Fim da espera

Após um longo mês de avaliações, os jurados do 2º Concurso Avistar Itaú BBA de fotografia chegaram a um resultado sobre os melhores cliques de aves brasileiras em liberdade. O resultado será divulgado na próxima segunda-feira, dia 05 de maio. Enquanto isso, os interessados podem se inscrever nos quatro mini-cursos promovidos pela organização do evento que ainda têm vagas: Fotografia de Aves, com Luís Cláudio Marigo; Briging Guide, com Fernanda Melo; Aves de Rapina, com Jorge Albuquerque e Guarás em Cubatão. Basta entrar no site - www.avistarbrasil.com.br →

Por Gustavo Faleiros
28 de abril de 2008

Viagem gelada

Inaugurado em fevereiro deste ano e apelidado de Arca de Noé das plantas, o Banco Internacional de Sementes, no arquipélago norueguês de Svalbard, funciona a todo vapor com seus quase três meses de idade. O jornal espanhol El Mundo foi a campo visitar a região gelada e adentrou na ampla construção, cravada em meio a uma montanha de neve. O resultado da expedição jornalística é uma galeria de fotos e três vídeos mostrando as dependências que pretendem abrigar mais de dois bilhões de sementes vindas de todo o planeta. Numa entrevista, o coordenador do projeto, Ola Westengen, fala das ambições e das dificuldades de se tocar um programa dessa grandeza. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Vilão silencioso

A navegação produz aproximadamente o dobro de CO2 emitido pelo setor aéreo. Os motores dos navios soltam grandes quantidades de nitrogênio na água – o que contribui para o crescimento explosivo das algas que, por sua vez, fazem com que a quantidade de oxigênio caia quando se decompõem. As emissões dos navios causam 60 mil mortes anuais por doenças cardiopulmonares e câncer de pulmão. Com tantos malefícios, os críticos deveriam fazer um auê sobre as atividades do setor, mas ele recebe menos reclamações que as empresas aéreas, por exemplo. O motivo desta negligência é que as atividades marítimas são "menos visíveis" do que as de outros setores, sugere o The New York Times. No entanto, este vilão não é totalmente ignorado. Recentemente, a Organização Marítima Internacional, um órgão da ONU, propôs uma série de medidas para reduzir tais impactos e vários países já buscam suas alternativas, como a Suécia, que está usando a energia elétrica como combustível ao invés do óleo diesel. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Conta dividida

Ministros do Meio Ambiente dos países mais ricos do mundo estão nesta segunda-feira em Paris, para discutir a conta do aquecimento global. Antes de partir para a mesa redonda, a economista Jan Corfee-Morlot, co-autora do relatório que diz ser necessário um por cento do PIB mundial para frear as temperaturas, concedeu uma entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. Na conversa, a especialista frisa que o dinheiro que roda pelo mundo é suficiente para bancar uma transformação necessária na matriz de crescimento mundial. Ela sugere uma legislação que force as indústrias a projetarem produtos mais eficientes e ressalta que os países emergentes têm, sim, que meter a mão no bolso. Afinal, argumenta, até 2030 Brasil, China, Índia e Rússia causarão mais estragos ambientais que todos as 30 nações mais ricas do planeta juntas. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Força tarefa

A força aérea americana resolveu arregaçar as mangas para reduzir os gases estufa que seus aviões deixam pelos ares. Conforme informou o diário The Guardian, a próxima missão dos militares é reunir governos, empresas, universidades e ambientalistas para discutir e pesquisar combustíveis mais verdes para encher o tanque das aeronaves. Quarta-feira que vem vai acontecer o primeiro encontro para debater a proposta, um tanto ambiciosa. No esboço do projeto, a força aérea revela ter a intenção de convencer Deus e o mundo a desembolsarem “bilhões de dólares” para se chegar a algum resultado. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Borboletas ameaçadas

Oito espécies de borboletas britânicas podem entrar em extinção em breve, se o verão deste ano não for com muito sol. Isto é o que dizem os especialistas da entidade Butterfly Conservation, que indicam as chuvas intensas que assolaram o país no ano passado como o motivo da possível extinção. Segundo eles, as populações das espécies que correm o risco de desaparecer nunca estiveram com um nível tão baixo de indivíduos. Certas espécies, entre elas algumas borboletas raras da Grã Bretanha, já enfrentaram declínios anteriores, mas este pode ser o sinal vermelho de que alguma coisa mais grave poderá acontecer, sugere o jornal The Independent. Entre as mais cogitadas a desaparecerem estão a Pararge aegeria e a Plebeius argus. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Problema real

Frente à "crise" mundial do arroz e outros alimentos "básicos", os gurus do mercado prontamente acionaram alguns de seus porta-vozes para alardear o remédio tradicional - mais produção. E por aqui, como se sabe, isso quase sempre é sinônimo de mais desmatamento e degradação ambiental. Mas o problema do arroz é cria do próprio mercado, envolve balanço entre exportações e consumo interno de vários países produtores, não é de produção. Somado a isso, está o flagelo nacional do desperdício de alimentos, que atinge plantio, colheita e consumo. No Brasil, calcula-se que mais de 30% do que se produz seja jogado fora. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Por baixo da crise

Ao largo das campanhas de saúde pública e dos efeitos nefastos de uma produção baseada em venenos agrícolas e mão-de-obra familiar, o Brasil mantém o posto de maior exportador e figura entre os maiores produtores globais de fumo. Conforme dados do governo, o País manda para o exterior 85% do que produz e, ano passado, somou US$ 2,2 bilhões em vendas externas e faturamento setorial de R$ 15 bilhões. A safra deste ano deve bater em 700 mil toneladas de tabaco, quase tudo produzido no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O restante vem da Bahia e Alagoas. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Desmatamento no Ibirapuera

A criação de uma alça de acesso que ligará a avenida Pedro Álvares Cabral à IV Centenário, ambas no contorno do Parque Ibirapuera, em São Paulo, tem dado o que falar. Isso porque o Conselho Gestor do parque (CGPI) e usuários são contra a nova via, que irá devastar uma área de bosque de 5,5 mil m². A medida é resultado de um acordo firmado nos últimos dias de dezembro de 2007 entre Prefeitura, Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Ministério Público e Secretaria de Negócios Jurídicos. Uma das principais reclamações é que o Conselho Gestor não foi ouvido. →

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Contra a lei

Segundo o secretário do CGPI, Otávio Villares, um dos argumentos que têm sido usados para criação da alça é de que a área a ser segregada não faz parte do desenho original do parque e já foi local de ligação entre as duas avenidas. No entanto, de acordo com ele, mesmo que este fato fosse considerado, outro ponto da lei não estaria sendo cumprido: o parque é tombado pelo Conpresp e Condephaat e, pela lei, a área de entorno de construções tombadas também não podem ser tocadas. "A área está totalmente integrada ao parque e a criação da alça não vai melhorar o trânsito no Ibirapuera", diz. →

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Manejo incorreto

Não bastasse a briga pela manutenção da área, o CGPI também reclama da forma como o manejo das árvores que estão sendo retiradas do local está sendo feito. Pelo acordo da Prefeitura, as 30 árvores que saem de lá para dar lugar à alça – entre elas exemplares de pau-brasil, ipê, sibipiruna e mamoneira – serão replantadas em outra área do parque. No entanto, segundo Villares, dificilmente elas sobreviverão. "Eles estão machucando as raízes. Eu até convidei o Eduardo Jorge [Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente] para, daqui a alguns meses, ver se estas árvores estarão de pé. Eu duvido", diz. →

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Mudanças em trânsito

Não tem jeito. Para convencer os motoristas a deixarem seus carros na garagem, só doendo no bolso. Uma reportagem da BusinessWeek mostra que esse processo está em andamento nos EUA, onde a economia anda capenga e o preço do combustível permanece nas alturas. Sem poder esbanjar, os americanos estão não só evitando encher o tanque, como deixando de comprar carros novos. Somente em Palm Beach, na Flórida, o trânsito de veículos caiu 7,5% esse ano. E nas feiras de automóveis os negócios fecharam com uma queda de 8% nos últimos quatro meses. Se continuar nesse passo, em alguns anos o tráfego nos EUA poderia ser uma tranquilidade só, e o baixo consumo de combustíveis faria um afago no meio ambiente. →

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008