Vai uma carona aí?

No último mês, três portugueses botaram no ar o site Carpool, uma iniciativa para incentivar a “partilha de viagens” por Portugal. A idéia já é praticada em outros países e consiste no seguinte: os cidadãos que já não aguentam os ônibus lotados e os engarrafamentos gerados pelo mar de veículos podem conhecer pessoas que fazem os mesmos trajetos diários e combinarem uma carona. No cadastro, o pretendente a uma vaga pode dar informações além do percurso, dizendo o perfil de companhia que gostaria de ter sobre as quatro rodas: jovem, não-fumante etc. O site ainda não conseguiu muitos adeptos (beira os 100), mas seus criadores esperam que a cultura da solidariedade pegue. Conforme mostra a reportagem do Público, quatro câmaras municipais estão dando uma mesada para colaborar com o projeto.

Por Redação ((o))eco
14 de abril de 2008

Sujeira britânica

Os britânicos têm lá sua fama de engomadinhos. Mas basta dar uma espiada mais demorada nas ruas do Reino Unido para ver essa formalidade voando pela janela dos carros. A cada semana, 1,3 milhões de pessoas esticam o braço para fora de seus automóveis e deixam seu lixo pelo caminho. Para colocar os motoristas e caronas na linha, nos próximos meses Londres vai iniciar um projeto piloto que multa em 80 libras (aproximadamente R$ 260) quem lançar seus detritos nas ruas. E para identificar os porcalhões, os esforços não serão poupados: além das câmeras de trânsito delatarem os culpados, os guardas vão anotar as placas e até o público poderá usar seus celulares para denunciar alguém. De acordo com o diário The Times, os sujinhos não serão considerados criminosos e a multa não vai contar pontos negativos na carteira do motorista.

Por Redação ((o))eco
14 de abril de 2008

Etanol em debate

O Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo deu início, na última sexta-feira (11/04), ao ciclo de debates sobre sustentabilidade em Biocombustíveis. Neste primeiro encontro, estiveram presentes pesquisadores e representantes de entidades ligadas ao tema, entre eles o presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank, que, depois do anúncio da expansão da safra para os próximos anos, tem defendido com unha e dentes que monocultura possa ter alguma influência sobre o desmatamento na Amazônia.

Por Gustavo Faleiros
12 de abril de 2008

Pressão em números

Pelos números da Unica, o tamanho da terra usada para plantação da cana deve passar dos 3,5 milhões de hectares para 7 milhões de ha nos próximos 12 anos. Toda essa expansão não ocupará áreas de florestas, segundo ele, mas do centro-oeste do país, onde hoje encontram-se os poucos remanescentes de cerrado. Apesar da iminente pressão sobre bioma, Jank afirma que a monocultura avançará somente em áreas em que existam outras culturas ou em pastagens. "Poderá haver marginalmente algum desmatamento de cerrado, mas dentro do que a lei permite", disse, em conversa com jornalistas ao final do encontro.

Por Gustavo Faleiros
12 de abril de 2008

Efeitos indiretos

Ao ser questionado sobre os efeitos indiretos da expansão, como a pressão da pecuária, que seria "empurrada" de São Paulo para outros Estados, Jank mantém o discurso otimista. "A cana tem levado a uma intensificação da criação de gado. Ela vai acabar com os últimos bolsões de ineficiência da pecuária que ainda existem. A Amazônia tem uma dinâmica própria [de desmatamento] e, se não tivesse cana, existiria o problema lá assim mesmo". Atualmente, São Paulo concentra 65% das plantações de cana do país.

Por Gustavo Faleiros
12 de abril de 2008

Certificação

Durante a conversa, Jank informou que a União da Indústria da Cana-de-Açúcar montou um grupo de diálogo sobre a questão da certificação. Segundo ele, em breve o grupo deve lançar "alguma coisa" formalmente, o que deu a entender que a entidade também estuda mecanismos próprios de certificações. "Vamos participar de outras [certificações] e tentar avançar aqui no Brasil. A gente quer apressar esse diálogo".

Por Gustavo Faleiros
12 de abril de 2008

“Desnecessário”

O Ministério Público Federal tenta impedir, em caráter de urgência, que a prefeitura de Santos construa uma obra "perfeitamente dispensável" sobre a área da plataforma do Emissário Submarino, na praia do José Menino. Segundo o MPF, as obras "o Museu do Surfe e um heliporto ", desrespeitam um compromisso assumido pela prefeitura em 2006 de não construir no local edificações desnecessários ou que dificultem uma futura remoção da plataforma. "O MPF não é contra o museu, nem contra o heliponto, mas não é necessário que esses equipamentos sejam erguidos na praia, dificultando a remoção futura do aterro irregular e a recuperação dos danos ambientais causados", disse o Ministério Público, por meio da assessoria.

Por Redação ((o))eco
11 de abril de 2008

Ad infinitum

O Emissário Submarino de Santos foi construído em 1978 e despeja o esgoto de Santos a quatro quilômetros da costa. Segundo o biólogo Denis Moledo Abessa, professor da Universidade de São Paulo e especialista em ecotoxicologia, o esgoto "pré-condicionado" do emissário tem contaminado as águas próximas a sua área de lançamento. Em uma análise feita recentemente, foi detectada contaminação por metais, detergente, sulfetos e até mercúrio. Na praia não foram encontrados focos de contaminação por esses compostos. Apesar de o MPF usar como argumento para a ação uma futura remoção do Emissário, o professor Abessa informou que não há projetos neste sentido.

Por Redação ((o))eco
11 de abril de 2008

Libélula amarela

Esta libélula amarela queria aparecer na capa de O Eco. Ela se aproximou de Manoel Francisco Brito e sua Canon 40D em ISO 200, equipada com lente...

Por Redação ((o))eco
11 de abril de 2008

Planos para Madagascar

Para mensurar a importância da biodiversidade de Madagascar, basta apresentar um dado: 80% das mais de 30 mil espécies conhecidas por ali são endêmicas. Com o objetivo de evitar o sumiço dessa vida selvagem, 22 pesquisadores de seis países carregaram uma parafernália para lá de moderna até a região. Com imagens de satélites e softwares especiais, um mapa foi traçado apontando as áreas mais ameaçadas por atividades econômicas – sim, as árvores de lá caem como aqui – e analisando minuciosamente a distribuição dos bichos e plantas. Os resultados vão indicar ao governo os pontos chaves onde devem ser criadas unidades de conservação. O site The Guardian reuniu 16 fotos de fauna e flora um tanto exóticas que foram encontradas durante as expedições.

Por Redação ((o))eco
11 de abril de 2008

Cantoria natural

Já faz tempo que o ser humano trocou o canto dos pássaros pelas buzinas, ronco de motores, sirenes e toda sorte de barulheiras. Para que o homem das grandes cidades possa lembrar dos ruídos da natureza mesmo enfurnado num escritório, o diário El Mundo botou no ar uma série chamada “El sonido de la naturaleza”. A cada semana, um grupo diferente de animais vai pôr a voz no trambone, e a cantoria será sempre acompanhada por comentários de especialistas sobre as espécies apresentadas e seus habitats. Quem abre os trabalhos são os passarinhos, que não cansam de assobiar pelo céu de uma Espanha que ainda está preservada.

Por Redação ((o))eco
11 de abril de 2008

Duas faces do Bird

Acostumado a soltar cheques milionários na mão de empreendedores sujos, o Banco Mundial já se tocou que deve balancear seus gastos. Uma das prioridades atuais da instituição, mostra uma reportagem do Planet Ark, é o meio ambiente. Mas longe de se converter aos encantos da natureza, o suposto altruísmo ambiental do Bird teria surgido pela consciência de que o aquecimento global tem peito para minguar a economia mundial. Com essa certeza pesando sobre as costas, a tendência é que daqui para frente muitos dólares saiam de seus cofres para apoiar projetos de conservação.

Por Redação ((o))eco
11 de abril de 2008