Petar – 50 anos

Em um ano marcado por vários dissabores provocados pelo fechamento de 36 cavernas que não tinham plano de manejo, o Parque Turístico do Alto Ribeira (Petar) comemorou 50 anos. A data oficial foi a última segunda-feira (19/05), mas as comemorações foram realizadas no sábado, com direito a bolo e clima de festa. Durante o evento, não faltaram os bonitos discursos, como o do Secretário Estadual o Meio Ambiente, Xico Graziano, que, apropriando-se da famosa frase de Juscelino Kubitschek – ainda mais otimista – soltou o slogan “Cinqüenta anos em dois”, “porque em dois anos o Petar estará duas vezes melhor”, disse.

Por Redação ((o))eco
20 de maio de 2008

Área verde em SP

A capital paulista vai ganhar, na próxima semana, um novo parque público de 286 mil m², no centro do Jardim Anália Franco, no Tatuapé. O novo parque já está pronto e hoje é comandado pela Fundação Centro Educativo, Recreativo e Esportivo do Trabalhador (Ceret), de responsabilidade do Estado. A transformação da área em parque municipal foi possível a partir de uma representação do Estado ao Ministério Público denunciando uma série de supostas irregularidades praticadas pelo conselho de administração do Ceret, como desvio de verbas e depósito irregular de entulhos. O Estado pediu o afastamento deles e a responsabilidade da área será transferida para a Prefeitura. O ex-presidente do conselho negou as acusações. O novo parque terá a maior área verde da cidade.

Por Redação ((o))eco
20 de maio de 2008

Tremei!

Minc não conseguiu exatamente o que queria, mas chegou perto. Sua proposta de destacar o exército para a proteção de reservas na Amazônia não foi aceita por Lula. No entanto, para que ele não saísse tão insatisfeito, o presidente sugeriu que o futuro ministro do Meio Ambiente pense na criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe. Além deste pedido, Carlos Minc levou “quase uma dezena” de outras sugestões ao Palácio do Planalto, entre elas o compromisso de manter a resolução do Conselho Monetário Nacional de veto à liberação de crédito oficial para quem estiver envolvido em crimes contra o meio ambiente. Segundo notícia do Estadão, em seu encontro com Lula, Minc não deixou o jeito performático de lado, nem as frases de efeito. Em uma ameaça aos poluidores, chegou a soltar essa: “Tremei, poluidores, tremei! Vai todo mundo para a cadeia. E terão de plantar muitas árvores. Serei intolerante com o crime ambiental”.

Por Redação ((o))eco
20 de maio de 2008

Limites da Amazônia

Os produtores rurais da região Amazônica e o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, devem estar rindo à toa das últimas declarações do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Em evento realizado em Cuiabá, Stephanes defendeu a revisão da portaria 96, do Ministério do Meio Ambiente, que estabeleceu a lista de municípios pertencentes ao bioma Amazônico e sobre os quais recairão novas exigências de regularidade ambiental à concessão de crédito, a partir de 1° de julho. Para o ministro, a portaria "trouxe problemas" à economia da região e tem de ser revista. As declarações caíram como uma luva aos anseios dos grandes produtores, que já avisaram que vão parar por não terem condições de cumprir as regras de licenciamento. Segundo a Folha Online, Stephanes não quis incentivar o desmatamento, mas pediu que a questão seja analisada com "racionalidade, não com preconceito".

Por Redação ((o))eco
20 de maio de 2008

Bebê pinguim

Todos os dias, as biólogas Caitlin Hume e Heather Urquhart têm uma rotina que se assemelha muito com a de uma mãe. Chegam do trabalho, preparam comidinha para a cria e levantam durante a noite para conferir se está tudo bem. O diferencial é que o bebê em questão é um... pingüim. Rejeitado por seus pais quando veio ao mundo, o pequeno animal de quase 40 dias entra diariamente numa bolsa térmica para fazer o trajeto laboratório-casa, já que precisa de cuidados constantes para não morrer. Conforme mostra o International Herald Tribune numa galeria de fotos, a ave nasceu no aquário New England, onde deve ser reintroduzida no final de maio.

Por Redação ((o))eco
20 de maio de 2008

Auto-sustentáveis

Isolados numa ilha britânica, o casal Michael e Dorothy Rea tem a consciência tranqüila em relação aos problemas ambientais anunciados pelo mundo. Afinal, em comparação com o resto dos mortais, a dupla contribui pouco, muito pouco com as mudanças no clima. A eletricidade que chega na casa de três quartos, apelidada de “Zero-Carbon”, vem de duas fontes: sol e vento. O carro não recebe um pingo de gasolina, pois é movido com a energia emprestada dessa produção caseira. E a comida que vai para a mesa é feita ali mesmo, no quintal, sem agressões ao solo. A equipe do Guardian foi ver de perto as acomodações, e além de constatar que o modo de vida dos Rea está atraindo olhares estrangeiros, percebeu que o casal não precisou virar hippie para alcançar resultados. A reportagem está disponível em texto e vídeo.

Por Redação ((o))eco
20 de maio de 2008

Grande lobo

Nesta segunda, na coletiva de imprensa sobre o leilão da Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), o ministro de Minas e Energia Edison Lobão não perdeu a oportunidade de dar uma mordidinha no licenciamento ambiental, eterna arena para bate-boca entre todos os descontentes com os rumos do desenvolvimento nacional. Ele espera que, com Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente, a concessão de licenças ambientais seja menos demorada. Por outro lado, o grande lobo esqueceu de comentar sobre os vários processos para criação de reservas e parques parados nos escaninhos de sua pasta. Será preciso mudar o Ministro de Minas e Energia para que essas unidades de conservação sejam criadas?

Por Gustavo Faleiros
20 de maio de 2008

Aterrando

Carlos Minc assume o Ministério do Meio Ambiente - MMA na próxima semana, mas o Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama segue firme em suas atividades. Uma proposta aprovada em câmara técnica promete alterar a Resolução 308/2002 e dispensar estudos de impacto ambiental para aterros em 80% dos municípios brasileiros, com população de até 30 mil habitantes. Tal medida interessa a órgãos estaduais e municipais de meio ambiente, aos ministérios das Cidades, da Saúde e da Integração Nacional. Conforme nota do MMA, o objetivo da proposta é atenuar a burocracia do licenciamento sem abrir mão da boa qualidade do projeto. A proposta segue para as câmaras de Saúde e de Assuntos Jurídicos do Conama e, em seguida, ao plenário.

Por Gustavo Faleiros
20 de maio de 2008

Vamos com calma

As sete usinas hidrelétricas que se insinuam para o rio Tabagi, no Paraná, terão de esperar mais um pouco para receber – ou não – as Licenças de Instalação. É que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revigorou a liminar que condiciona as concessões à elaboração de uma Avaliação Ambiental Integrada (AAI) para os 550 quilômetros de rio. A medida tinha sido suspensa em fevereiro, num recurso da União. Além dos impactos à fauna e flora locais, as barragens atingiriam sete áreas indígenas já demarcadas, com cerca de três mil índios.

Por Redação ((o))eco
19 de maio de 2008

Memória

O IV Congresso de história ambiental da América Latina acontece este ano no Brasil. Vai ser em Belo Horizonte, entre os dias 28 e 30 de maio, na Universidade Federal de Minas Gerais.

Por Redação ((o))eco
19 de maio de 2008

Campanha

Entrou no ar, semana passada, um site para angariar assinaturas numa carta que pedirá ao Congresso Nacional para rejeitar o ‘Floresta Zero’, projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que virou a menina dos olhos da bancada ruralista. Seu texto prevê a redução da reserva legal em fazendas da Amazônia de 80% para 50%, autoriza o plantio de exóticas para fins de recuperação e anistia desmatamentos. O endereço do site, que ficou de pé por iniciativa do Greenpeace, é www.meiamazonianao.org.br.

Por Redação ((o))eco
19 de maio de 2008

Hora do fogo

Esta semana, em Guaíra, Paraná, o Parque Nacional da Ilha Grande promove curso de prevenção contra incêndios florestais. O Parque vai contratar 21 pessoas por seis meses, para trabalhar no monitoramento e combate ao fogo. Enquanto essa mão de obra não vem, os funcionários fazem a manutenção dos 6 aceiros que existem na unidade. No ano passado, eles foram fundamentais para reduzir a extensão de área queimada durante o período de seca, que começa agora. Em 2006, a Ilha Grande perdeu 40 mil hectares para as labaredas. Em 2007, lamberam menos de 10 mil hectares.

Por Redação ((o))eco
19 de maio de 2008