Navio interceptado

O Greenpeace da França interceptou nesta segunda feira um navio carregado de madeira nativa da Amazônia. O Artic Sunrise, barco da ONG, impede a passagem do Galina III que havia saído de Santarém, Pará. O navio com carga ilegal tinha como destino o porto de Caen-Blainville, mas os ativistas exigem que o governo Francês busque informações sobre a origem da madeira com autoridades brasileiras. Segundo últimas informações, o Galina III está buscando permissão para desembarcar na Holanda.

Por Gustavo Faleiros
17 de março de 2008

Conexão Brasil

A ação do Greenpeace na Europa foi sustentada por uma investigação feita por sua base na Amazônia que identificou que existe um verdadeiro “descontrole florestal” em território brasileiro e, em grande parte, influenciado por falta de normas e restrições nos países europeus. O relatório do Greenpeace revela que a carga do Galina III provém das empresas Pena Agro-Florestal Madeireira Ltda, Madeireira Rancho da Cabocla Ltda e Estância Alecrim, todas com problemas de comprovação de origem da matéria prima e envolvidas em casos de corrupção. O relatório completo pode ser lido no site www.greenpeace.org.br

Por Gustavo Faleiros
17 de março de 2008

Mal menor

O derramamento de 5 mil litros de óleo lubrificante na Baía de Todos os Santos não provocou danos graves ao meio ambiente, de acordo com o Centro de Recursos Ambientais da Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia. O vazamento ocorrido na noite de sábado no Porto de Aratu, em Candeias, foi rapidamente contido com barreiras. O óleo está sendo recolhido com mantas de absorção e cerca de 80% do total derramado no mar já foi absorvido. Segundo o CRA, não foi verificado, até agora, mortandade de peixes ou contaminação dos mangues da região.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Bandeira

O acidente ocorreu quando o navio de bandeira norueguesa NCC Jubail fazia uma manobra no Porto de Aratu. A embarcação acabou batendo a parte traseira no píer do terminal de granéis líquidos do Porto, abrindo uma fissura de dois metros de largura por três metros de comprimento. O cargueiro foi contratado pela Braskem para transportar isopreno, material utilizado na fabricação de borracha e como catalizador, e MTDE, produto aditivo da gasolina, para a Holanda. Não houve vazamento desses produtos químicos.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Mancha ambulante

O CRA encontrou hoje uma nova mancha de óleo, próxima a Ilha de Maré (distante cerca de 2 quilômetros do local do acidente). A mancha tem cerca de 150 metros de extensão e as chuvas do final de semana podem ter feito com que o produto se espalhasse. “Tínhamos imaginado que o problema estava completamente sanado. Hoje, no sobrevôo, observamos que o navio não ficou atracado no porto e uma outra mancha de óleo foi liberada e está quase atingindo a Ilha de Maré, na praia de Bananeiras”, acrescentou a diretora geral do CRA, Beth Wagner.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Multa

O atendimento inicial foi feito por técnicos da própria Braskem, do CRA e da Capitania dos Portos. O cargueiro continua ancorado no Porto, aguardando a autorização da Capitania dos Portos para que o conserto seja realizado. O valor da multa a ser aplicada à empresa norueguesa será estipulado após a identificação do dano ambiental. A multa pode variar entre R$ 5 mil e R$ 7 milhões por dia. A Capitania dos Portos abriu inquérito administrativo para que sejam apontadas as responsabilidades pelo acidente. O resultado do inquérito sai em até 90 dias. A embarcação está retida no Porto.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Derretimento recorde

Um estudo divulgado neste final de semana pelo programa de meio ambiente das Nações Unidas mostrou que a situação de algumas geleiras, principalmente na Europa, é bem pior do que se pensava. Dados coletados em 30 geleiras diferentes em todo o mundo indicam que, para nove delas, a perda de gelo alcançou nível recorde. Em média, a taxa de derretimento em 2006 foi de 1,5 m. Entre 1980 e 1999 essa média era de 30 cm ao ano. A campeã em perda é a geleira Breidalblikkbrea, na Noruega. Ela regrediu 3,1 metros em 2006, contra 30 cm no ano anterior. Para a ONU, os resultados são um sinal evidente do aquecimento global. A notícia é da BBC Brasil.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Debaixo dos panos

Na corrida contra o aquecimento global, o Reino Unido vem se gabando das reduções que tem alcançado na emissão de gases estufa. Porém, uma investigação do National Audit Office (órgão nacional de auditoria) puxou o tapete do governo britânico neste fim de semana. De acordo com a entidade, os números oficiais divulgados estariam defasados em aproximadamente 12%. Isso significa que, na prática, a diminuição no lançamento dos gases foi praticamente zero. Segundo o NAO, o governo possui dois sistemas que fazem o inventário das emissões. E faz questão de divulgar os dados do mais impreciso, que deixa de fora a contabilidade de setores como aviação. A notícia é do diário The Guardian.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Nada a comemorar

Completando dez anos no próximo dia 30, a Lei de Crimes Ambientais é um fiasco no Rio de Janeiro. Um levantamento feito pelo jornal O Globo revela que, apesar da grande freqüência de atentados contra a natureza, quem geralmente fica atrás das grades são os bichos. Desde que entrou em vigor, a chamada Lei da Vida não levou para a cadeia um criminoso sequer. Já no caso de animais silvestres, quando apreendidos nas mãos de traficantes 90% são encontrados em péssimas condições de saúde, o que lhes obriga a passarem o resto da vida presos em zoológicos ou centros de triagem. Das poucas vezes em que o julgamento dá resultado, os réus desembolsam uma gorjeta para compra de cestas básicas, multas ou prestam serviços comunitários. E aí fica tudo bem.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Barulhenta e poluidora

Na última semana, um terço da usina Xavantes, a maior termelétrica em operação em Goiás, deixou de funcionar. Segundo a agência ambiental de Goiânia, o motivo para o fechamento são os problemas ambientais causados pela empresa, como a emissão excessiva de ruídos, que prejudica cerca de dez mil moradores de quatro bairros vizinhos. Além disso, a direção da unidade também responde a processo no órgão ambiental por poluição do solo por derramamento de óleo e poluição atmosférica. A empresa já foi multada em 5 milhões de reais, mas conseguiu reduzir o valor para 150 mil após um acordo. O problemas ambientais causados pela Xavantes são tão grandes que o órgão ambiental de Goiânia chega a dizer que houve erro por parte do governo estadual ao conceder a licença para o empreendimento. Para o governo de Goiás, o projeto para minimizar os impactos ambientais foi apresentado, mas se mostrou ineficiente. A termelétrica só não foi paralisada completamente porque poderia levar a capital a um desabastecimento de energia elétrica. A notícia é do jornal Folha de S.Paulo.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

O novo ambientalismo

Enquanto as temperaturas e as mudanças no clima avançam, a cabeça dos ambientalistas acompanha o ritmo. É o que sugere uma reportagem do Time. Os ativistas de hoje não são como antigamente, quando os discursos eram acompanhados por um comportamento despojado, que remetia ao movimento hippie. Hoje não é raro ver a turma do verde usando terno e gravata, e o falatório ganhou novos enfoques. No lugar de fauna e flora, simplesmente, a tônica das discussões está voltada principalmente para as questões energéticas, que no fundo, afetam direta ou indiretamente tudo o que envolve o meio ambiente.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008

Críticas

Entre os pontos que devem ser apresentados ao Ibama pelo movimento está a falta de análise dos impactos ambientais na bacia do rio Ribeira e nas comunidades que dependem da pesca e do extrativismo marinho em Iguape e Cananéia. "A CBA [Companhia Brasileira de Alumínio] argumenta que a barragem ficará a 350 km da foz, mas a própria lei exige que se faça o relatório de impacto de toda a bacia", diz Nilto Tatto, do Instituto Socioambiental.

Por Redação ((o))eco
17 de março de 2008