Sem choro nem vela

Em nota enviada no início da noite desta quarta-feira, o Ibama de São Paulo informou que o processo de licenciamento da UHE Tijuco Alto irá continuar. Segundo o órgão, ainda não foi emitida qualquer licença ambiental para o empreendimento, pois faltam as considerações do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) a respeito das cavidades subterrâneas nas proximidades do empreendimento e a autorização da Agência Nacional das Águas para a utilização dos recursos hídricos pelo empreendedor. Uma comissão formada por representantes do movimento contra a hidrelétrica se reunirá hoje em Brasília com o presidente do Ibama para discutir a questão. O objetivo deles é impedir a ida do empreendimento para o Vale do Ribeira.

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2008

Boka grande

O governo federal não gostou nem um pouco das declarações do deputado estadual Sandro Boka (PMDB/RS), na semana passada. Ele afirmou que ampliar a Estação Ecológica do Taim - de 11 mil ha para 33 mil ha - traria prejuízos à porção meridional do Rio Grande do Sul. Em carta divulgada nesta quarta, o chefe da reserva federal, Amauri Motta, afirma que a ampliação da área protegida "não trará nenhum impacto aos produtores de arroz, às serrarias da região e as florestas exóticas já implantadas porque sua poligonal não tem sobreposição sobre estas áreas."

Por Redação ((o))eco
13 de março de 2008

Guardiões da Amazônia

Começou nesta manhã de quinta uma intensa fiscalização do Ibama para localizar madeiras amazônicas ilegais em várias cidades do País. A operação "Guardiões da Amazônia - Operando no Destino" vai olhar toda a cadeia produtiva - extração, transporte e venda. A ação chega também ao Rio Grande do Sul, estado onde muita madeira tem sido apreendida nos últimos meses. De setembro de 2006 até janeiro de 2008, foram apreendidos 2,4 mil m³ de madeira, incluindo 800 m³ são de castanheira e 40m³ de mogno. O estado é um centro consumidor e pólo exportador de madeiras tropicais, através de pelo menos nove portos aduaneiros."Embora as pessoas tenham a tendência de associar a questão do desmatamento apenas à Amazônia, a fiscalização nos mercados consumidores é importante para coibir a demanda destas espécies ameaçadas”, diz o chefe de Fiscalização do IBAMA/RS, Fernando Falcão.

Por Gustavo Faleiros
13 de março de 2008

Desocupação

Os manifestantes que ocupavam a sede do Ibama em São Paulo em protesto contra a Hidrelétrica de Tijuco Alto deixaram o prédio por volta das 17h desta quarta-feira. A desocupação ocorreu depois que o grupo – formado por cerca de 150 pessoas – recebeu um documento do presidente do Ibama, Bazileu Alves Margarido Neto, em que ele se compromete a abrir negociações para discutir os pontos do parecer técnico emitido pelo órgão que são questionados pelo movimento.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Reunião

No documento enviado aos manifestantes, Margarido Neto também se comprometeu a não liberar a licença para o início da construção da hidrelétrica sem que os pontos questionados – como a falta de análise do impacto ambiental em Lagamar e a não realização de audiência pública em Cananéia – sejam debatidos. Nesta quinta (13/03) está marcada uma reunião entre Ibama e uma comissão do movimento contra a Hidrelétrica de Tijuco Alto para definir a agenda de discussões.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Pinóquios

A Polícia Federal em Cruzeiro e o Ministério Público Federal em Guaratinguetá, ambas cidades no interior de São Paulo, realizaram nesta quarta-feira a "Operação Pinóquio", que decretou a prisão temporária de cinco servidores públicos, entre ele o chefe do Ibama em Lorena. Na ação, também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal de Guaratinguetá.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Acusações

O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa que atuava na sede do Ibama, localizada na Floresta Nacional de Lorena, uma área federal de conservação de espécies da flora e fauna da região do Vale do Paraíba. Segundo o MPF, servidores do Ibama, sob comando do chefe da unidade, extraíam e comercializavam madeira do interior da reserva irregularmente. Também recai sobre a quadrilha a acusação de venda de mudas de plantas com registro do Ibama sem recolhimento da taxa federal – o recurso era apropriado pelos servidores -, venda ilegal de anilhas de pássaros silvestres e maus tratos e desaparecimentos de espécies que estavam sobre a custódia do órgão federal.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Vigilância

A operação teve início a partir de uma denúncia anônima feita ao MPF em Guaratinguetá em 2006. Desde então, as atividades do Ibama em Lorena foram monitoradas por meio de escutas telefônicas e por agentes da PF infiltrados na unidade.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Negociações 1

Segundo Ronaldo Ribeiro, do Instituto para o Desenvolvimento Sustentável e Cidadania do Vale do Ribeira (Idesc), desde o início da tarde desta quarta um grupo de 25 pessoas está reunido com funcionários do órgão para discutir uma solução ao impasse. Outras cerca de 150 pessoas continuam dentro do prédio.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Contra Tijuco Alto

A manifestação ocorrida na manhã desta quarta-feira em frente à sede do Ibama em São Paulo contra o parecer técnico emitido pelo órgão a favor da implantação da Hidrelétrica de Tijuco Alto reuniu, segundo participantes, cerca de 500 pessoas. Só do Vale do Ribeira chegaram 10 ônibus lotados. Os manifestantes mantiveram o tráfego da Alameda Tietê (nos Jardins) bloqueado desde o início da manhã até por volta das 13h. Eles também abriram faixas e gritaram palavras de ordem contra o empreendimento. Durante a manifestação, os portões do Ibama foram trancados com cadeados e funcionários impedidos de entrar no prédio.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

Negociações 2

Em Brasília, um outro grupo ligado à Campanha Contra Barragens no Ribeira negocia com o presidente do Ibama para garantir que as obras da Hidrelétrica não sejam iniciadas. "Só sairemos daqui quando tivermos um parecer favorável de Brasília", diz Ribeiro, que integra o grupo de manifestantes trancados dentro do prédio do órgão em São Paulo.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008

A pé

Ainda que não se esmere para resolver as questões do clima, o governo norte-americano aumenta a cada dia sua lista de setores que serão prejudicados pelas mudanças nos ares. Um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA acaba de incluir o setor de transportes – por inteiro – no caderninho de preocupações. Segundo reportagem da ABC News, o documento alerta que o provável aumento de tempestades, furacões, calor e suas respectivas sombras – como aumento do nível do mar – são uma ameaça concreta a carros, aviões, trens e tudo o que carrega passageiros. O estudo frisa que, quando as estruturas para o sistema de transporte americano foram projetadas, não se fazia idéia do cenário que viria pela frente e, portanto, elas estariam vulneráveis a estas mudanças drásticas. O relatório avalia que as novas condições climáticas devem reger todos os novos projetos do setor.

Por Redação ((o))eco
12 de março de 2008