíveis, se plantadas em larga escala, podem virar pragas e destruir a biodiversidade. O estudo aponta que três plantas que vêm sendo plantadas no Brasil por conta da febre dos biocombustíveis – duas delas nativas, a mamona e o pinhao roxo, e uma exótica, o dendezeiro – são de altíssimo risco.

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20 de maio de 2008

Em defesa da sociedade

Mais de 140 organizações internacionais da sociedade civil elaboraram, antes da abertura da 9ª Conferencia das Partes (COP9), um documento em que se posicionam sobre diversos assuntos. Eles defendem que os países devem investir em mais financiamentos públicos para pequenos agricultores, proibir a produção industrial de agrocombustíveis e assegurar soberania de comunidades locais e indígenas sobre recursos genéticos e conhecimento tradicional.

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20 de maio de 2008

Manobra

Daniela, pelo visto, não tem nada para enxovalhar a reputação do ex-deputado na justiça. Sua ação pede apenas explicações “para aparelhar o futuro e eventual ajuizamento de ação penal condenatória, nos casos de crimes contra a honra". Tem toda a pinta de ser apenas um instrumento de intimidação. O Ministério Público Estadual tem ação contra o licenciamento ambiental dado ao prédio. Mas ao que se saiba, a secretária de meio ambiente de Fortaleza não abriu processo contra o órgão. Só contra João Alfredo.

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20 de maio de 2008